<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136</id><updated>2011-12-31T13:07:27.287-02:00</updated><category term='diário de viagem'/><title type='text'>Acid Life</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>68</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-5482891428969318991</id><published>2011-12-31T12:39:00.005-02:00</published><updated>2011-12-31T13:07:27.298-02:00</updated><title type='text'>Sobre tradições japonesas e a necessidade de se fazer a revisão de um ano</title><content type='html'>As famílias japonesas mais antigas, pertencentes à primeira e segunda geração que migraram ao Brasil, possuem uma série de superstições e crenças menores que são seguidas de maneira levemente religiosa por conta das influências xintoístase budistas sobre a vida cotidiana dos japoneses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre essas crenças, há a ideia de que 12 em 12 anos a pessoa passará por um ano repleto de prosperidade e alegria, de maneira a pereceber que a vida possui momentos repletos de alegria e felicidade. Da mesma maneira, de tanto em tanto tempo a pessoa passará por um ano especialmente difícil, de maneira a relembrar da fugacidade da alegria em nossas vidas e da existência de dificuldades nela, de maneira a não se apegar demais aos momentos felizes ou tristes e aprender que, independente de haver felicidade ou tristeza, o importante é saber e viver com o conhecimento de que ambos são passageiros e devem ser superados, por bem ou por mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano das dificuldades é chamado, em japonês, de &lt;i&gt;yakudoshi&lt;/i&gt; (tradução grosseira: ano calamitoso ano crítico), e ele acontece quando o homem faz 25, 42 e 61 anos, e para a mulher ele vem aos 19, 33 e 37 anos. Recomenda-se que a pessoa visite templos e faça os rituais de purificação xintoístas e budistas para espantar o azar, e o ponto crucial é que se faça uma festa com amigos e parentes com o único objetivo de se espantar o yakudoshi, de maneira a espantá-lo com alegria e união.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2011 foi o meu primeiro ano de yakudoshi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, o pior!, não fiz a tal da festa, muito menos os rituais para espantar o azar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira a fazer uma mea culpinha em relação ao desprezo destinado às tradições que dizem que esse seria um ano horroroso, me senti obrigado a fazer um balanço para ver onde ocorreu a tragédia na minha vida este ano. E vamos lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar desse desrespeito às tradições ancestrais, não tive grandes golpes de azar nesse ano no que diz respeito às relações pessoais, apesar de muita coisa ter mudado e alguns eventos críticos terem ocorrido; muita gente se foi de um jeito ou de outro, mas muita gente chegou também e fortaleceram-se alguns laços mais antigos. Pelo menos no campo pessoal, 2011 foi um ano bem atribulado, mas o balanço geral é que não foi especialmente negativo. Vitória para o ceticismo nesse campo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissionalmente, este foi o primeiro ano desde 2005 em que meu ofício não foi frequentar aulas, fazer trabalhos e ler feito um condenado praticamente todos os dias: ao invés disso, entrou uma rotina de trabalho de bater cartão e fazer coisas diversas 8h por dia para ganhar uma grana no final do mês. Ainda está um pouco cedo para fazer uma avaliação suficientemente embasada para saber o que seria melhor para mim, já que a rotina de faculdade ainda está fresca em minha mente; porém, já sei o suficiente para dizer que até agora a rotina quadradinha de trabalho me fez crescer em muitos aspectos (e não estou falando somente de saldo de conta corrente aqui!), apesar das dificuldades e problemas que são inerentes a qualquer emprego. Outro ponto para o ceticismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo da saúde... É, os deuses xintoístas me deram uma surra aqui. Nunca fiquei tão doente e aflito por condições físicas diversas quanto nesse ano, e saio de 2011 ainda mais neurótico e complexado com meu corpo e meu estado de saúde do que entrei. Claro que é bobagem pensar que isso estabelece uma conexão automática e certeira com as tradições semi-religiosas que são a origem do yakudoshi, mas o que mata é a dúvida que elas nos deixam por não ter seguido-as. Droga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ficar falando aqui de muitas outras coisas, mas o negócio é o seguinte: funcionando ou não o tal do yakudoshi, 2011 foi um ano em que tomei rumos bem diferentes daqueles que vinha tomando nos anos anteriores, o que por si só já é um tremendo ponto positivo. Rever tradições e observar o crescimento pessoal de diversos ângulos é o suficiente para tornar esse ano memorável e positivo em retrospecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citando um amigo, que venha 2012, e que ele seja melhor do que 2011 e pior que 2013. Bom ano novo a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-5482891428969318991?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/5482891428969318991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=5482891428969318991&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5482891428969318991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5482891428969318991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2011/12/sobre-tradicoes-japonesas-e-necessidade.html' title='Sobre tradições japonesas e a necessidade de se fazer a revisão de um ano'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-8698440172512616042</id><published>2011-12-19T20:45:00.006-02:00</published><updated>2011-12-19T21:18:39.524-02:00</updated><title type='text'>Sobre a Fugacidade da Inspiração Problemática</title><content type='html'>Já escrevi um pouco sobre problemas, já escrevi um pouco sobre escrever, já escrevi um pouco sobre os problemas de escrever, e agora vou escrever um pouco sobre o problema de escrever sobre problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A classe média é um estrato muito interessante a se pertencer, do ponto de vista artístico: problemas horrorosos que demandam muito tempo e atenção daqueles que são pobres, como conseguir subsistência mínima e dignidade mínima frente à sociedade através da entrada no mundo do consumo, não existem para a classe média; além disso, os cidadãos médios não possuem meios para afogar todo e qualquer problema através do consumo conspícuo típico dos ricos, que sempre parecem muito felizes e sem problemas em meio ao mar de porcarias e demais mercadorias que o capitalismo tenta vender desesperadamente como soluções implacáveis contra a pobreza de caráter espiritual/emocional. Sem acesso aos problemas das camadas mais extremadas da sociedade, sobra à classe média uma série de problemas frívolos, mas de impacto extremamente grande sobre a psique do sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses problemas vão desde crises existenciais severas e aleatórias a besteiras cotidianas e extremamente frívolas do dia-a-dia, mas a principal característica é a persistência deles: eles vão e voltam, mas sempre permanecem e consomem horas e minutos preciosos de nosso tempo, já que o preço dos mesmos é uma quantidade injusta de atenção e reflexões para duas coisas: as possíveis soluções para eles; ou a impotência frente a certos elementos inescapáveis da vida que eles insistem em esfregar em nossa cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Mas Fernando, o Mekaru, o que diabos essa sua reflexão pseudo-sociológica tem a ver com a arte, seu grande enrolão?!&lt;/i&gt;, pergunta um leitor que não desligou o senso crítico antes de iniciar a leitura deste texto, e eu respondo: essa síndrome de "classe média sofre" é um tremendo combustível para a arte na maneira em que se tenta fazer a catarse desses problemas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que tentam sublimar esses problemas de sua vida consumindo coisas, e esses são a maioria: meio que copiando os caras do andar sócio-econômico de cima, consome-se produtos vendidos em shoppings, drogas (legais e ilegais) e produtos abstratos como livros, filmes, jogos eletrônicos, peças de teatro e outros de maneira a se acalmar o indócil espírito em crise da classe média. Alguns malucos um pouco mais esforçados (ou que já consumiram tudo que podiam e ainda se vêem incomodados) vão para o lado contrário, e iniciam uma tentativa de &lt;i&gt;produção&lt;/i&gt; de algo para tirar o incômodo que pesa em seus corações doídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[Insira aqui seu recontar favorito da história sobre a ascensão da burguesia na Europa durante o século XVI, e como isso gerou uma tonelada de textos, peças de teatro, romances e uma porrada de outros produtos culturais para fazer o tempo dessas pessoas que tinham tempo sobrando passar de forma mais sofisticada e cheia de conteúdo, e como a ascensão do capitalismo no XIX acelerou esse processo de produção cultural de maneira esplendorosa, desesperadora e maluca, e como isso tudo esteve associado conjuntamente a um novo refletir da sociedade e de seus problemas, tanto em nível coletivo quanto individual. Sério, não vou fazer essa pesquisa para vocês, então imaginem que ela está toda aqui!]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o extremamente elaborado *cof* parágrafo anterior explica, a criação artística é uma das maneiras mais proeminentes das pessoas destilarem seus próprios problemas e anseios em relação a si próprias e ao mundo que as cerca e colocarem isso de maneira significativa e tocante ao resto das pessoas. É uma maneira nobre de tirar de si os incômodos: ao mesmo tempo em que você alivia-se deles, alguém também pode se aliviar através desse meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, produzir algo é uma maneira extremamente interessante de se colocar para fora os problemas de nossas vidas. Para alguém que possui muitos problemas, grandes e pequenos, é uma grande mão na roda fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é quando você tenta colocar para fora os seus problemas de maneira significativa e aí a sua inspiração problemática parece pequena e irrelevante demais para justificar um texto ou o que for, e aí o que te resta é um texto enorme sobre inspiração e meios de produção que pouco ou nada tem a ver com o problema inicial que foi o gatilho para escrever...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Para saber a tônica do último parágrafo, coloque &lt;a href="http://bit.ly/uOsJpo"&gt;a seguinte trilha sonora&lt;/a&gt; após terminá-lo.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas, eis o seu problema enquanto inspiração: durante o processo de produção, fica fácil de saber se vocês são pequenos demais ou grandes demais para justificar qualquer coisa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-8698440172512616042?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/8698440172512616042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=8698440172512616042&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8698440172512616042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8698440172512616042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2011/12/sobre-fugacidade-da-inspiracao.html' title='Sobre a Fugacidade da Inspiração Problemática'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-5560388210580487028</id><published>2011-11-16T00:11:00.001-02:00</published><updated>2011-11-16T00:11:00.815-02:00</updated><title type='text'>Fragmento Textual (2)</title><content type='html'>Algumas linhas pós-funeral. Não lembro muito bem por que não consegui terminar.&lt;br /&gt;===========&lt;br /&gt;Pessoas vem e vão: essa é uma das poucas certezas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não é tão certo: o impacto desse vai-e-vem humano sobre a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma percepção corrente que coloca nesses dois pólos o ponto de maior interferência na vida: diz-se comumente que a pessoa "entrou na vida" e tudo mudou, ou então que "ela deixou minha vida" e tudo mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ledo engano: as entradas e saídas ocorrem a todo o momento, e são tão comuns que é impossível de se lembrar de todas as pessoas com quem se teve contato e nunca mais se viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é mais impactante nas pessoas que se conhece é aquilo que elas [i]deixam[/i] em nós, não o momento que elas entram ou saem de nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses resquícios sempre começam da mesma maneira: tão pequenos e insignificantes quanto um mero olhar ou algumas palavras trocadas, gestos efêmeros cuja existência é tão duradoura quanto um piscar de olhos. Em casos de contato contínuo ou de força incomum, é impossível ignorar a pessoa e a influência que ela provoca sobre suas ações, seus pensares e seus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que é deixado, não obstante alterar o curso de sua vida, gera uma espécie de ligação com a pessoa em questão: há uma necessidade de deixá-la presente com certa frequência, o que aprofunda o deixado, o que aumenta cada vez mais a necessidade da presença da pessoa, em um círculo vicioso no qual você é deixado com cada vez mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, não importa de que maneira, a pessoa se vai. Aquilo que foi deixado permanece com você, mas não aumenta mais. Destinado a erodir com a passagem do tempo, acaba se tornando cada vez mais leve, mas não sem pesar: as reminescências do passado costumam voltar com certa dor conforme se observa e segue os meandros colocados à frente pelas experiências com a pessoa em questão, mas seu destino é se esvair conforme o tempo passa. Eventualmente, após ser consumido pelo amontoar de novas experiências com novas pessoas, o deixado acaba sua existência da mesma maneira súbita e efêmera que começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resta muito, a não ser as cicatrizes e marcas que o deixado causou durante o seu processo de criação, manutenção e morte: são as influências inescapáveis do passado com a pessoa, que guiaram parte dos processos e acontecimentos responsáveis pela gestação do momento presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcas indeléveis e inescapáveis, continuam causando mudanças de curso na vida, mesmo após o desaparecimento completo de tudo aquilo que as causou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-5560388210580487028?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/5560388210580487028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=5560388210580487028&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5560388210580487028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5560388210580487028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2011/11/fragmento-textual-2.html' title='Fragmento Textual (2)'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-2311789160064313514</id><published>2011-06-06T19:22:00.003-03:00</published><updated>2011-06-06T21:10:10.402-03:00</updated><title type='text'>Rage Against The Protocol</title><content type='html'>Todo mundo já passou por isso: você (chamaremos de [B] no momento) está meio de bobeira, e aí aparece uma pessoa (chamaremos de [A]) que encaixa-se em uma das duas categorias a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entra em contato com você apenas com um olhar e um gesto de mão, atestando tudo aquilo que espera de você: respeito mútuo mínimo e distância razoável;&lt;br /&gt;- Possui mais contato com você, mas não o suficiente para firmar uma amizade decente: pode-se descrever a relação de vocês como "coleguismo esporádico", já que são pequenas demonstrações de amizade que ocorrem bem ocasionalmente e não são suficientes para caracterizar algo mais forte ou profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente, a pessoa se mostra mais receptiva do que o normal, e te aborda com um "Oi, tudo bem? Como vai sua vida?" ou qualquer outro cumprimento genérico esperado quando se quer estabelecer algum tipo de comunicação mais séria, seguido de certo silêncio, o que significa que há um espaço para você falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, um diálogo-exemplo da situação em que quero chegar. Imagino que seja familiar para muita gente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[B]: [Você fala algo. Não importa se é algo longo, curto, profundo, raso... Qualquer coisa vale.]&lt;br /&gt;[A]: [Complemento genérico e inócuo do interlocutor, que poderia ser feito a dezenas de situações diferentes mas que cumpre o papel de fazer o diálogo continuar. Exemplos clássicos são "É mesmo?" ou "Puxa, que coisa...". Outro clássico aqui é o pavoroso "E o...", no qual o interlocutor tenta colocar como tema da conversa o primeiro assunto que vem à cabeça dele sobre você, mesmo que nunca tenha se interessado por isso antes.]&lt;br /&gt;[B]: [Alguma resposta sua, normalmente completando o que você disse no começo, ou desenvolvendo o "E o...".]&lt;br /&gt;[A]: [Outro complemento genérico de alta aplicabilidade e baixo comprometimento, mas que não dá espaço para continuações. Exemplos incluem "Ah, certo!" ou "Entendi".]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Silêncio meio constrangedor]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A]: "Escuta, eu precisava que você [algum pedido que só você pode fazer no momento do diálogo]. Você pode fazer para mim, por favor?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[B] responde afirmativamente, ou negativamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A] não se importa muito com a resposta: ele só quer saber se terá o que deseja, e se [B] será ou não a pessoa que o levará até lá. De qualquer maneira, ele agradece, e no fundo de sua mente sabe que só contatará [B] novamente quando a situação forçá-lo a tal ou quando precisar de algo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paremos por aqui, pois terminei de descrever o objeto do texto de hoje: o "papinho pseudo-amigo", um protocolo social que as pessoas se utilizam para não parecerem interesseiras quando vão pedir coisas para pessoas que não são tão próximas assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem claro o funcionamento deste protocolo: você chega na pessoa, e faz o papinho, de maneira a dar a impressão que ela é próxima de você o suficiente para que o favor que você pedirá a ela não soe absurdo ou interessado, muito menos que haja a impressão que a pessoa só fala com você quando algum interesse dela só pode ser concretizado mediante sua ação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedido, no caso, sairia atenuado de seus tons egoístas e teria grandes chances de ser atendido, porque você teve o trabalho de montar uma narrativazinha subjetiva com o interlocutor, aproximando-se um pouco dele no processo e diminuindo quaisquer sombras interesseiras que haveria na sua ação - afinal, não foi um pedido curto, grosso e que vai direto ao assunto e motivo pelo qual você entrou em contato com a pessoa, você até falou um pouco com ela! Por que ela não te ajudaria, já que você fez o esforço de se aproximar dela mais do que o normal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porém é que esse protocolo é muito mais interesseiro e egoísta do que o mero ato de pedir, e evidencia de maneira brutal a falta de profundidade ou laços entre as pessoas envolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, se você realmente fosse próximo da pessoa, não precisaria chegar nela com papinho: simplesmente pediria e pronto, o pedido seria atendido e ninguém fica parecendo interesseiro no processo. Quando se coloca esse protocolo em ação, as pessoas esquecem de um dos fundamentos da intimidade: conhece-se bem as pessoas de quem se é íntimo, ao ponto de saber que as solicitações delas não são interesseiras e que faz parte pedir coisas para quem é próximo. Aproximações adicionais não são necessárias para se pedir coisas quando se tem alguma intimidade; qualquer coisa diferente já desperta alguma atenção negativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo é o fato que ambas as partes sabem que, após o pedido (independente da sua realização ou não), a proximidade montada pelo papinho se esvai e a distância se torna novamente a regra de relação entre os dois envolvidos. Ou seja, o interesse sempre acaba se mostrando como motivador do contato quando o protocolo social tem fim e as duas partes retornam às suas atividades cotidianas. Não importe o quanto a pessoa se esforce para não parecer interessada, a própria distância que dá a tônica da relação dela com a outra pessoa acaba evidenciando sua motivação real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica claro que este protocolo não é muito efetivo para o seu propósito, e só evidencia o que deveria ocultar em primeiro lugar - isto é, a distância e pouco interesse mútuo existente entre os envolvidos. Mas o problema é que ele está tão bem-estabelecido que quebrá-lo sempre parece muito rude. Voltemos ao diálogo-exemplo, mais detalhado e com uma mudança: [B] acordou com o seu lado misantropo mais aguçado hoje, e está com pouca disposição para manter certos afazeres sociais que se esperam dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A]: Oi, tudo bem? E aí, como vai a vida?&lt;br /&gt;[B]: Indo.&lt;br /&gt;[A]: Ah, certo... E o curso de espanhol, como está?&lt;br /&gt;[B]: Não está, parei faz algum tempo.&lt;br /&gt;[A]: Ahm... Puxa, por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Silêncio constrangedor momentâneo, [B] visivelmente irritado.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[B]: ... Escuta, pára de papinho. O que é que você quer de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, [B] corta a bobagem toda do protocolo e vai direto ao motivador central dessa conversa: o interesse que [A] tem nele e que só a ação de [B] consegue garantir no momento. Ao invés de sair bem dessa situação ao ir direto ao ponto e não fazer nenhum dos dois perder tempo com teatrinhos sem sentido, [B] se sai muito mal: sua quebra súbita de protocolo e honestidade perante a situação é percebida como grosseria ou mau humor, o que é um grande prejuízo social para ele. Pratica-se uma grande injustiça com isso: a pessoa interesseira sai desta situação como a que sofreu uma injúria, enquanto a pessoa que é honesta sai como uma agressora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse e outros protocolos sociais, meio que paradoxalmente, são algumas das coisas mais antissociais que existem nas relações humanas: elas parecem supor a superação do ego e a formação de laços com as pessoas, quando na verdade servem para ocultar sentimentos e motivações que, em última instância, não tem nada a ver com formar ligações duradouras com os outros e só dizem respeito à satisfação de aspirações individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso tudo, só uma palavrinha final: na dúvida, quebre o protocolo. Você coloca a situação de maneira honesta, ninguém perde tempo e, muito provavelmente, uma relação interesseira acaba na hora. Todo mundo sai ganhando algo. Fazer uma pequena revolta contra os protocolos tem seus benefícios!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-2311789160064313514?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/2311789160064313514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=2311789160064313514&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2311789160064313514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2311789160064313514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2011/06/rage-against-protocol.html' title='Rage Against The Protocol'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-2371262357991610941</id><published>2011-05-15T12:27:00.003-03:00</published><updated>2011-05-15T16:37:55.312-03:00</updated><title type='text'>Fragmento textual (1)</title><content type='html'>Este é um rascunho de um ensaio. Era pra ser a parte introdutória de algo um pouco maior. Dada a falta de produção e inspiração por aqui, foi pra postagem só pra não deixar tudo parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo completar algum dia. Fica aí pra apreciação alheia. Aceito sugestões e opiniões.&lt;br /&gt;===========&lt;br /&gt;Ah, sentimentos coordenados e avaliados pela razão, o equipamento dois-em-um sadomasoquista original, a dupla dinâmica que nos distingue do resto dos animais: quando a razão avalia que não devemos demonstrar sentimentos, sofremos com as inúmeras possibilidades (boas e ruins) da vida que morrem quando deixamos de expressar os sentimentos de modo verdadeiro; quando mandamos a razão às favas e deixamos os sentimentos fluir, sofremos porque cedo ou tarde nos concentramos nas possibilidades ruins da expressão, que eclipsam ou ocultam totalmente as possibilidades boas trazidas quando os sentimentos são postos pra fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terrível e dolorosa dúvida que assola a todos, o "E se eu...?", é uma constante inescapável, independente se deixamos razão ou emoção tomarem conta. Penso, porém, que há um agravante quando se deixa a razão barrar demais os sentimentos: o arrependimento pelo não-dito é algo que só aparece nessas situações, e ele torna o sofrimento muito maior. É muito mais doloroso vislumbrar mentalmente o mundo de possibilidades que se perdeu quando você decidiu deixar a porta fechada, do que a dor que você sente quando abre a porta, dá um passo para fora e sente a dor das expectativas frustradas perante o peso da realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é: não é fácil, nem muito agradável, sair vivendo por aí. Por trás de cada delícia e doçura do mundo, há também um universo de dor e amargor no pacote. Faz parte da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor é inevitável e o sentimento que tudo podia ter sido diferente também, mas uma coisa é certa: o arrependimento pelo não-dito e pelo não-expresso é opcional. A vida é curta demais para nos preocuparmos se arriscar mudar as coisas é melhor do que arriscar deixá-las do jeito que estão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-2371262357991610941?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/2371262357991610941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=2371262357991610941&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2371262357991610941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2371262357991610941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2011/05/fragmento-textual-1.html' title='Fragmento textual (1)'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-1835280311285524380</id><published>2011-01-21T22:55:00.005-02:00</published><updated>2011-01-22T00:17:03.178-02:00</updated><title type='text'>Micropoderes</title><content type='html'>Tempo atrás aí, fui recrutado por uma certa empresa. Ganhei atribuições e problemas a resolver, como qualquer emprego faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que fui empregado, descobri que o novo trabalho não me dava apenas um salário legal e plano de saúde excelente: ele me dava o poder de se tornar uma figura sem passado e sem nome, capaz de intimidar as pessoas e fazê-las parar o que estão fazendo com pouco esforço, e dotada de uma autoridade e confiabilidade que outrora eu nunca tive. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor: nem precisei ceder uma porcentagem do meu salário para conseguir esses poderes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que bato o cartão, torno-me a figura que as pessoas comuns normalmente referem-se somente como... &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O moço"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para me tornar essa figura, preciso de dois símbolos de poder, concedidos a mim na primeira semana de trabalho: um crachá, que tem o incrível poder de nunca ser lido pelas pessoas, mas que concede o poder da autoridade; e o walkie-talkie de doze anos, que graças ao seu peso e aos barulhos esquisitos e irritantes que solta ocasionalmente, me faz concluir que ele simboliza o peso e os incômodos do papel que me foi delegado. Sem esses dois itens, torno-me apenas mais um na multidão, e as pessoas me olham como um igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os dois itens de poder, andar na multidão desperta reações diversas, normalmente variando entre o temor e a procura. As falas mais ouvidas são da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minino, pára de fazer isso, o moço tá vendo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Moço, onde é o banheiro?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Filho, se você não parar, o moço vai te bater, ein?" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[NOTA: este comentário é uma óbvia calúnia, pois só gosto de usar de violência contra alguns insetos indesejáveis, mas mostra bem qual é a imagem que as pessoas fazem d'O Moço.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Filha, pergunta praquele moço se é pra fazer desse jeito!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Moço, o que vai ter na semana que vem?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desculpa moço, foi ele quem começou!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, não pode fumar aqui? Desculpa moço, tou jogando o cigarro fora agora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Moço, meu irmão cortou o dedo, onde que é o médico?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Nota: ao ouvir a palavra 'médico', o irmão iniciou um berreiro aterrorizante. Fiquei desnorteado, enquanto o público em volta olhava como se eu tivesse cortado o dedo dele; este porém, não toma outra atitude além de olhar para mim por alguns segundos e voltar às suas atividades normais. A irmã, com toda a calma do mundo, olha pra mim de novo e diz:]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Moço, meu irmão tem medo de médico, onde posso ligar pra minha mãe buscar a gente?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente da resposta ou da atitude que tomo, as pessoas se mostram muito agradecidas, e seguem quase cegamente as orientações que dou - mesmo quando elas saem levemente erradas e são obrigadas a perguntar novamente para um outro O Moço ou uma A Moça. A aparência de autoridade sempre fala mais alto, e as pessoas se submetem com certa facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Moço" ideal não abusa de seus poderes - normalmente quem abusa deles é enviado para o tribunal popular nomeado "ouvidoria", e caso isso ocorra com certa frequência o indivíduo é destituído de seus itens de poder e, em certos casos, até mesmo de seu emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida como "O Moço" é difícil, e cheia de informes e interrupções acidentais das atividades de crianças arteiras. Porém, a vida preservera, e nós, Moços e Moças, devemos continuar em suas funções sem falhar!&lt;br /&gt;====================&lt;br /&gt;Às vezes, acho muito estranho e difícil se acostumar com a desproporção existente entre a migalha de autoridade que um micropoder concedido por um crachá e um walkie-talkie dá sobre outras pessoas, e a disposição dessas mesmas pessoas a se submeterem a qualquer mané que tenha esses dois itens à vista: o que você diz é obedecido e só é questionado quando parece absurdo ou errado por algum motivo, e às vezes você nem precisa dizer nada para fazer com que as pessoas mudem seu comportamento - basta você prestar atenção e a pessoa perceber que quem está a observando é um funcionário do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa disposição à submissão a autoridade, por menor que esta seja, é algo realmente esquisito; mais estranha ainda é a possibilidade de abuso contida nessa migalha de poder. Chutaria que as teorias de Freud sobre repressão e sublimação devem explicar bem isso, mas não estou exatamente no clima para teorizações complexas sobre temas de questionável importância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-1835280311285524380?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/1835280311285524380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=1835280311285524380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/1835280311285524380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/1835280311285524380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2011/01/micropoderes.html' title='Micropoderes'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-4091178790766852284</id><published>2011-01-01T23:45:00.002-02:00</published><updated>2011-01-02T00:42:41.339-02:00</updated><title type='text'>O principal problema do ano novo</title><content type='html'>O momento em que se encerra um período de tempo prolongado (digamos, o final de um ano) e o início de um outro período (digamos, o começo de um outro ano) normalmente é marcado por uma celebração. É o fim de algo e o começo de outro algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um problema persistente, e que muito me incomoda, na maneira em que as pessoas interpretam e concedem significado a esse celebrar de mudança de períodos: a passagem de um ano a outro é algo relativamente simples de se descrever - um ponto instituído de maneira abstrata, que marca dois períodos de tempo determinados de maneira igualmente abstrata, de forma a repartir de maneira abstrata o tempo e melhor organizar as nossas vidas dentro dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, por N motivos, iguala-se essa mudança de períodos a uma mudança de [i]vida[/i]. Esta, infelizmente, não se deixa parar por certas abstrações que os seres humanos inventam para organizar melhor as suas atividades: ela continua, inexorável e indiferente, inevitavelmente nos engolindo em todas as pendências, necessidades e urgências de todos os tipos, e nos relembrando de maneira implacável de tudo que passou, e dando pistas de como será aquilo que ainda passará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desnecessário dizer, essa dissonância entre o fato e os valores atribuídos ao fato é razão de muitas frustrações e amargores - que, cíclicos como a passagem dos anos, hão de ser esquecidos, para logo após surgirem conforme as pessoas reconstroem em suas mentes a ideia de que um ano novo é sinônimo de uma vida nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente àquilo que a vida exige de nós, o fim de um ano ou o começo de um outro ano costuma ser muito pouco para sermos verdadeiramente aliviados de nossos fardos, arrependimentos e obrigações. Tentar maquiar isso com promessas de renovação da vida costuma, em momentos futuros, apenas evidenciar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano é novo, mas a vida não é nova. Este é o fato que acaba frustrando muitos, e que constitui o principal problema do ano novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, já que o tema é esse, não posso esquecer: feliz ano novo para você, leitor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-4091178790766852284?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/4091178790766852284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=4091178790766852284&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4091178790766852284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4091178790766852284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2011/01/o-principal-problema-do-ano-novo.html' title='O principal problema do ano novo'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-7930108174240214909</id><published>2010-10-18T01:20:00.001-02:00</published><updated>2010-10-18T01:20:01.082-02:00</updated><title type='text'>Resenha - Tropa de Elite 2</title><content type='html'>A pedidos, estou escrevendo esse post. Minha primeira resenha, então não esperem muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, é preciso discorrer um pouco sobre o primeiro filme antes de falar do segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tropa de Elite 1 fez um sucesso estrondoso, mas não por seu escancarado comentário político sobre a absurda contradição de como o Estado produz seus próprios monstros para combater os monstros do tráfico, com a população comum ajudando e atrapalhando os dois lados, nem da leve esquizofrenia do mundo do crime, em que os mocinhos são mais cruéis que os bandidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro filme fez sucesso graças a um protagonista extremamente caricatural, que é uma máquina de frases de efeito; a violência desmedida contra criminosos, usuários de drogas, esquerdistas e algumas outras figuras que parte da mídia e da sociedade adora demonizar como a raiz do mal da sociedade; e por causa do caráter heróico que se concedeu ao BOPE, a tropa de elite do título, que é literalmente uma máquina de matar - a violência, moral e física, é pintada como a única solução para se lidar efetivamente com o crime. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme cujo exagero em tratar certas questões acabou por ser a chave da maior parte de seu sucesso; essa falta de medida em certos elementos confere certo humor acidental ao filme, que, nas palavras de uma amiga, pode ser visto como sendo "ação com toques de humor negro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, na minha opinião toda a qualidade e genialidade de TdE2 vem do fato que o filme se esforça, a cada minuto, para desconstruir todos os elementos que, na opinião dos fãs e outras pessoas, acabaram por dar a identidade e mensagem do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os maconheiros e Foucault como grandes culpados pelo poder paralelo, Nascimento como um herói de ação praticamente infalível, a violência e extermínio como métodos eficazes de combate ao crime, os personagens-caricatura, métodos menos violentos de abordagem do tráfico como lenga-lenga de esquerdista: tudo isso é desconstruído no decorrer do filme. Em TdE2, o grande problema que é tematizado no filme (a relação quase simbiótica que se estabelece entre poder público e poder paralelo) é de solução muito mais difícil do que criar um sucessor para Nascimento ou matar/torturar as pessoas certas: de uma maneira ou de outra, a sociedade inteira torna-se culpada pelas suas mazelas, e não é um aumento progressivo da violência contra seus elementos desviantes que resolverá isso. Findam-se as soluções e culpados fáceis do primeiro filme e coloca-se um cenário em que o aumento da violência institucional é parte do problema ao invés de solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os momentos finais do filme sinalizam um único ponto de solução claro: a sociedade (ou 'o sistema') deve, antes de tudo, estar disposta a se olhar no espelho para fazer um diagnóstico claro de si própria e ter plena consciência das obscuridades que necessita para continuar existindo da maneira que se encontra atualmente; antes disso, qualquer solução corre o risco de ser mera ilusão ou paliativo, talvez correndo até mesmo o risco de agravar o problema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sobra muito, a não ser a sombra de certo maniqueísmo - uma das poucas coisas, além dos personagens, que persiste do primeiro pro segundo, e que na minha visão constitui problema. Há ainda a persistência da análise e representação da sociedade, que aparece de forma incrivelmente rasa, mas isso é uma questão de recorte temático - é exigir demais que Padilha comprimisse em duas horas e pouco uma análise social e política que abrangisse tudo aquilo que compõe uma sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o filme é muito bom. Recomendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-7930108174240214909?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/7930108174240214909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=7930108174240214909&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/7930108174240214909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/7930108174240214909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2010/10/resenha-tropa-de-elite-2.html' title='Resenha - Tropa de Elite 2'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-8368484680312932686</id><published>2010-07-23T11:53:00.002-03:00</published><updated>2010-07-23T12:38:45.526-03:00</updated><title type='text'>Questionamento Pertinente [perdi a conta]</title><content type='html'>Por que as pessoas tem tanta preocupação em chamar aquilo que gostam de arte, e aquilo que consideram como conhecimento válido como ciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer amigos, apreciar uma boa comida, tomar um bom vinho, satisfação ao ler um livro/jogar videogame/ouvir música, ver a natureza funcionando, organizar as coisas do armário, aprender curiosidades e sabedorias populares de gente mais velha, brincar, ler quadrinhos: só alguns exemplos das (muitas) atividades humanas que não precisam estar sistematizadas enquanto conhecimentos pautados em um método para serem consideradas válidas, ou atividades necessariamente vinculadas a um modelo estético para serem consideradas agradáveis aos sentidos ou à mente, ou adequadas a qualquer outro tipo de categorização para serem considerados bons ou válidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a necessidade de aprisionar tudo em categorias que acabam por limitar a experiência das coisas e conhecimentos em questão? Alguma das atividades acima citadas fica melhor ou mais válida caso ganhem o rótulo de ciência/arte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo lado oposto, por que banalizar as categorias e conceitos e tirar qualquer sentido da existência destes ao querer chamar tudo de arte ou de ciência? Se arte/ciência é tudo, por que a necessidade de sair encaixotando isso ou aquilo dentro dessas categorias, se elas abrangem tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a dica: não é chamando algo de "arte" que esse algo se torna mais sofisticado, válido, apreciável ou dotado de maior valor subjetivo. Na mesma linha, não é chamando algo de "ciência" que ele se torna mais preciso, verdadeiro, superior a outras formas de conhecimento ou dotado de maior valor subjetivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-8368484680312932686?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/8368484680312932686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=8368484680312932686&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8368484680312932686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8368484680312932686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2010/07/questionamento-pertinente-perdi-conta.html' title='Questionamento Pertinente [perdi a conta]'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-4750171504456009634</id><published>2010-06-19T00:57:00.004-03:00</published><updated>2010-06-19T01:29:08.951-03:00</updated><title type='text'>Da Profundidade à Piada em Quatro Palavras</title><content type='html'>Cena: noite, estacionamento de uma faculdade. Festa junina acontecendo. Cinco amigos conversam entre si; dois deles à caráter. Estes dois são responsáveis pelo serviço de Correio Elegante do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra uma menina na roda, que demanda os serviços dos carteiros elegantes. Vão e voltam, rapidamente, fazendo algumas piadinhas sobre o resultado do chaveco anônimo à distância; a cliente, agradecida e entretida com os comentários, decide puxar um pouco de papo com os caipiras de araque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adoro correio elegante! Sabe, eu tenho uma amiga que diz que todas as suas paixões foram encontradas desse jeito, através de bilhetinhos a anônimos na festa de São João! Não é rômantico isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos da roda ouvem o comentário doce e alegre da moça. Parecem apreciar a ideia de uma formalidade da festa, normalmente usada para causar constrangimentos entre estranhos de aparências e trejeitos completamente opostos, servir a propósito tão nobre, cuja finalidade é a união profunda entre dois estranhos através de um bilhete entregue por um cidadão de chapéu de palha e bigode feito com lápis de olho. Profundo, de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos membros da roda decide se pronunciar, em um tom ambíguo que se encontrava entre a jocosidade bem-humorada e a exasperação frente a um comentário ingênuo, mostrando que talvez ele tenha mergulhado de cabeça nessa profundidade, mas tenha encontrado o fundo dela cedo demais, ferindo sua metafórica cabeça de um jeito engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Romântico?! Isso é deprimente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um momento de silêncio, e então risos - e ninguém sabe se foi por causa da frase, ou da maneira que a frase foi dita, ou por causa das duas latas de cerveja (média aproximada) que cada membro da roda havia consumido até o momento. De toda maneira, a solenidade do comentário anterior havia sido quebrada com um comentário de quatro palavras que não tinha muita reflexão sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora do comentário inicial parece um pouco confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas por que deprimente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filha, essa sua amiga só consegue encontrar o amor uma vez por ano, dependendo da festa de São João e de gente com bigodinho de lápis para conseguir concretizar esse sentimento com outra pessoa! Depender de festa junina para amar e ligar-se a outra pessoa de maneira mais profunda é deprimente, não tem como questionar isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais risadas. Comprova-se uma hipótese: ranzinzice em pequenas doses é excelente para dar efeito humorístico a comentários de gente que, em outros contextos, seria considerada mal-amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve tentativas de remendar o argumento inicial através de filosofagens para fazer retornar a profundidade, mas já não tinha mais jeito: pelo menos naquela roda e por aquela noite, ela havia sido vencida pela piada.&lt;br /&gt;=========================&lt;br /&gt;Essa foi uma descrição, em forma de esquete literário, de um acontecimento real dessa semana que rendeu alguns momentos de felicidades saudosas com alguns amigos. Talvez tenha um pouco de carga ficcional em certas tintas, mas isso é só para marcar um pouco a minha visão subjetiva (e nem um pouco idônea) de como tudo transcorreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-4750171504456009634?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/4750171504456009634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=4750171504456009634&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4750171504456009634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4750171504456009634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2010/06/da-profundidade-piada-em-quatro.html' title='Da Profundidade à Piada em Quatro Palavras'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-3465744451875914557</id><published>2010-05-31T09:59:00.005-03:00</published><updated>2010-05-31T10:55:56.455-03:00</updated><title type='text'>Som do Silêncio</title><content type='html'>Às vezes, tenho vontade de escrever, mas não sei o que escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, ao invés de deixar a falta de escritos dizer bem alto que não sei sobre o que escrever, tenho de escrever que não sei o que escrever, acabando com esse silêncio textual que grita muito sobre a falta de inspiração de seu autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que se não quebro esse silêncio altamente expressivo com as palavras que vão dar esse significado a ele, a falta de ruído é simplesmente vista como um sinal de vagabundagem ou abandono do autor em relação à atividade de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: para tornar o silêncio mais expressivo do que as palavras, preciso usar palavras para caracterizá-lo de tal maneira, mas nesse processo ele acaba se perdendo graças àquilo que dará algum valor a mais para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa de dar valor destruindo aquilo que vai receber valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meta-texto de se escrever um texto, às vezes, parece muito com a vida real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-3465744451875914557?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/3465744451875914557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=3465744451875914557&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3465744451875914557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3465744451875914557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2010/05/silogistica.html' title='Som do Silêncio'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-1757076320161669452</id><published>2010-04-30T09:35:00.003-03:00</published><updated>2010-04-30T10:44:36.381-03:00</updated><title type='text'>Conto - Produtividade</title><content type='html'>"Preciso terminar isso até amanhã", pensou pela ducentésima quinquagésima sétima vez naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho parecia não render já fazia alguns dias. Não podia se dar ao luxo de procrastinar: era aquele momento crucial em que postergava-se a vontade de postergar para que esta pudesse continuar existindo feliz e saudável entre um trabalho e outro. Ter períodos extensos de ócio, afinal, exigia momentos extremamente intensos e danosos de trabalho extenuante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortara todas as possíveis fontes de distração: seu quarto apertado na pensão agora parecia gigantesco, tendo apenas o essencial para o trabalho intelectual. Rabiscou o mar de páginas e livros que cercavam a sua pequena ilha-colchão. Executou dezenas de cálculos na pequena calculadora. Os aromas de chá preto, grafite, tinta, papel e poeira inundavam o recinto. A máquina de escrever preenchia o ar com claques metálicos, alternados com o virar das páginas. Sentiu falta de um laptop, mas lembrou das horas perdidas por causa de jogos de cartas que só existem nos computadores e voltou ao trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado de tamanho esforço mostrou-se rapidamente. Dois parágrafos em uma tarde tarde inteira. Faltavam dezoito páginas e doze horas para a data-limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu não gritar - a vizinha do lado já havia batido na porta três vezes para saber o porquê dos gritos e palavrões. Não podia perder minutos preciosos para tentar convencê-la novamente que não precisava daquele remédio tarja-preta milagroso pros estudos que furtara da tia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrumou um buraco no meio de tudo que cobria seu colchão e autorizou-se a quinze minutos de descanso. Dormiu instantaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhou ter saído de seu quarto por duas horas, respirado o ar levemente tóxico da cidade, ter vagado com os amigos por alguns momentos e, durante a terceira cerveja com coxinha daquele boteco na esquina, ter recebido uma epifania que, após sintetizada por duas horas, teria rendido as dezoito páginas que precisara para finalizar o trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem era clara: precisava voltar ao velho vício do lazer para terminar o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou motivado pelo sonho, decidido a fazer o que sempre deveria ter feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu do quarto e bateu na porta da vizinha, para pedir as pílulas mágicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devia ser a sétima vez que aquele sonho se repetia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas outras seis em que decidira seguir o sonho à risca, tudo o que conseguira foram momentos felizes, mas que infelizmente não ajudaram a produzir mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-1757076320161669452?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/1757076320161669452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=1757076320161669452&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/1757076320161669452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/1757076320161669452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2010/04/conto-produtividade.html' title='Conto - Produtividade'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-5574503340056718987</id><published>2010-04-04T00:06:00.004-03:00</published><updated>2010-04-04T01:01:51.401-03:00</updated><title type='text'>Conto - Exorcismo</title><content type='html'>Era tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde da noite. Não muito tarde na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não lembrava mais se bebia para reprimir seu espírito errático e rebelde com dúvidas e inseguranças etílicas, ou se bebia para libertar sua vontade animalesca e caótica das opressivas e ordenadas algemas da razão e do costume. Álcool, um dos grandes mistérios da humanidade: pode ser tanto o mais pesado dos grilhões quanto a mais desejada das chaves-mestras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu-se irriquieto com esse dilema. Resolveu olhar o abismo de si mesmo, buscando respostas e tranqüilidade para o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente à possibilidade do abismo do auto-desconhecimento olhar de volta com os olhos demoníacos e enlouquecedores do arrependimento, das dúvidas e das dores, hesitou em continuar olhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou o copo de uma só vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preencheu o abismo com uísque doze anos, e parou de temê-lo. Afogou seus demônios pessoais em uma avalanche de malte, e o alívio preencheu sua mente. Inexplicável: a busca do eu verdadeiro perdeu-se em um copo de vidro com gelo, como nas muitas outras vezes em que flagrou-se pensativo enquanto bebia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu. Sentiu-se feliz em não encontrar uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a pensar no que estava fazendo. Encheu novamente o copo, instintivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou bebendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não se preocupava mais em saber se o litro semanal de uísque atraía ou afastava aquilo de que tinha mais medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-5574503340056718987?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/5574503340056718987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=5574503340056718987&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5574503340056718987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5574503340056718987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2010/04/conto-exorcismo.html' title='Conto - Exorcismo'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-3495033891511108327</id><published>2010-02-28T17:07:00.003-03:00</published><updated>2010-02-28T17:20:54.348-03:00</updated><title type='text'>Refluxo político</title><content type='html'>Ano de eleição, e as mesmas dúvidas voltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que existe a visão extremamente popular da política enquanto maniqueísmo doente, que lembra a defesa de certas ideologias e teóricos tal como um torcedor defende o seu time que está na terceira divisão, sendo que nunca na história do planeta houve divisão extremamente clara entre as teorias políticas, políticos e afins?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só conceitos como "esquizofrenia" ou "paixão mal-aplicada" leva gente a defender certos partidos e ideias no Brasil da maneira que se faz. Até parece que não conhecem a história dos partidos, e a dança ideológica que praticam para governarem. O atual DEM e o PMDB vêm à mente - a despeito dos interesses continuarem mais ou menos os mesmos, foram entortados e torcidos até não poder mais pra que os dois partidos pudessem fazer alianças proveitosas, que assegurariam o poder dos mesmos na câmara e no senado. Cadê a fidelidade ideológica? Cadê o maniqueísmo político dos comentaristas da Veja e da Caros Amigos? Cadê a separação clara entre dois lados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado - os políticos atestam essa separação clara quando são entrevistados. Algum tempo depois, o partido muda todas as suas alianças para não perder espaço no governo, e atestam coisas totalmente diferentes, nomeando novos inimigos e coisas assim. Nas duas ocasiões, o eleitorado continua insistindo no maniqueísmo e na clareza ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre foi assim - uma postura pública que atesta certos ideais, e uma postura prática que mostra que a política sempre foi muito mais pragmática do que idealista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disso tudo, só se tem uma certeza: Maquiavel está dançando o rebolation de maneira raivosa em seu caixão florentino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu acho muito engraçada a visão da política que a mídia em geral e algumas pessoas atestam: é praticamente um retorno à monarquia. Políticos vão e políticos vêm, e a ideia é sempre a mesma: presidente tal e seus asseclas patidários são diretamente responsáveis pela miséria intelectual, financeira e política do país. Somente na queda do presidente e de seu partido é onde existe o potencial pra mudar tudo e transformar o país em algo novo, revolucionário e democrático de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói ver que as pessoas esquecem das outras esferas decisórias realmente importantes - o senado e a câmara, nas quais acontecem o grosso da política. Lendo algumas revistas e blogues, dá a impressão que o presidente é um monarca absolutista despótico, levando à cabo o seu poder de fazer tudo o que quiser após ser eleito e aparelhando todos os órgãos existentes com seus amiguinhos, restando à pobre coitada oposição atestar e constatar abusos, impotente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa confusão, proposital ou não, entre democracia e monarquia diz muito sobre como anda a educação e consciência política do brasileiro, ou então só mostra como temos um bom caminho a percorrer antes de vermos qualquer melhora no quadro político do país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-3495033891511108327?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/3495033891511108327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=3495033891511108327&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3495033891511108327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3495033891511108327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2010/02/refluxo-politico.html' title='Refluxo político'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-3855005255087076845</id><published>2010-01-27T12:38:00.008-02:00</published><updated>2010-01-31T23:32:43.003-02:00</updated><title type='text'>Conto - Pascal e Eu</title><content type='html'>Não ligava muito pra essas coisas de religião, como todo brasileiro. Em tese, era católico; na prática, queimaria no mármore do inferno por algumas centenas de anos graças aos pecados que praticava e não se arrependeria nunca por fazerem parte de seu repertório de pequenos prazeres da vida mundana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o dia em que conheceu a Aposta de Pascal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre cuidadoso, achou-a muito interessante e decidiu retornar à igreja, deixando de lado o popularíssimo oxímoro-religião "católico não-praticante". Em seu raciocínio malandro, fazia todo o sentido - acreditar, independente de haver um pós-vida ou não, significava escapar do inferno, caso ele existisse. Os cultos, valores e ensinamentos não faziam muita diferença em sua vida, mas ele os via como os processos burocráticos que acabariam por levá-lo ao paraíso eventualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, um dia, ele foi atropelado enquanto passava pela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viu a luz no fim do túnel.&lt;br /&gt;---------------------&lt;br /&gt;Acordou em um susto, levantando-se bruscamente. Esperava ver as portas do céu católico, mas viu-se numa caverna, fracamente iluminada por tochas nas paredes, com um grande rio cinzento próximo dele. Um barco longo de madeira estava na margem, e uma figura alta, encoberta em um pesado manto negro parecia olhá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolveu quebrar o silêncio, mas o estranho o fez primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mortal, imagino que queira passar o Estige e ter o sono dos justos. Você apenas precisa pagar a sua última dívida - um óbolo pela travessia segura pelo rio das almas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendeu nada. O estranho pareceu perceber a não-compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... Mais um herege, ignorante dos mitos de criação. Há muitos séculos que a sua estirpe interrompe de maneira infrutífera o meu descanso. O nome 'Caronte' não lhe diz nada?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu ver a insatisfação do barqueiro, mesmo com o manto negro tornando essa tarefa algo impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ainda bem que um de vocês decidiu ficar por aqui para ajudar. Ademir, oriente o homem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um careca de terno pareceu sair das sombras da caverna. Sua face austera mostrava cansaço, e seu tom de voz dava a entender que muitas eras haviam passado, mas que as palavras eram as mesmas durante todo esse tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem, é o seguinte. Nós erramos. E com 'nós', quero dizer 'nós, os membros das religiões abraâmicas'".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como assim?!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É bem simples - existe sim um além-vida. Mas ele não é o único."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ou seja...?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso significa que após a morte, o céu ou o inferno não são os únicos destinos. Pode-se ir para um dos dois, bem como o Jahanna e o Janat dos muçulmanos, ou pode-se ir para Valahalla dos vikings, para os Campos Elísios gregos, para o Diyu taoísta, o Yomi shintoísta, ou para o Naraka budista. Alguns vão parar no Grande Vazio, o pós-morte dos ateus e agnósticos - nos últimos anos, ele tem ficado cada vez maior. Tem gente que fica poucos segundos e volta, reencarnando. Outros vem e voltam para o mundo como espíritos, demônios e criaturas mitológicas. Você pode até parar nas Margens do Estige, como aconteceu com você, comigo e com muitos outros."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademir parou para respirar. Suspirou profundamente, vendo que seu novo companheiro estava um pouco desconcertado com essa revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enfim... É isso aí. Acreditar em Deus não faz muita diferença - ao que parece, a escolha e o envio é aleatório, obedecendo critério aos quais, pobres mortais, não temos acesso durante as nossas vidas mundanas. A propósito, pra sair daqui, só pagando os óbolos pro Caronte; você acabará indo parar nos domínios de Hades, perto do fim do rio. Resolvi ficar aqui para dar uma força pra ele e todos aqueles que chegarem - a religião helênica sumiu faz muito tempo, mas continua aparecendo muita gente por aqui."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou um pouco no karma budista do qual uma de suas namoradas hipongas lhe contou. Pensou nas punições que Deus concedia àqueles que tentavam Lhe enganar, como um pastor evangélico lhe contou uma vez. Pensou em tudo que poderia ter feito seu plano ter dado errado de maneira catastrófica - ele fora parar em um inferno, e o pior: não era nem ao menos o inferno cristão, nem mesmo aqueles infernos viajados e bem populares de Dante e Milton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em como a Aposta de Pascal estava errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu um pouco de revolta consigo mesmo, com os deuses, com tudo. Usou a não-existência de tempo, cansaço, necessidades fisiológicas e afins no pós-vida para protestar incessantemente por horas, dias, semanas e tentar superar tudo aquilo que sentia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aleatoriedade nunca foi o seu evento cósmico favorito; era difícil lidar com ela, em especial após seguir uma religião que afirma constantemente a sua não-existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou um pouco, mas até que aceitou bem essa ideia, segundo os padrões de seus mais recentes companheiros do pós-vida - não perdera muito ao entrar de cabeça no catolicismo, e sua fé não era grande o suficiente para que o sentimento de ter sido vítima de uma brincadeira de mau-gosto não o levasse a repensar todos os atos, palavras e demais ações investidas em nome de uma religião que dava certezas um tanto vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, pensou se Caronte aceitava moedas de cinquenta centavos feitas de níquel ao invés de óbolos gregos de ouro. Aceitava. Foi o primeiro passageiro do barqueiro da morte em alguns anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do fundo de sua mente, desejou que Pascal tivesse reencarnado no mundo como uma pedra, ou qualquer coisa cuja existência era praticamente irrelevante, e que o impedisse de fazer provas teológicas furadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-3855005255087076845?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/3855005255087076845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=3855005255087076845&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3855005255087076845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3855005255087076845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2010/01/conto-pascal-e-eu.html' title='Conto - Pascal e Eu'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-4698158446418089908</id><published>2009-12-27T16:31:00.004-02:00</published><updated>2009-12-27T16:52:31.056-02:00</updated><title type='text'>Fluxo de Consciência - 2009 Edition</title><content type='html'>É difícil escrever se sentindo meio obrigado a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas bem, aqui ficam minhas linhas pro último post desse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti compelido a escrever, pra fechar o ano com doze posts, fechando o número de mais ou menos um pra cada mês. Obviamente, não consegui fazer isso de maneira satisfatória: atingir uma meta que não tem sentido algum, só pra conseguir uma significação arbitrariamente estabelecida por mim é muito mais difícil do que imaginei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que me conhece e já me ouviu reclamando provavelmente vai pensar: "Mas você é um dos que mais fala de arbitrariedades nos controlando, critica disso, e ainda se deixa levar?! Maldito hipócrita!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí que tá - a maior parte das pessoas, sabe-se lá o por quê, faz críticas como se estivesse fora daquilo que critica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não - normalmente critico exatamente aquilo em que estou mais imerso, geralmente pra fazer humor auto-depreciativo, ou só pra expor algumas das minhas visões sobre o mundo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa crítica de dentro do problema faz parte da maneira de encarar os problemas - implica em honestidade sobre aquilo que está acontecendo, um pouco de humildade pra não cair no velho mito do "crítico imune e acima dos pobres coitados cheios de problemas" e, o mais importante, que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;existe um problema e que você está bem consciente dele&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sempre me incomodou um pouco. Pessoal da esquerda revolucionária falando dos outros como alienados pelo capital, mas não percebendo que estão imersos de maneiras que não perceberam nessa mesma alienação. Pessoal da direita e neoliberais reclamando do Estado gigantesco, da decadência de valores e da falta de autonomia individual, mas se aproveitando de benesses que só podem existir com esse mesmo Estado gigantesco para ganho próprio e praticar ações que limitam a autonomia individual de outrem e/ou ofendem de uma maneira ou outra os valores que tentam desesperadamente proteger. Vegetarianos que reclamam da selvageria ambiental que ocorre com a existência da indústria da carne, se obcecando com só uma das milhares de facetas da destruição ambiental que o homem causa por meramente existir da maneira que faz atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a crítica hipócrita, que tem como pressuposto um crítico que observa tudo por cima, alheio dos problemas que critica, como se fosse um pequeno deus. Sei lá, isso me irrita bastante. Pelo menos quando critico estou bem ciente de que muito provavelmente estou imerso até o pescoço naquilo que estou criticando, de uma maneira ou de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, é isso. Minha inspiração acabou, e tenho de fazer as malas. Um bom começo de ano para vocês. Que 2010 seja tão bom quanto 2009 foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-4698158446418089908?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/4698158446418089908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=4698158446418089908&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4698158446418089908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4698158446418089908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/12/fluxo-de-consciencia-2009-edition.html' title='Fluxo de Consciência - 2009 Edition'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-5599386249848824370</id><published>2009-12-20T18:34:00.005-02:00</published><updated>2009-12-20T19:57:51.692-02:00</updated><title type='text'>Retorno</title><content type='html'>Bom,um mês de atraso, mas é isso aí: reflexões sobre a volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado quando deixamos lugares e voltamos algum tempo depois. A mente (a minha, pelo menos) funciona como uma câmera fotográfica - ela "congela" o lugar e todas as ramificações dele; na hora de voltar, chega a hora de comparar a fotografia com a realidade. Naturalmente, dá aquela tensão do que mudou e etc, o que leva a alguma ansiedade e exercícios de futurismo: o que mudou? O que continuou o mesmo? Como as responsabilidades esquecidas durante o tempo longe me atacarão, me tirarão o sono e me darão uma gastrite nervosa? Será que a distância matou laços, ou será que os fortaleceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, isso tudo descreve a série de perguntas que naturalmente surgem quando a maior mentira que nos contaram e em que temos de acreditar pra não cair na mais completa loucura (a estabilidade, se alguém estava se perguntando) nos é tirada momentaneamente e nos é devolvida algum tempo depois. Normalmente, espera-se que nada vai mudar; mas lá no fundo, as reflexões honestas e negativas que guardamos para nós mesmos são, bem, mais honestas: as coisas mudam, mesmo quando estamos longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem de longe quero dizer que isso é ruim; muito pelo contrário, são essas âncoras de estabilidade na realidade que acabam dizendo quem somos e como é a nossa vida; só sendo bem louco ou corajoso para se livrar de todas elas pra viver sem o medo de ter a estabilidade tirada de você. O problema é que, bom ou não, a angústia e ansiosidade vindas disso não são exatamente coisas que procuramos sentir ativamente. Pelo menos, não normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas divago. O ponto principal é: o retorno foi bem diferente disso tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, lembrou muito outros retornos que tive a lugares que nem deixei por tanto tempo assim: após chegar novamente, um banho e uma refeição e parece que nada mudou e que estamos prontos para agarrar a rotina pelo pescoço novamente. Em outra ocasião, em que fiquei distante por três meses, foi ainda pior: após voltar pra casa depois de tanto tempo longe, a primeira coisa que fiz após tomar um banho e comer foi... Ir à faculdade pra assistir aula de estatística, seguido de curso de francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, na dureza, assim mesmo. Sem tempo pra chorar as lágrimas da saudade, gargalhar o riso da reunião, ou festejar as festas perdidas: não faziam nem duas horas que estava de volta ao país, e o qui-quadrado da estatística junto com o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;plus-que-parfait&lt;/span&gt; ocupavam a minha mente com alguma prioridade sobre todo o resto. Pouca, nenhuma dificuldade. Parece que eu tinha (re)nascido para fazer essas coisas com a maior naturalidade do mundo, não importando o que ocorreu antes - distanciamentos absurdos, revoluções políticas ou o armagedom bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, bem, dessa vez não foi exceção. Não mesmo. Voltei, almocei, tomei banho, e fui pra aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa facilidade de retornar à rotina e ao querido-lugar-deixado-para-trás meio que destrói toda a poesia e importância emocional das ansiosidades e espera de dificuldades que construímos quando nos damos conta que estamos retornando; pra mim, o pior é que torna totalmente vazia a valoração que construí anteriormente sobre o que é o retornar e o choque interno que eu esperava que ele causaria. Também diz muito sobre como somos ensinados a pensar e se adaptar às situações que nos são postas, o que pode levar tanto a uma crítica quanto a um elogio do conformismo, dependendo de como você encara essa facilidade em retornar à rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que estou esquecendo o ponto mais legal de voltar, e que sempre senti, independente da facilidade de se conformar à rotina, do tempo longe, ou dos sentimentos momentâneos: matar saudades é extremamente satisfatório. Definitivamente vale a pena se ausentar, só para sentir as alegrias do seu retorno entre aqueles que a falta da presença e a presença da falta foram mútuas. É uma alegria ególatra e coletiva ao mesmo tempo. Difícil de explicar. Recompensador sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto ficou meio confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é isso aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-5599386249848824370?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/5599386249848824370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=5599386249848824370&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5599386249848824370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5599386249848824370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/12/retorno.html' title='Retorno'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-4301190017929180729</id><published>2009-11-30T02:07:00.002-02:00</published><updated>2009-11-30T02:11:20.174-02:00</updated><title type='text'>Relato de Viagem - Dia 12</title><content type='html'>O que aprendi nas minhas férias adiantadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na costa oeste dos EUA, é possível comer decentemente, sem ter de apelar para o fast-food constantemente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As pessoas são mais simpáticas por aqui;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Miscigenação racial comendo solta, mas ainda assim dá pra encontrar muitos indianos, coreanos, chineses e vietnamitas "puros"(que só casam entre si), gerando um ambiente com pouco espaço pro conhecidíssimo racismo semi-velado dos americanos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Califórnia é um belo estado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meus impulsos consumistas estão praticamente mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Escrevo mais quando voltar pro Brasil!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-4301190017929180729?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/4301190017929180729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=4301190017929180729&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4301190017929180729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4301190017929180729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/11/relato-de-viagem-dia-12.html' title='Relato de Viagem - Dia 12'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-5134915729495158330</id><published>2009-11-18T00:28:00.003-02:00</published><updated>2009-11-18T00:53:50.531-02:00</updated><title type='text'>Relato de Viagem - Dia 0,1</title><content type='html'>É isso aí, daqui a algumas horas, mais uma viagem. Talvez a última com a família inteira - os rebentos da casa (vulgo eu e meu irmão) chegamos [sic] na idade em que ou se dá o fora de casa, ou você passa a imagem de ser um vagabundo/imaturo/gay/filhinho-da-mamãe e outras figuras pouco agradáveis do extremamente abelhudo imaginário brasileiro de estereótipos e figuras sociais. Isso acaba por dificultar qualquer prospecto de família viajando junta sem problemas - filho adulto viajando com os pais idosos é algo que se torna cada vez mais raro, e provavelmente só acontecerá de novo com acontecimentos extremamente desagradáveis cuja importância e resolução exigem que alguns tabus sociais sejam quebrados para que haja reaproximação e conforto novamente (sobre esse tipo de acontecimento, só me veio à mente o velório de gente próxima como um bom exemplo; incluir casamento nessa lista seria como mentir descaradamente para mim mesmo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desnecessário dizer, isso agrega algum valor emocional a essa viagem - valor esse que ainda não saquei muito bem qual é, que provavelmente descobrirei parcialmente no final dela e que só serei capaz de aproveitar devidamente alguns meses depois, quando a lembrança me atingir no momento mais inesperado, a partir de algo que não é muito relevante. Proust feelings, definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo que eu poderia dizer, só me resta isso pra falar daquilo que importa: a possibilidade de conhecer o oceano Pacífico é mais interessante do que pensar na possibilidade de encontrar o Clint Eastwood ou o Arnold Schwarzenegger na rua, e ir pra onde um dos meus autores favoritos passou um tempo (Universidade da Califórnia, campus Los Angeles) me agrada muito mais do que a satisfação de impulsos consumistas de todos os tipos. E, é claro, ver quantas saudades podem me atacar em duas semanas pra esclarecer um pouco o campo dos sentimentos e saber o que realmente importa nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será uma viagem diferente. Espero que possa aprender bastante com ela, e guardar muito pro futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-5134915729495158330?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/5134915729495158330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=5134915729495158330&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5134915729495158330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5134915729495158330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/11/relato-de-viagem-dia-01.html' title='Relato de Viagem - Dia 0,1'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-8562094717299028527</id><published>2009-09-10T22:59:00.003-03:00</published><updated>2009-09-11T00:01:57.917-03:00</updated><title type='text'>Pensamentos sobre o 11 de Setembro</title><content type='html'>(Versão resumida em negrito, lá embaixo, pros mais preguiçosos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 11/9 fará oito anos, e começaram a pipocar cartazinhos na faculdade com os dizeres "OSAMA BIN DAY - VENHA COMEMORAR CONOSCO!", acompanhado com um ou outro bordão sobre como isso aí foi legal e merece ser comemorado. Essa tendência de achar que se deve comemorar o 11/9 não é exclusividade do IFCH, porém - redutos tidos como anti-americanistas também acham a parada legal e tudo, e provavelmente estão organizando suas próprias festinhas pra relembrar com muito júbilo essa data especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... Comemorar o que? Vamos fazer um balanço do que aconteceu até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;COISAS BOAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Errr... Aceito sugestões. Não consegui me lembrar de nenhuma, sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;COISAS QUESTIONÁVEIS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os EUA sofreram o maior ataque em território nacional da história. Tem gente que acha legal os prédios terem caído e tudo visto que os EUA perderam a pecha de intocáveis, mas normalmente quem comemora são pessoas que não perderam conhecidos nos prédios, nos aviões, nos entornos atingidos pelos restos mortais dos dois prédios, nos combates entre soldados, nos atentados posteriores ao ataque, nas prisões ilegais dos EUA e em outros lugares e situações que, direta ou indiretamente, se associam ao atentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Após oito anos tumultuados, cheios de mortes, gastos absurdos e aumento da paranoia nacional e internacional, George W. Bush sai queimado como o presidente fundamentalista cristão pró-armas que arrastou o país pra duas guerras que, provavelmente, serão perdidas por causa de desaprovação esmagadora do público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, acho que tem maneiras menos custosas de apontar certos indivíduos como motivo de vergonha alheia do mundo inteiro. Pode-se dizer até que é um exagero que, para desmoralizar um sujeito, precise-se de duas guerras, inúmeras mortes, aumento insano na já absurda produção mundial de armas e o aumento de tensões entre duas metades do globo. Chega até a ser ridículo (e desnecessário) se você pensar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;COISAS RUINS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois do atentado, nunca se viu tamanho crescimento do fundamentalismo islâmico e, por extensão, das barbaridades que foram praticadas em nome dele. Se antes os mais fanáticos o "Ocidente Corrupto" era citado vez ou outra e atacado com pouca frequência, depois do atentado a ideia que ficou é: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;se a gente conseguiu uma vez, conseguiremos de novo!&lt;/span&gt;. E dá-lhe crescimento absurdo dos índices de ataques suicidas no mundo inteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando um pouco pra trás, a impressão que fica é que em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;uma década&lt;/span&gt; tivemos mais atentados terroristas de todos os tipos do que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;dos anos 70 pra cá&lt;/span&gt;. Por que escolhi os anos 70 como parâmetro? Bem, foi neles que fica mais saliente o surgimento e ascensão de linhas islâmicas fundamentalistas, que não hesitam em se utilizar da violência pra fazer valer a palavra do Corão contra os porcos ocidentais que invadiram suas terras e começaram a destruir seu modo tradicional de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- George W. Bush, presidente patrocinado majoritariamente pela bancada armamentista da indústria dos EUA durante o processo eleitoral, finalmente achou a desculpa perfeita para inflar o orçamento da Defesa (satisfazendo as urgências de seus patrocinadores), instituindo a paranoia e a xenofobia como mais novos valores condutores das ações dos americanos, causando o recrudescimento da política externa norte-americana e (o pior de tudo) dando belas justificativas para intervencionismo militar em dois países que supostamente seriam os dois grandes polos terroristas do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo só tem a perder quando o país mais relevante política e economicamente do mundo inicia uma política pesada de militarização e intervenção armada em outros países. Isso abre precedente para outros países adotarem medidas semelhantes; como resultado, algo nem um pouco divertido - mais armas pra nos matarmos por aí, mais justificativas para carnificinas se iniciarem e mais dinheiro sendo investido em instrumentos de assassínio ao invés de coisas que possam melhorar a convivência entre as pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica difícil falar em paz e mundos melhores quando se vê que o mundo está mais preocupado em gastar com brinquedos mortíferos do que em educação ou meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em 2001 (Afeganistão) e 2003 (Iraque) iniciam-se duas guerras de combate ao terror. Duas guerras em que os ganhos contra o terrorismo são extremamente questionáveis, e que são mais conhecidas pelos enormes gastos humanos e materiais do que por possíveis benesses que podem conceder ao mundo quando finalizadas. Como acompanhamento, há ainda a possibilidade da região se tornar um barril de pólvora ainda maior - a instabilidade com os americanos nos países é muito grande, gerando conflitos entre pró- e contra-ocupação e polarizando populações que, segundo a propaganda americana, deveriam estar agradecendo por terem sido libertas de tiranos; com a saída deles, só com a ajuda da Mãe Dinah para saber se os dois países vão se estabilizar ou se autodestruir em guerras civis causadas inicialmente por seus "salvadores".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A xenofobia cultural contra os muçulmanos se acirrou. Pintados por setores mais conservadores (e anti-muçulmanos) da mídia como demônios sem coração, movidos por um livro cheio de ódio e violência, acabaram por sofrer uma estigmatização ainda maior de um ocidente que já era relutante em aceitá-los graças a diferenças culturais que datam, no mínimo, das Cruzadas. Esse ódio, invariavelmente, acabou por abastecer ainda mais o fundamentalismo islâmico, gerando ainda mais justificativas para ações violentas contra o ocidente. Saem todos perdendo: os estigmatizados, que não tem culpa de existirem radicais em sua religião/etnia, mas são considerados culpados mesmo assim; e aqueles que estigmatizam, que vez ou outra sofrem atentados e parecem completamente ignorantes de sua parcela de culpa nesse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;COMENTÁRIO:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente vê que a espécie humana é bem desprezível quando vê membros dela comemorando a própria autodestruição. Em especial, quando essa autodestruição acontece com gente que esses membros provavelmente não conhecem e nunca conhecerão em suas curtas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E QUEM TEM MOTIVOS &lt;span style="font-style:italic;"&gt;REAIS&lt;/span&gt; PRA COMEMORAR ISSO TUDO?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, tem gente que literalmente vive da pimenta jogada nos olhos dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Setor da saúde em geral. Feridos em combate normalmente exigem gastos desumanos em saúde para continuarem funcionando como seres humanos comuns após, digamos, perderem o fígado, os rins ou as pernas em combate. Os muitos portadores de stress pós-traumático que vão voltar para as suas casas assim que as guerras acabarem demandarão muitos psicólogos, psiquiatras, sanatórios e Prozac para terem uma chance mínima de se reintegrarem a sociedade - isso considerando que não vão se matar antes de gastarem todo esse dinheiro em programas de recuperação de sanidade. E a ajuda humanitária às regiões mais afetadas pela guerra, invariavelmente, demanda toneladas de remédios (muitas vezes caros) para os pobres coitados que podem morrer de infecção após tomarem um tiro, perderem uma perna ao pisarem numa mina ou tomarem água contaminada por metais pesados provenientes de munições, explosivos e outras coisas pouco simpáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A indústria da morte - nomeadamente, cemitérios, fabricantes de caixões, guirlandas de flores, buffets alimentícios especialmente planejados para cerimônias &lt;span style="font-style:italic;"&gt;post-mortem&lt;/span&gt; e demais serviços relacionados a enterrar alguém. Muita gente morre em guerras, sabiam disso? E normalmente as famílias que tem a sorte de receberem de volta o cadáver de seus entes queridos (muitas não recebem, graças ao dano recebido pelas armas que torna os corpos pouco identificáveis) gostam de gastar dinheiro para fazer uma cerimônia de enterro decente. Obviamente, esse dinheiro gasto com alguém morto vai pro bolso de alguém, que deve estar se divertindo com essa grana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pessoas que não consideram muito as reais extensões que o maior atentado terrorista do mundo (e tudo que vem após ele) pode ter sobre a sua vida e a vida dos outros. Essas pessoas raramente ganharam algo de concreto com o 11 de setembro - provavelmente, só o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;schadenfreude&lt;/span&gt; ocasional. Bem, às vezes a vida é tão miserável que as pessoas se divertem com qualquer coisa. É mais pra ter pena do que ficar bravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CONCLUSÃO (E VERSÃO RESUMIDA DO TEXTO)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chance é que provavelmente você leitor tenha mais a lamentar do que a comemorar, caso relembre do 11 de setembro. Aos felizardos que tiraram alguma coisa disso tudo, parabéns - você provavelmente é minoria no mundo. Ao resto, baseiem-se no exemplo dos colegas que se beneficiaram e aprendam a tirar felicidade da desgraça dos outros - se tem gente que consegue comemorar o maior desastre geopolítico do começo do século XXI, você provavelmente também consegue rir de tragédias, basta se esforçar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-8562094717299028527?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/8562094717299028527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=8562094717299028527&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8562094717299028527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8562094717299028527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/09/pensamentos-sobre-o-11-de-setembro.html' title='Pensamentos sobre o 11 de Setembro'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-5437196037275516783</id><published>2009-07-17T22:48:00.003-03:00</published><updated>2009-07-18T00:34:05.553-03:00</updated><title type='text'>Arte e Vida</title><content type='html'>É fato facilmente constatável: grande parte do pensar do século XX esforça-se em comparar e tentar relacionar vida e arte. Muitas dessas teorias remetem ao teatro, falando de papéis sociais/políticos que devem ser seguidos, da beleza de ser o ator do teatro da vida ao invés de um mero espectador, como transformar a vida em uma obra de arte constante é uma cura pra crises existenciais, personagens de teatro/cinema/música/livros/desenhos animados sendo utilizados como referências para construir um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;savoir-vivre&lt;/span&gt; e muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pensar é realmente muito bom dentro da oposição "espectador x ator": de fato, poder agir ao invés de meramente assistir passivamente o desenrolar das coisas é sempre muito melhor; a sensação de poder fazer as coisas de fato é melhor do que ficar anestesiado e contemplativo, e o tornar-se ator acaba prometendo e muitas vezes dando um pouco mais do que a mera satisfação aborrecida da inação. Fora que o papel de entretenimento da arte é vital para que o espírito seja acalmado e tenha uma pausa do massacre cotidiano que sofremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alguém aí lembra que os atores tem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;papéis&lt;/span&gt; a seguirem, sendo obrigados a segui-los à risca, raramente podendo ir além do que esses papéis propõem, e graças a essa relação de obrigação com os papéis eles não diferem em nada dos espectadores no que diz respeito a exercer sem questionar uma determinada função (os atores seguem seus papéis cegamente, da mesma maneira que cabe ao espectador ficar de boca fechada e apreciar o espetáculo até o seu fim)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é engraçado como os personagens de todas as obras que apreciamos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não conseguem ir além de si mesmos&lt;/span&gt;, restringindo-se de maneira fatal ao papel que o autor lhes relegou durante a sua criação, e que mesmo que surjam como figuras revolucionárias, contestatórias ou subversivas, elas só estão seguindo um papel do qual não podem se desvencilhar, de maneira similar aos atores?¹&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo ignorando essa dominação do papel, não é interessante como que somos muito mais atores do que pensamos, já que nos submetemos a certos papéis sociais, políticos, econômicos e etc. sem questionar para viver, da mesma maneira que os atores interpretam Hamlet ou o Pescador Parrudo da novela para conseguirem colocar comida na mesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que "transformar a vida em arte" normalmente é sinônimo de "finja de alguma maneira que você não tem problemas", quando na real a arte é normalmente feita por gente doente da cabeça que encontra nela uma maneira de exorcizar seus demônios pessoais - ou seja, é a síntese material de problemas psicológicos e sociais do autor, algo que a princípio deveríamos manter à distância caso quiséssemos seguir à risca esse negócio de "transformar a vida em arte" no caso de se desejar uma vida um pouco mais graciosa e menos neurótica do que aquela que temos no cotidiano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, talvez esse negócio de "arte como libertação" precise ser repensado e superado. É hora de pegar as pás, pois existem autores que já pensaram nisso mas ficaram meio de lado: desenterrar Benjamin, Adorno e talvez o Debord é um imperativo para nos libertarmos de uma concepção de arte que aprisiona de forma sutil ao invés de nos emancipar.&lt;br /&gt;=====================&lt;br /&gt;¹ - Explico melhor. Não é muito difícil perceber após algum esforço que o papel dos personagens normalmente resigna-se à aceitação e incorporação profunda de algum dos arquétipos de Jung pro comportamento, e raramente o personagem supera de alguma maneira os arquétipos que lhe são jogados. O personagem-rebelde existe para mostrar sua rebeldia e nada mais, e isso acontece de maneira similar com o cínico, com o aconselhador, com o bastião da moral e com o paladino da justiça; aqueles que mudam de personalidade e ações no decorrer da obra meramente trocam de um papel por outro, raramente mesclando ambos e quase nunca indo além dos novos papéis que lhe foram delegados; em resumo, o comportamento dos personagens às vezes é de um simplismo tremendo, orbitando somente em torno de duas ou três características e raramente se distanciando delas, uma verdadeira pessoa-caricatura (ou um tipo ideal weberiano, para aqueles que conhecem um pouco de sociologia) que se define a partir de alguns elementos de personalidade inalteráveis e inescapáveis, como uma determinação comportamental gravada em pedra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-5437196037275516783?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/5437196037275516783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=5437196037275516783&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5437196037275516783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5437196037275516783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/07/arte-e-vida.html' title='Arte e Vida'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-8840845594709846952</id><published>2009-05-31T17:52:00.004-03:00</published><updated>2009-05-31T22:31:58.397-03:00</updated><title type='text'>Diagnóstico do Tempo - III</title><content type='html'>Faculdade, de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei faz cinco anos no curso de Ciências Sociais da Unicamp. Fui numa aula inaugural, fiquei ouvindo veteranos, li bastante sobre o curso na internet. A idéia que se passava é que o objetivo principal do curso era formar gente preparada para pensar criticamente o mundo, disposta a mudá-lo para melhor via um repensar das idéias e conceitos que existem por aí. De maneira subentendida, parecia ser esperado de nós, pobres calouros, uma abertura mental e o fim da mentalidade colegialesca de rebanho - fica difícil pensar criticamente se você quer se adequar doentemente ao meio social no qual está e fica pregando as idéias mais comuns desse meio como dogma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, essa expectativa foi cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, de maneira parcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente não esperava que a modalidade de senso crítico em voga na faculdade fosse adotado de maneira dogmática pelos estudantes, o que acaba restringindo o seu escopo; e realmente achava que todo mundo já tinha passado da idade de se vestir, adotar os hábitos e falar como a garotada mais velha da "escola" - a chamada "estética da sujeira/estética hiponga" é adotada por muita gente com força total, sabe-se lá o porquê; sempre achei que a última coisa que diria algo sobre a sua profundidade intelectual seriam as roupas que você veste (ou deixa de vestir, ou deixa de lavar/cuidar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, a faculdade me esclareceu bastante sobre "o mundo lá fora": nem mesmo nos redutos de crítica ao mundo-lá-fora a gente escapa de certos probleminhas como uniformização de pensamento, pressão do coletivo para adaptar-se a hábitos correntes no espaço social em questão e dogmatização de certos conjuntos de idéias e práticas. O foda é que junto a tudo isso vem uma falta de autocrítica que beira o absurdo; é ultrajante ter de ouvir nas rodinhas de conversas coisas na linha de "os engenheiros são todos iguais na maneira de vestir e nas opiniões políticas", e a roda ser composta por adeptos da estética da sujeira/hiponga, e com idéias políticas fugindo muito pouco da ideologia esquerdista-marxista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão maior é que semancol falta em todo lugar - até mesmo no local onde ele deveria ser fabricado. Uma tristeza, realmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-8840845594709846952?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/8840845594709846952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=8840845594709846952&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8840845594709846952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8840845594709846952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/05/diagnostico-do-tempo-iii.html' title='Diagnóstico do Tempo - III'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-3739579774479545367</id><published>2009-04-27T00:05:00.004-03:00</published><updated>2009-04-27T09:47:24.624-03:00</updated><title type='text'>Anedota</title><content type='html'>Era uma vez um rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era considerado frio e insensível; na realidade, só era um pouco mais retraído do que o normal ao mostrar sentimentos. Tinha um certo problema com isso, mas procurava melhorar à medida que o tempo passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajou para longe em certa ocasião. Fez grandes amigos entre completos desconhecidos, foi tratado como um filho por aqueles que o hospedaram, seu lar temporário o proveu ricamente em todos os aspectos possíveis. Foi verdadeiramente feliz, e não hesitava em praticar os pequenos atos e costumes destinados exclusivamente a mostrar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o problema da frieza e insensibilidade acidentais persistia um pouco, apesar de tudo, ainda que em escala menor. Os novos companheiros achavam-no apenas um pouco mais sério do que as outras pessoas, na mais negativa das visões sobre ele; ficavam felizes e satisfeitos quando ele quebrava a seriedade para gargalhar de maneira descontrolada, mostrar nervosismo ou fúria: eram visões raras, e tinham o brilho inconfundível e atraente das emoções liberadas sem quaisquer barreiras, da maneira que somente aqueles que as guardam por muito tempo conseguem mostrar. A imagem de insensibilidade começava a perder algumas batalhas, sinalizando o início de sua eventual derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então chegou o momento da partida. Um dia antes dela acontecer, a felicidade dos bons momentos transformou-se na angústia de partir e na nostalgia antecipada, como ela sempre fez e sempre fará; evidentemente, tendo em mente a felicidade do rapaz, a angústia sentida foi imensa, forte, avassaladora. Ele não aguentou, e explodiu em lágrimas enquanto guardava seus pertences e as lembranças dentro de sua mala. Deixou seus olhos se tornarem carmesim, liberou lágrimas o suficiente para ensopar completamente o rosto, soluçou loucamente; no fundo de sua mente, algo dizia que esse processo involuntário de auto-mutilação acalmaria seu espírito angustiado e cheio de saudades daquilo que nem ao menos terminou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No corredor da casa, fora encontrado pelo seu anfitrião. Um tanto intrigado e um tanto chocado pela visão levemente deprimente de seu hóspede, ele não hesitou a perguntar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh... Tudo bem com você? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, tudo, eu... - Disse o rapaz, enquanto secava o rosto com as mangas de seu suéter e tentava disfarçar os soluços. Ele foi interrompido pelo seu anfitrião, que perguntou com um tom de voz solícito e gentil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É uma crise alérgica por causa do gato? Que azar, você não teve problema nenhum com ele durante um mês e justo no seu último dia, a alergia te ataca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gentileza e a preocupação daquelas palavras contrastavam violentamente com a brutalidade e insensibilidade completamente acidentais dessa última afirmação, em uma contradição tão gigantesca que o rapaz simplesmente parou de fazer tudo que estava fazendo somente para começar a rir do absurdo daquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem de frieza e insensibilidade ganhara mais uma batalha. Ela se vingara, satisfeita.&lt;br /&gt;================&lt;br /&gt;Baseada em fatos reais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-3739579774479545367?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/3739579774479545367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=3739579774479545367&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3739579774479545367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3739579774479545367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/04/anedota.html' title='Anedota'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-322695075209323633</id><published>2009-03-22T17:38:00.004-03:00</published><updated>2009-03-25T19:39:54.434-03:00</updated><title type='text'>A História do Mundo, Abridged Version</title><content type='html'>(Título alternativo: a história do mundo via &lt;a href="http://www.twitter.com"&gt;Twitter©&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pequeno exercício de escrita, feito só pra saber como eu ando na criação de coisas novas e na coordenação de idéias de uma maneira que me divirta. Ah, serve também para eu alimentar os sonhos quase mortos de se tornar escritor de ficção algum dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalmente, seria o primeiro "capítulo" de uma série de historinhas que algum dia ainda escreverei - ele tem até um título destinado a essa função, e eu excluí a parte final do capítulo, que introduziria o leitor às vias de fato da minha pequena obra de ficção. Contrário ao que pode parecer, as historinhas não girariam em torno de filosofia/ontologia/existencialismo vulgares, como esse primeiro conto parece indicar: seria algo um pouco mais complexo, e envolveria algum grau de literatura fantástica neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não está perfeito ainda, mas eu vou dar um jeito nas partes que mais me incomodam depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, vamos lá.&lt;br /&gt;==============&lt;br /&gt;I - Uma Pequena Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, era o desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, a vida surgiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida cresceu e progrediu de maneira paradoxal: caos extremo em menor escala, uma ordem extremamente harmônica em seu todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se organizou de forma cada vez mais sofisticada com o passar das eras, dando origem a seres cada vez mais complexos e se tornando um sistema cada vez maior e mais delicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, a civilização surgiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida continuou seu andar, cada vez maior e mais caótica/ordenada ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era tão fácil assim continuar para a civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas de percurso, para ela, surgiram logo após o começo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto à vida, veio aquilo que mais está presente nela: a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto à civilização, veio aquilo que é comumente associado a ela: a fome, a peste, a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E ainda tem gente que não acredita nos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, ou acha que eles só vão existir no Fim dos Tempos. Pobres coitados.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim: problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos derivados da mera existência da vida e da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A civilização, nesse momento, passou a existir em função da criação de soluções para esses problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as próprias soluções começaram a criar mais problemas, de maneira um tanto paradóxica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sorrateiramente, o absurdo surgiu em algum momento, como o mais novo sintoma da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconhecido retornou um pouco antes - ou seria depois? - do surgimento do absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com maestria desconcertante e discrição assustadora, acabaram por se tornar os novos reis incontestáveis da realidade, permeando cada centímetro dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns casos, existindo somente como uma idéia ou crença coletiva, mas ainda assim presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, tudo no curso da vida e da civilização gira em torno da tríade do descontentamento - os problemas, o desconhecido, o absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais especificamente, em torno da eliminação deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo isso, a vida continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda temos de vivê-la se quisermos continuar existindo, a despeito dos problemas, desconhecidos e absurdos dela.&lt;br /&gt;==============&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-322695075209323633?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/322695075209323633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=322695075209323633&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/322695075209323633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/322695075209323633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/03/historia-do-mundo-abridged-version.html' title='A História do Mundo, Abridged Version'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-8062013778986451481</id><published>2009-02-28T18:15:00.003-03:00</published><updated>2009-02-28T18:49:30.366-03:00</updated><title type='text'>Dia 42 - posfácio (com três dias de atraso)</title><content type='html'>É, a viagem finalmente acabou. O que posso dizer dela por enquanto, sem ter feito nenhuma reflexão mais profunda, é: ela tem me deixado meio estranhado de mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: passei quase cinquenta dias longe do local onde vivi por vinte e três anos, alheio de contato que não fosse a internet ou o telefone, em uma verdadeira "pausa" da minha vida no Brasil - cultura diferente, pessoas diferentes, vivências diferentes, rotina um tanto diferente daquela que eu vivia no Brasil. Sem algumas das responsabilidades, sem as mesmas pessoas, sem as mesmas preocupações cotidianas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras: um pouco mais de liberdade do que o usual, algumas possibilidades a mais de viver de um jeito diferente daquele que eu estava habituado a viver no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei por muitas coisas diferentes, fiz amigos, tive muitas experiências proveitosas e marcantes, muitas coisas diferentes do que eu costumava passar, algumas bem parecidas, uma boa parte delas bem igual - enfim, em bom português: aproveitei bem pra caralho, tanto a parte diferente quanto a parte igual ao Brasil, e não me arrependo de nada do que aconteceu, nem mesmo dos momentos menos brilhantes. Essa foi uma viagem excelente, e estou certo de que vou me lembrar com muito carinho da França e das novas relações lá feitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, depois que cheguei, a sensação corrente não é tédio, ou vontade de voltar pra lá. A sensação é a de nunca ter saído do país, e que os quase cinquenta dias que se passaram foram tão efêmeros quanto qualquer outro dia cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em mente como eu tenho estima por aquilo que passou nesse período fora do Brasil, essa sensação de indiferença involuntária não tem me agradado muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vamos ver se passa depois de um tempo. As ramificações práticas da viagem ainda estão para aparecer!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-8062013778986451481?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/8062013778986451481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=8062013778986451481&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8062013778986451481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8062013778986451481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/02/dia-46-posfacio-com-tres-dias-de-atraso.html' title='Dia 42 - posfácio (com três dias de atraso)'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-9169414383811137533</id><published>2009-01-31T16:18:00.002-02:00</published><updated>2009-01-31T16:43:49.356-02:00</updated><title type='text'>Dia 14 - Impressoes</title><content type='html'>Titulo auto-explicativo, acho; o fato desse texto estar sendo postado significa também que cheguei vivo no Velho Continente. Viva à engenharia quase infalivel dos avioes \o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, vamos ao que interessa: ver o autor do blog falando lixo sobre lixo da nova terra em que ele se localiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra começar, a entrada. Muito menos traumàtica que a paranoia total de entrar nos EUA; o cara da alfandega simplesmente pega teu passaporte, checa se voce é parecido com a foto dele e... é isso ai, bem-vindo à Europa/França. A simplicidade disso tudo é tamanha que voce praticamente espera algum guarda saltar de tràs de uma parede/coluna e gritar "RAAAAAAAAAA C'EST LA PETIT PRISE DU MALLANDRO!!!!"; felizmente, isso nao aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois, Paris. A cidade é grande, limpa, fàcil de se andar à pé, com transporte publico razoavelmente barato (para os padroes europeus, claro) e cheia de coisa bonita, legal e interessante pra ver. O maior problema da cidade, assim como ocorre com Sao Paulo e o Rio de Janeiro, é a populaçao: as vezes dà a impressao de que as pessoas agem de forma imbecil com os de fora da cidade de forma voluntària e patrocinada por alguém; a quantidade de idiotas xenofobos é bem grande. Isso tira um pouco do brilho da cidade, mas enfim: é um lugar de visita obrigatoria quando o turismo em escala mundial se tornar possivel de alguma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao contrario dos EUA, aqui as coisas sao bem caras. Definitivamente, Europa nao serve pra fazer viagem de compras caso a sua grana esteja contada. Use o dinheiro para aquilo que vou dizer nos dois pontos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A comida daqui é EXCELENTE, de uma qualidade absurda; voce paga mais caro que no Brasil, mas ganha em sabor. Mesmo as coisas de preço médio sao notaveis; definitivamente, cada centavo gasto em comida por aqui vale a pena. Ate o equivalente da sidra cereser daqui, a dois euros, é excelente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viajar dentro da Europa costuma ser meio caro, mas tem promoçoes que permitem viajar pra outros paises a... Cinco euros. Costuma ser bem mais caro, mas enfim: locomover-se para outros &lt;em&gt;points&lt;/em&gt; da Europa pode ser bem barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BEm, por enquanto acho que é isso. Abraçs, e até a proxima! o/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-9169414383811137533?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/9169414383811137533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=9169414383811137533&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/9169414383811137533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/9169414383811137533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/01/dia-14-impressoes.html' title='Dia 14 - Impressoes'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-7369595590276593063</id><published>2009-01-17T23:32:00.003-02:00</published><updated>2009-01-18T00:23:08.365-02:00</updated><title type='text'>Partida - Dia 0</title><content type='html'>Viajando pra longe de novo e por um período de tempo considerável, e sendo obrigado a passar por todos os rituais que a viagem envolve. Um diferencial - essa é uma das poucas vezes que viajo sozinho &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mesmo&lt;/span&gt;, sem conhecidos e afins pra fazer companhia eventual; sou obrigado a encarar de frente um mundo desconhecido com pouco ou nenhum auxílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguém que gosta de ficar em casa, viajar para bem longe e não ter prospectos de voltar em breve é terrível - a ansiedade, uma pré-saudade de tudo que é familiar e o medo de estar mal-preparado para ficar sozinho ocupam a sua mente o tempo todo, e é difícil não se entristecer um pouco. Eventualmente, cogita-se o pior dos casos possíveis - a ida sem uma volta, deixando muitas pontas soltas, e a clássica situação do medo do desconhecido se agrava um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro me aterra um pouco, mas espero que esse seja um sentimento passageiro. Espero superar isso logo e poder trazer mais relatos dessa experiência!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-7369595590276593063?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/7369595590276593063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=7369595590276593063&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/7369595590276593063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/7369595590276593063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2009/01/partida.html' title='Partida - Dia 0'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-6343020613656681972</id><published>2008-12-21T18:26:00.001-02:00</published><updated>2008-12-21T18:27:38.602-02:00</updated><title type='text'>Um produto que mudará a sua vida</title><content type='html'>Você faz parte de um grupo que pretende mudar a realidade para melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você precisa de mais seguidores para a sua grande causa, mas não sabe mais o que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você precisa divulgar a sua causa de um jeito que não faça as pessoas acharem que você é fanático ou proselitista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Seus problemas acabaram!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o incrível livro "Fórmulas de Discurso Persuasivo Batido 3000", você pode fazer discursos a favor de sua causa de forma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;instantânea!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja como é simples - você só precisa escolher uma das fórmulas-padrões que fornecemos, como a que está aqui embaixo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Eu &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(hábito que se pretende condenar de forma discreta)&lt;/span&gt; até pouco tempo atrás, e era &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(estado de espírito tido como tipicamente digno de pena, ou que urge pela mudança)&lt;/span&gt;. Porém, acabei descobrindo &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(algo que se pretende colocar como uma solução para todos os problemas da vida)&lt;/span&gt;, e então a minha vida mudou para melhor. Hoje, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(ação a ser enaltecida)&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(alguma coisa que indica uma grande mudança na vida)&lt;/span&gt;. Só tenho a agradecer à &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(grupo/causa que deseja mais seguidores e criou originalmente esse discurso persuasivo)&lt;/span&gt;!"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E trocar os elementos em negrito, de forma que a fórmula se aplique à sua causa/movimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja alguns exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Eu &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;era um tremendo consumista&lt;/span&gt; até pouco tempo atrás, e era &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;infeliz sem saber o porquê, apesar de ter tudo o que queria&lt;/span&gt;. Porém, acabei descobrindo que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o consumismo absurdo nada mais é do que um engodo burguês para nos dominar, e que devemos lutar contra a opressão classista para deixarmos de sermos dominados&lt;/span&gt;, e então a minha vida mudou para melhor. Hoje &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;participo de uma célula revolucionária anti-capitalista&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não me encontro mais sob o jugo da alienação capitalista&lt;/span&gt;. Deixe de ser um alienado e lute por um mundo melhor você também; conheça &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;alguma linha do marxismo revolucionário&lt;/span&gt;!"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Eu &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;era usuário de drogas, criminoso e desempregado&lt;/span&gt; até pouco tempo atrás, e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não tinha nenhum outro motivo para viver senão a cocaína&lt;/span&gt;. Porém, acabei descobrindo &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Deus&lt;/span&gt;, e então a minha vida mudou para melhor. Hoje &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;abandonei as drogas, encontrei um emprego e guio minha vida pelas palavras do Senhor,&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não estou mais sob a influência de Satanás&lt;/span&gt;. Encontre um rumo na sua vida também, e entre para a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Igreja Evangélica de Título Pomposo e Pretensioso&lt;/span&gt;!"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou até mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Eu &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;comia carne&lt;/span&gt; até pouco tempo atrás, e era &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ignorante do sofrimento e do impacto ambiental que infligia&lt;/span&gt;. Porém, acabei descobrindo &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;os documentários meio enviesados da PETA&lt;/span&gt;, e então a minha vida mudou para melhor. Hoje &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sou lactovegetariano&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não me utilizo mais dos produtos oriundos da exploração e sofrimento dos animais&lt;/span&gt;! Graças à &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PETA&lt;/span&gt;, estou lutando pelo que realmente vale a pena - o bem-estar da vida animal do mundo!"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais popular ultimamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Eu &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;via filmes recomendados pela grande mídia e gostava de bandas da moda&lt;/span&gt; até pouco tempo atrás, e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não sabia que eles eram todos produtos da indústria de entretenimento, que não tinham a verdadeira arte em si&lt;/span&gt;. Porém, acabei descobrindo &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;filmes coreanos e bandas alternativas da Inglaterra&lt;/span&gt;, e então descobri o que era a real arte. Hoje &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;perco o interesse por qualquer coisa que seja "mainstream"&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;só gosto daquilo que está na moda no círculo alternativo&lt;/span&gt;. Viva a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;cultura alternativa&lt;/span&gt;!"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, é claro, o clássico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Eu &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não sabia muito bem o que queria da vida&lt;/span&gt; até pouco tempo atrás, e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;isso me incomodava um pouco, apesar da minha vida não ser ruim até então&lt;/span&gt;. Porém, acabei descobrindo &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;algum movimento aí que quer mudar o mundo&lt;/span&gt;, e então a minha vida mudou para melhor. Hoje, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o movimento me deu um sentido que não questionei muito pra vida&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;agora eu tenho uma causa pela qual posso lutar fanaticamente sob a justificativa de estar melhorando o mundo&lt;/span&gt;! Só tenho a agradecer à &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;esse movimento aí&lt;/span&gt;!"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligue (d)já, e receba AGORA o nosso produto! Para os 30 primeiros que ligarem, enviaremos DE GRAÇA um complemento ao livro, cheio de ofensas e provocações para serem utilizados contra aqueles que NÃO foram persuadidos por esse tipo de discurso!&lt;br /&gt;---------------------&lt;br /&gt;PRECAUÇÕES ANTERIORES AO USO DO PRODUTO:&lt;br /&gt;- A eficácia do produto pode ser seriamente afetada caso o usuário apresente sintomas de hipocrisia, contradição, senso crítico seletivo, fanatismo, pretensões arrogantes e similares.&lt;br /&gt;- Não garantimos eficiência contra pessoas que têm predileção por desconstruir argumentos até seus últimos limites.&lt;br /&gt;- Argumentos decentes para validar os discursos em questão não estão incluídos no produto.&lt;br /&gt;- Você não é moralmente superior, mais inteligente ou mais esclarecido do que as outras pessoas por fazer parte de algum movimento.&lt;br /&gt;- A vida não fica necessariamente melhor após se escolher um sentido para ela.&lt;br /&gt;- Esse produto não garante imunidade contra deserções ao longo do tempo.&lt;br /&gt;- Não aceitamos devoluções.&lt;br /&gt;=====================&lt;br /&gt;O status quo não é necessariamente ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança não é necessariamente boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos problemas não se encerram em definitivo quando as causas que desejamos são atingidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarrar forçosamente um sentido para uma vida aparentemente dessignificada não é garantia de que ela será agradável novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, Nietzsche estava certo: não há luta entre o bem e o mal; o que há é uma luta entre dois discursos distintos para se alcançar uma posição hegemônica. Após um movimento "ganhar", é questão de tempo até ele começar a ser visto como maligno e começar a enfrentar oposição de alguma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há discurso, argumento ou fundamento teórico que mude esse ciclo de lutas pelo poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: niilista é o caralho :D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-6343020613656681972?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/6343020613656681972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=6343020613656681972&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/6343020613656681972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/6343020613656681972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/12/um-produto-que-mudar-sua-vida.html' title='Um produto que mudará a sua vida'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-2922630785353411649</id><published>2008-11-18T12:37:00.004-02:00</published><updated>2008-11-19T01:24:12.654-02:00</updated><title type='text'>Spice of Life</title><content type='html'>Cena: um espaço aí da faculdade de humanas. Garota Xis conversando comigo. Me dedico a aporrinhá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Olha, você até pode estar certo sobre a efetividade. Mas com meu boicote à indústria assassina de animais, eu estou fazendo a minha parte pra tornar o mundo melhor! É pouco, mas é o mínimo que eu posso fazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia hora se passa, temas de conversa mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... E aí o cara soltou "mas se você é anti-capitalista, por que usa o Orkut? Ou é mais uma dessas comunistinhas que odeia EUA mas toma coca, fuma e bebe cerveja, tudo feito por multinacional?" e eu fiquei louca! O cara é tão imbecil que não percebe que boicotes desse tipo não vão resolver nossos problemas; o capitalismo simplesmente não vai parar e rever o que faz por causa de uma coca a menos na contabilidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Mas pelo menos você estaria fazendo a sua parte pra tornar o mundo melhor, ou menos capitalista. É pouco, mas é o mínimo que você pode fazer. Né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(olhar fulminante de ódio contra a minha pessoa)&lt;br /&gt;==================&lt;br /&gt;Contradição: sempre deixando a vida um pouco mais interessante pra quem gosta de fazer troça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, tou com preguiça de escrever no blog. Prometo que sai algo melhor mês que vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-2922630785353411649?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/2922630785353411649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=2922630785353411649&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2922630785353411649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2922630785353411649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/11/spice-of-life.html' title='Spice of Life'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-9207967498363394450</id><published>2008-10-21T10:15:00.000-02:00</published><updated>2008-10-21T10:15:56.492-02:00</updated><title type='text'>Um Diagnóstico do Tempo - II</title><content type='html'>Cursinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo ter escrito umas dez vezes o texto sobre esse tema, ficando insatisfeito em todas e apagando-as logo depois. Pois é, cursinho é torturante e confunde as nossas cabeças desse jeito horrível mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço um rápido balanço: foi excelente pra melhorar enquanto pessoa, e ruim demais pro psicológico e pra fé na humanidade. De resto, foi bem irrelevante, ou pouco digno de nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico melhor: foi excelente porque amadureci e deixei de ser um aborrecente chato no ano em que entrei no cursinho. A leite-com-perice em relação a opiniões e comportamento ficou reduzida a níveis que me permitissem fazer novos amigos que não ficassem de saco cheio de mim após um mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a total várzea intelectual e social em que o cursinho te joga é um horror. A pressão de todo mundo MESMO pra passar em alguma coisa; a falta de sentido de estudar feito um condenado pra uma prova de questionável capacidade seletiva; a competição imbecil após simulados; a molecada do "foda-se", que pagava mensalidade de cursinho pra beber no bar; professores malas; os pré-bixos de medicina que nem entraram no curso mas já se comportam feito filhos-da-puta natos; o tédio total, enfim, tudo aquilo que faz parte da fauna e cotidiano do cursinho dá vontade de cometer suicídio após duas semanas de vivência nesse ambiente. Isso, ou você perde a fé na humanidade e aceita o absurdo sem-sentido que é a vida no cursinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto... Bem, eu passei nos vestibulares que prestei e descobri o curso que queria pro resto da vida. Mas isso pouco importa frente a todo o resto que o cursinho impõe à pessoa: ele provoca muito mais efeitos sobre a pessoa como algo que testa a sua paciência do que como algo que a faz estudar melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-9207967498363394450?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/9207967498363394450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=9207967498363394450&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/9207967498363394450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/9207967498363394450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/10/enche-linguia.html' title='Um Diagnóstico do Tempo - II'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-2107934265095604239</id><published>2008-10-12T13:07:00.000-03:00</published><updated>2008-10-12T14:05:25.621-03:00</updated><title type='text'>Diálogos Honestos que Eu Gostaria de Ter</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Entrevistado da semana - L., um rapaz alternativo honesto e sem vergonha de parecer pragmático - ou seja, uma ficção das mais fantasiosas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, vem cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você se diz alternativo. Mas alternativo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;a quê&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei lá. Isso não importa. O importante não é questionar os porquês de ser alternativo ou o porquê desse rótulo ter esse nome; o importante é parecer e agir como um, sempre adotando o discurso de "só assim posso expressar decentemente minha individualidade: sem as amarras da cultura mainstream!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Ah, certo. Me diz, por quê você não perde oportunidades de enfiar referências da cultura alternativa em suas falas? Tá, legal saber que você sabe de coisas legais que não fazem sucesso por causa de falta de divulgação, mas tá começando a torrar a paciência esse negócio de "ó, isso não é novo, o Godard já fez muitos anos antes desse cara aí" e "ah, Panic! At the Disco era melhor quando era indie ainda!" ou ainda "cinema japonês/coreano é mainstream demais, meu negócio são os iranianos!"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou em competição com outros "intelectuais" alternativos, na qual o número de citações positivas a livros/filmes/músicas/peças obscuras e o número de comentários condenando o que está na moda contam pontos no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ranking mundial do pensador indie&lt;/span&gt;, com o objetivo de ser sempre o mais alternativo possível no que diz respeito a seus gostos. Estou também no mais novo programa Visa de milhagem intelectual, no qual cada colocação desse tipo que você citou representa 0,1 ponto a mais no meu QI, segundo esse programa. Se eu ficar dois dias sem fazer uma citação desse tipo, perco tudo o que ganhei até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Hmn, então você está competindo com outros alternativinhos pra ver quem é o mais obscuro entre vocês, e você acha que citar essa galera desconhecida toda te faz parecer mais inteligente. Mas fala a verdade, você só tá com medo de começar a gostar das coisas que estão na moda e perder todo esse estilinho "olha, eu não sou medíocre e afogado no mainstream, eu sou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;alternativo&lt;/span&gt; e tenho senso crítico pra recusar tudo que está na moda!", não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, essas são as garotinhas inseguras em relação a si mesmas do movimento alternativo, que acham que abraçando a cultura alternativa com fervor estão recusando a cultura mainstream que as considera bizarras e feias. Eu só tô nesse barco pra pegar as melhorezinhas dessa meninada toda. E, é claro, tenho de adotar esse discurso pra não ser rechaçado como um "traidor do movimento" ou qualquer besteira dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Ah, ok. Mas... Se conformar assim à cultura alternativa não é tão burro e carente de senso crítico quanto a conformação ao mainstream? Você só escolheu a maneira pela qual você vai afogar seu senso crítico e quais são os objetos e maneiras de viver que vão guiar e dominar tua vida! No final, você não se libertou de nada e continuou aprisionado a regrinhas predeterminadas que limitam a sua individualidade de alguma forma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, é isso mesmo. No fundo, eu só escolhi as algemas que eu queria nos meus pulsos, e algum motivo bem besta pra me achar diferente e melhor que uma boa parcela da população. Mas não conta pra ninguém, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Tá bom então. Viu, você ficou sabendo que Death Cab for Cutie entrou no top 10 da Billboard ontem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Traidores do movimento... Vou queimar os CDs deles agora só pra parecer mais alternativo do que já sou!&lt;br /&gt;==============&lt;br /&gt;Fiz minha parte, Paulão. Agora cumpra o trato e escreva a sua crítica também!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-2107934265095604239?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/2107934265095604239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=2107934265095604239&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2107934265095604239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2107934265095604239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/10/dilogos-honestos-que-eu-gostaria-de-ter.html' title='Diálogos Honestos que Eu Gostaria de Ter'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-7245054476258124653</id><published>2008-09-24T22:10:00.000-03:00</published><updated>2008-09-24T22:09:09.367-03:00</updated><title type='text'>Um Diagnóstico do Tempo - I</title><content type='html'>Parte um de uma série que, caso eu esteja certo quanto às minhas estimativas de vontade de escrever, terá quatro ou cinco partes. A proposta é: pegar algum evento de alguns anos atrás, relembrar como que aquilo ocorria, e verificar o quão cruel foi a passagem do tempo para esse acontecimento específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos com uma das coisas mais impactantes da vida universitária: os primeiros momentos de minha vida de bixo em relação ao Movimento Estudantil. Sendo de um instituto de humanas, invariavelmente esse é um elemento que interfere muito na sua vida, especialmente pra gente como eu que teve o primeiro contato com ele só depois de entrar na universidade.&lt;br /&gt;=================&lt;br /&gt;Há quatro anos, o que era legal na unicamp em relação ao movimento estudantil era ver uma calourada do Instituto que se dizia a favor da Resistência Iraquiana e contra o Imperialismo no Oriente Médio, e um DCE que encabeçava lutas absurdas como "não ao cartão universitário, esse ataque frontal das PPPs contra a soberania da universidade pública!" ou "Por mais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;quatro&lt;/span&gt; bandejões no Campus, senão não conseguiremos comer em nenhum horário sem enfrentar antes filas de duas horas!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso com uma seriedade doente, claro - questionar se uma calourada anti-Bush de um instituto de humanas de uma universidade do interior de um país de terceiro mundo teria relevância no contexto geopolítico da Guerra do Iraque era coisa de reaça maldito, e questionar se a solução pras PPPs do campus se encontraria via recusa e destruição dos cartões que a PPP trouxe te tornava um inimigo automático para o movimento. Questionar a utilidade de mais quatro bandejões no Campus? Você REALMENTE quer ser rechaçado pelos revolucionários do campus, não é?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, trazer para os dias de hoje esse tipo de proposta para o ME como algo sério é pedir pra tomar porrada dos membros dele - não apenas ele se encontra desprestigiado, como não dá pra fazer seriamente coisas como "Campanha do DCE a favor da resistência iraquiana" ou "Quebrem seus CUs em protesto contra PPPs dentro da unicamp" sem chutar o pobre cachorro morto mais pra baixo ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem uma coisa muito boa que a ausência de auto-crítica do ME e a falta de noção desse mesmo movimento deixarão para o futuro, são essas anedotas (tem coisa muito pior e muito mais engraçada, como as palavras de ordem mais absurdas do mundo e algumas assembléias que causaram situações realmente interessantes e pouco usuais). Ainda que bem-humoradas, essas anedotas mostram a tragédia que marca o ME: muita boa intenção, ainda mais idealismo cegante que dá origem a coisas absurdas com as que citei, e a total ausência da auto-critica realista acerca daquilo que se fará. Infelizmente, não há boa vontade no mundo que impeça o dano que os outros dois elementos causam sobre a imagem e sobre a efetividade das ações desse coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pro bem ou pro mal, o ME está de ressaca após o ano passado, que foi marcado por greves e ocupações de sucesso marginal e muita queimação de filme do setor mais revolucionário da universidade, aumentando ainda mais a apatia e antipatia da galera não-revolucionária em relação a ele. Entra-se em um período de maior reflexão antes de agir, o que é bom pra dar mais seriedade; infelizmente, diminui-se substancialmente a quantidade de material que renderá muitas anedotas, piadas e lendas no futuro próximo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-7245054476258124653?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/7245054476258124653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=7245054476258124653&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/7245054476258124653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/7245054476258124653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/09/um-diagnstico-do-tempo-i.html' title='Um Diagnóstico do Tempo - I'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-2757245166874778361</id><published>2008-09-14T23:49:00.004-03:00</published><updated>2008-09-15T00:07:41.507-03:00</updated><title type='text'>Mea Culpa</title><content type='html'>Há uns dois anos atrás e até agora a pouco, eu era mais melancólico, desesperançoso e ainda um tanto aflito com a indigestão mental causada pela descoberta de falta de sentido intrínseco à vida que ocorrera quando eu tinha uns 16 anos. Isso se refletia em textos mais concisos, críticos, azedos e impactantes, por razões que não sei como explicar bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o tipo de coisa que sempre quis manter como padrão no que diz respeito à escrita: cortar fora a pretensiosidade artística típica de universitários metidinhos quando vão inventar de escrever e quererem ser originais, mostrar somente o mínimo necessário  para causar reflexões, ser bem claro quanto aos alvos do texto e, o mais importante de tudo, causar um certo mal-estar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A premissa era: o mundo moderno nos enrola e mente demais via regrinhas consetudinárias que dizem respeito a como devemos viver e nos portar frente aos outros e que se disfarçam sob o rótulo de "Como não parecer um idiota/mal-educado em certas situações". Cortar na maior quantidade possível os preciosismos impostos a nós dessa maneira para expor aquilo que eles escondem era o objetivo principal. Então, nada de poesia que questiona as formas tradicionais de escrever e significar textos e o caralho: escrita rápida, direta e mortal a la Kafka é o que rola para comunicar melhor as idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de três meses levemente trágicos e em uma experiência completamente fora do cotidiano ao qual eu estive acostumado por 22 anos, envelheci e amadureci muito mais do que havia feito em qualquer outro período de minha vida. Resultado? Muito do amargor que era o combustível pra escrita no estilo que eu gostava se foi, e ficaram no lugar algumas pretensões artísticas das quais não ainda não consegui me livrar e andam me incomodando muito. A produção aumentou, mas sinto que a qualidade caiu bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse &lt;span style="font-style:italic;"&gt;post&lt;/span&gt; é um grande "Foi mal aê" dedicado pra quem chegou aqui via textos-arquétipos do meu estilo antigo de escrita (tipo &lt;a href="http://ph4.blogspot.com/2007/10/uma-ida-ao-restaurante-racionalizado.html"&gt;esse&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://ph4.blogspot.com/2007/10/notas-diversas-sobre-assuntos-aleatrios_30.html"&gt;esse outro aqui&lt;/a&gt;) e acabou dando de cara com algumas coisas mais longas e maçantes e menos críticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo, é um lembrete para mim mesmo - já escrevi melhor, e tenho que tentar voltar a esse estágio anterior da escrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-2757245166874778361?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/2757245166874778361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=2757245166874778361&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2757245166874778361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2757245166874778361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/09/mea-culpa.html' title='Mea Culpa'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-6363499275129187352</id><published>2008-09-13T01:33:00.005-03:00</published><updated>2008-09-13T02:41:59.634-03:00</updated><title type='text'>Aleatoriedades</title><content type='html'>Três peroletas divertidas e agradáveis que não dariam um post inteiro por aqui. Aproveitem!&lt;br /&gt;=================&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pérolas do Estágio Supervisionado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagens: eu, estagiário japonês de franja; Mandi, o estagiário piracicabano de forte sotaque da região de origem; criancinhas diversas com idades variando de 6 a 10 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tio, tio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, rapaz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é emo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Outro estagiário morre de rir no momento*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó, ele é emo sim, e tá sempre de mal com a vida enquanto ouve música tristinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aah, então ele é emo mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Reprimo a vontade de xingar*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Repita a história acima, umas quatro ou cinco vezes, inserindo de vez em quando coisas como "você conhece *banda emo tal*? É que você parece o vocalista!", "cadê seu cinto com aqueles quadradinhos de metal" e outras similares, e você terá um resumo fiel do meu segundo dia de estágio.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tio, tio, você fala engraçado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, é que eu não sou daqui de Campinas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De onde você é então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Piracicaba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pôxa tio, legal... Até que você fala bem o português!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(questionado sobre essa resposta, o menino admitiu ter achado que Piracicaba fosse algum outro país da América do Sul que não fala português. Admitiu indiretamente também não saber o que é um sotaque distinto. Se bem que o sotaque piracicabano é um caso atípico na história dos sotaques, mas enfim.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lutando contra uma lente de contato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagens: eu, o cara que nunca usou lente de contato; olho direito; uma lente de contato de 4,25 graus de miopia; Yama, o nipo-sorocabano; Erika, a mestiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando pelo instituto de estatística, após comprar café. Espirro.&lt;br /&gt;- Mas como eu dizia, o esclarecimenTATCHIM.... Porra, minha lente de contato do olho direito sumiu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ih mano, vamos procurar então!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Dois japoneses segurando café enquanto olham para o chão do saguão. Cinco minutos se passam nessa atividade.*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fudeu meu, perdi a lente :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiro a lente do olho esquerdo. Algo incomoda o olho direito - talvez a estupidez de ter perdido a lente de um jeito tão besta. Pouco tempo depois, num lugar qualquer, conversando com Erika, a semi-japonesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... E foi assim que perdi a lente :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, eu já perdi de um jeito bem estranho. E ela foi parar embaixo da pálpebra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raciocino um pouco. Abro meu olho direito com os dedos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó, vê se tem algo por aqui então. Depois que a perdi, tenho sentido algo nesse olho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, eu não tou... Espera... Ai, ela apareceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Erika tira a lente alojada entre o globo e a pálpebra com as unhas*&lt;br /&gt;*Os júris do concurso de maior idiota do dia recebem uma indicação de última hora contendo o nome Fernando Mekaru como mais novo concorrente*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia depois, antes de ir pra aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Põe lente esquerda no olho esquerdo*&lt;br /&gt;- Uau, direitinho!&lt;br /&gt;*Tenta pôr lente no olho direito*&lt;br /&gt;- Hmn, tá meio estranho...&lt;br /&gt;*Fecha os olhos. Lente se dobra e cai, se apoiando nos cílios*&lt;br /&gt;- Merda.&lt;br /&gt;*Enfia o dedo indicador com a lente na ponta cerca de 15 vezes. Em todas, a lente se dobra e fico mais especializado em falar palavrões em frente ao espelho*&lt;br /&gt;- Arrrh! Filha da puta!&lt;br /&gt;*Dedo na lente contra o olho. Dessa vez, vai.*&lt;br /&gt;- ... Porra, deu até vontade de usar óculos de novo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(cena acima se sucede por mais três dias, sempre com o mesmo olho e variando o número de tentativas falhas antes da lente se alojar - e ele sempre aumenta :[ )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Reflexão fast-food do dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, após ver o que anda acontecendo do mundo, chego à conclusão que os movimentos apocalípticos não são um bando de idiotas sem muito o que fazer e que vêem na busca desse ideal uma prática de construção de algum sentido na vida - a pregação deles para que o fim do mundo venha logo é para evitar vivências em um futuro que exponha ainda mais o fracasso do ser humano enquanto espécie dotada de razão e alguma consciência para com seus iguais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, é mais tolerável esperar que a existência como a conhecemos se encerre do que ficar esperando pra ver qual será a próxima tragédia grotesca que teremos de aturar - se agora estamos lidando com crianças jogadas pelos pais janela abaixo e inglesas sendo mortas e despedaçadas por ex-namorados irados e com muita droga na cabeça, quais práticas sórdidas estão reservadas para o futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mini-conto: Como discutir com ideólogos revolucionários chatos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é um acomodado! Não faz nada pra mudar as coisas de agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sua prática revolucionária cega e cheia de pré-julgamentos, arquétipos de como se portar/vestir para ser considerado um revolucionário, bordões e argumentos gastos ou mal-feitos e fetichismo positivista pela mudança só obstrui ainda mais os canais de diálogo com os ditos "acomodados" e elimina as possibilidades de discussão crítica efetiva das lutas sociais, o que só agrava o obscurantismo político acerca dessa causa e enfraquece a luta como um todo ao impedir que novas pessoas que possam ser úteis ao movimento se integrem a ele. Tudo isso graças à recusa da crítica direcionada a valores que você deseja &lt;span style="font-style:italic;"&gt;conservar&lt;/span&gt; desesperadamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O real acomodado aqui é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;você&lt;/span&gt;, confortado em sua ideologiazinha de merda que te isenta de aceitar com válida qualquer coisa que pareça um obstáculo ideológico para você sob a justificativa de que quem critica não tem envergadura moral para emitir a crítica ou então a faz por pura inveja. Graças a isso, obviamente, não vou endossar esse tipo de ação burra e limitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Mas pelo menos estou fazendo alguma coisa ao invés de me largar no marasmo teórico como os filósofos e pelegos fazem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes se entregar à metafísica entorpecedora que mostra os problemas desse tipo de movimento em seus fundamentos mal-formulados do que se entregar à ação burra e mal-coordenada só porque se caiu no fetichismo da ação que existe nos círculos libertários atuais. Fora que eventualmente seu movimento cometerá suicídio por questões que escapam a seus objetivos e dizem mais respeito a motivações egoístas e conservadoras,ou então perderá o caráter revolucionário por esse mesmo motivo - ou você acha que só porque seu grupinho se diz revolucionário ele está moralmente protegido dos joguetes políticos - de eticidade questionável, deve-se dizer - que percorrem todas as outras esferas da sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Ah, vai tomar no cu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Aplicável a quase qualquer movimento social atualmente. Estava pensando na esquerda burra e dogmática e nos vegetarianos desse mesmo tipo, mas o texto é suficientemente vago para que _muita_ gente consiga vestir a carapuça que lhe é devida. Ou seja: procurem usar sempre, para terem muita diversão com a discórdia!)&lt;br /&gt;=================&lt;br /&gt;Por hoje é só!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-6363499275129187352?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/6363499275129187352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=6363499275129187352&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/6363499275129187352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/6363499275129187352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/09/aleatoriedades.html' title='Aleatoriedades'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-7858378188275754150</id><published>2008-09-03T21:45:00.003-03:00</published><updated>2008-09-03T21:48:52.670-03:00</updated><title type='text'>Sentido</title><content type='html'>Imortalizando algo que merece atenção hoje e no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de minha autoria, aviso de antemão. Mas essa merece.&lt;br /&gt;=============&lt;br /&gt;Eu não sei se tem sentido&lt;br /&gt;O que você tem sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falamos no mesmo sentido&lt;br /&gt;E eu não sinto nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimento. Medida de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu tenho sentido.... faz sentido pra você?&lt;br /&gt;Pra mim, é só fumaça comprimida, e depois, expelida, e logo em seguida, sumida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, mais bobagem aleatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada com sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que eu quero, na verdade,&lt;br /&gt;É sentir que tenho um sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nessa vida de um sentido,&lt;br /&gt;É tudo que não tenho sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-7858378188275754150?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/7858378188275754150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=7858378188275754150&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/7858378188275754150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/7858378188275754150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/09/sentido.html' title='Sentido'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-172665360966226248</id><published>2008-08-18T21:11:00.007-03:00</published><updated>2008-08-19T08:15:30.426-03:00</updated><title type='text'>Tradução - O Dia que os Discos Chegaram</title><content type='html'>Hmn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram do &lt;a href="http://ph4.blogspot.com/2008_07_01_archive.html"&gt;Os Outros&lt;/a&gt;, do livrinho massa de contos do Gaiman que não tinha saído no Brasil e blablablá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu uma edição brasileira do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fragile Things&lt;/span&gt; do Neil Gaiman, pouco antes dele chegar no Brasil, e eu só descobri isso depois de um mês.  Pensei comigo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Merda! E agora, como encher linguiça no blog e fazê-lo parecer atraente de algum jeito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(obviamente, postar fotos minhas visando os dois objetivos acima citados foi a primeira opção descartada.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORÉM, a edição brasileira omitiu VINTE dos vinte e nove contos originais - algumas omissões foram acertadas, outras nem tanto; entre eles, "Os Outros" que, não fosse pelo &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2nTzKewtOyU"&gt;YouTube&lt;/a&gt;, só existiria em português aqui nesse blog. Yayz for me :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: ainda dá pra traduzir cerca de quinze a vinte contos aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Re)Comecemos por um dos quatro ou cinco poemas que tem no livro. Esse, na verdade, é um "poema" - tem estrutura em estrofes, mas não é nada parecido com um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesma coisa do outro conto - não sou autor original, sem fins lucrativos, blablablá, etc e tal.&lt;br /&gt;====================&lt;br /&gt;Naquele dia, os discos pousaram. Centenas, dourados,&lt;br /&gt;Silenciosos, descendo do céu como enormes flocos de neve,&lt;br /&gt;E o povo da Terra parou e assistiu a aterrissagem,&lt;br /&gt;Esperando, ansiosamente, para descobrir o que esperava por nós lá dentro,&lt;br /&gt;E você não percebeu porque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, no dia que os discos chegaram, em uma grande coincidência,&lt;br /&gt;Foi o dia em que a terra vomitou seus mortos&lt;br /&gt;E os zumbis escavavam terra macia acima&lt;br /&gt;ou irrompiam, rastejando e com o olhar vazio, impossíveis de se deter,&lt;br /&gt;Vindo em nossa direção, na direção dos vivos, enquanto corríamos e fugíamos,&lt;br /&gt;E você não percebeu porque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia dos discos, que fora também o dia dos zumbis,&lt;br /&gt;Aconteceu também o Ragnarok, e as televisões nos mostravam&lt;br /&gt;Um navio feito das unhas dos mortos, uma serpente, um lobo,&lt;br /&gt;Todos maiores do que a mente podia conceber&lt;br /&gt;(mas que o camera-man conseguiu filmar)&lt;br /&gt;Todos não muito longe dali, e então os Deuses vieram&lt;br /&gt;E você não percebeu porque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia dos discos-zumbis-da-luta-celestial&lt;br /&gt;As travas da mágica se quebraram&lt;br /&gt;E cada um de nós foi engolido pelos gênios e fadas&lt;br /&gt;Que nos ofereciam desejos, maravilhas e eternidades,&lt;br /&gt;Beleza, inteligência, corações verdadeiramente bravos e potes cheios de ouro,&lt;br /&gt;Enquanto gigantes fi-fa-fumeavam pela terra e&lt;br /&gt;As abelhas assassinas surgiram&lt;br /&gt;E você não percebeu porque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, no dia dos discos, no dia dos zumbis,&lt;br /&gt;No dia das fadas e do Ragnarok, no dia que &lt;br /&gt;Os Grandes Ventos vieram, e nevou, e as cidades se cristalizaram completamente, no dia em que&lt;br /&gt;Todas as plantas morreram, todo o plástico se dissolveu, no dia em que&lt;br /&gt;Os computadores nos traíram, com suas telas nos mandando obedecer, no dia em que&lt;br /&gt;Os anjos, bêbados e caóticos, se arrastaram para fora do bar,&lt;br /&gt;E todos os sinos da cidade ressoaram, no dia em que&lt;br /&gt;Animais nos diziam palavras em assírio, no dia do homem-das-neves, no dia em que&lt;br /&gt;As capas esvoaçaram e a Máquina do Tempo retornou do futuro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não percebeu nada disso porque&lt;br /&gt;Você estava no seu quarto, fazendo nada,&lt;br /&gt;Nem ao mesmo lendo, nada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mesmo&lt;/span&gt;, apenas&lt;br /&gt;Esperando perto de seu telefone,&lt;br /&gt;Imaginando se eu ia te ligar.&lt;br /&gt;----------------------------&lt;br /&gt;"Poema" originalmente presente na compilação Fragile Things, de Neil Gaiman, Harper Perennial, 2006.&lt;br /&gt;====================&lt;br /&gt;Da primeira vez que li, dei risada e achei a coisa toda muito cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, percebi que era algo sobre amor, a questão do esperar e perder, sacrifício de uma coisa por outra e tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última, li enquanto comia pudim de leite e pensei "Hmn, acho que não vou terminar esse comentário pós-texto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;See you, space cowboy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Sim, um conto sumiu. E ele não fará falta pra ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-172665360966226248?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/172665360966226248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=172665360966226248&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/172665360966226248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/172665360966226248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/08/traduo-o-dia-que-os-discos-chegaram.html' title='Tradução - O Dia que os Discos Chegaram'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-2443031989339453529</id><published>2008-08-05T10:52:00.004-03:00</published><updated>2008-08-05T11:11:46.424-03:00</updated><title type='text'>Fim das Férias</title><content type='html'>Queria deixar aqui algo pra posteridade que fosse extremamente profundo e mostrasse todas as nuances possíveis das experiências que tive ao experimentar uma genuína &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Férias em Família Kodak!&lt;/span&gt;®, pois essa foi a primeira experiência do tipo depois de quase... Ehm... 10 anos. Talvez mais, talvez menos; minha memória me trai bastante nesse aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de dizer também via texto como viajar pelo próprio país é bom e emocionante por te mostrar quão diferente o Brasil é quando se sai do eixo SP-RJ-MG, e que o povo do sul tem de fato um monte de motivos pra amar a sua terra, e blablablá. Não posso esquecer também do fato que, ao sair do eixo, as coisas ficam mais baratas, e a comida fica muito boa e barata, o que favoreceu algumas aventuras gastronômicas proveitosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[tl; dr¹: pago pau pro sul do país e o sudeste pareceu mais sem-graça do que o normal após o fim da jornada com a família.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, não posso esquecer do desejo de aprofundar em texto as experiências do meu trabalho temporário de uma semana, que me fez conhecer em sete dias mais gente de renome e glória (em alguns casos, infâmia) do que  conheci em vinte e dois anos. Fora a diversão de se trabalhar em algo extremamente caótico e de ritmo pouco competitivo. Organização de eventos se tornou o sonho de consumo número dois na minha lista de "Trabalhos que quero".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Pra quem quer saber o número um, é ganhar na loto e não trabalhar.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou desenvolver esses pontos com maior profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tou mais é querendo voltar pra loucura da vida universitária. E não falo só de festas: passar tardes na biblioteca, enrolar em locais de convívio público, jogar papo fora depois do almoço com alguém que não seja sangue do seu sangue. Enfim, todas as coisas que não dá pra fazer durante as férias, simplesmente porque não tem gente/tempo o suficiente pra se fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o fim das férias! :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[É, sou um idiota por gostar da rotina massacrante. :D]&lt;br /&gt;------------------&lt;br /&gt;¹ -&gt; Abreviação de "Too Long, Didn't Read". tl; dr: sumarização em uma frase de parágrafos que enrolam um pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-2443031989339453529?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/2443031989339453529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=2443031989339453529&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2443031989339453529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2443031989339453529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/08/fim-das-frias.html' title='Fim das Férias'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-3986538266365279653</id><published>2008-08-03T13:50:00.003-03:00</published><updated>2008-08-03T14:02:30.710-03:00</updated><title type='text'>Testezinho pra blogs, a revanche</title><content type='html'>Repeteco &lt;a href="http://ph4.blogspot.com/2006/06/testezinho-pra-blogs.html"&gt;disso aqui, três anos depois.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;table style="background: rgb(238, 238, 238) none repeat scroll 0% 50%; color: black; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" bgcolor="#eeeeee" border="0" cellpadding="0" cellspacing="2"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#eeeeee"&gt; &lt;div align="center"&gt;Advanced Global Personality Test Results&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#eeeeee" border="0" cellpadding="0" cellspacing="4"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table style="background: rgb(221, 221, 221) none repeat scroll 0% 50%; color: black; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" bgcolor="#eeeeee" border="0" cellpadding="0" cellspacing="2"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/extraversion.html" target="_blank"&gt;Extraversion&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;46%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/stability.html" target="_blank"&gt;Stability&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;54%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/orderliness.html" target="_blank"&gt;Orderliness&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;46%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/accommodation.html" target="_blank"&gt;Accommodation&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;50%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/interdependence.html" target="_blank"&gt;Interdependence&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;76%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/intellectual.html" target="_blank"&gt;Intellectual&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;66%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/mystical.html" target="_blank"&gt;Mystical&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;23%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/artistic.html" target="_blank"&gt;Artistic&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;43%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/religious.html" target="_blank"&gt;Religious&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;16%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/hedonism.html" target="_blank"&gt;Hedonism&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;63%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/materialism.html" target="_blank"&gt;Materialism&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;56%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/narcissism.html" target="_blank"&gt;Narcissism&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;43%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/adventurousness.html" target="_blank"&gt;Adventurousness&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;43%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/workethic.html" target="_blank"&gt;Work ethic&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;83%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/humanitarian.html" target="_blank"&gt;Humanitarian&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;36%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/conflictseeking.html" target="_blank"&gt;Conflict seeking&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;56%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/needtodominate.html" target="_blank"&gt;Need to dominate&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;50%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;td&gt; &lt;table style="background: rgb(221, 221, 221) none repeat scroll 0% 50%; color: black; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" bgcolor="#dddddd" border="0" cellpadding="0" cellspacing="2"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/romantic.html" target="_blank"&gt;Romantic&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;56%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/avoidant.html" target="_blank"&gt;Avoidant&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;56%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/antiauthority.html" target="_blank"&gt;Anti-authority&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;43%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/wealth.html" target="_blank"&gt;Wealth&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;16%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/dependency.html" target="_blank"&gt;Dependency&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;70%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/changeaverse.html" target="_blank"&gt;Change averse&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;50%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/cautiousness.html" target="_blank"&gt;Cautiousness&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;70%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/individuality.html" target="_blank"&gt;Individuality&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;36%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/sexuality.html" target="_blank"&gt;Sexuality&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;43%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/peterpancomplex.html" target="_blank"&gt;Peter pan complex&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;50%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/familydrive.html" target="_blank"&gt;Family drive&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;43%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/physicalfitness.html" target="_blank"&gt;Physical Fitness&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/histrionic.html" target="_blank"&gt;Histrionic&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;30%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/paranoia.html" target="_blank"&gt;Paranoia&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;70%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/vanity.html" target="_blank"&gt;Vanity&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;36%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/honor.html" target="_blank"&gt;Honor&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;43%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/thriftiness.html" target="_blank"&gt;Thriftiness&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;50%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;a href="http://similarminds.com/global-adv.html"&gt;Take Free Advanced Global Personality Test&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/"&gt;personality test&lt;/a&gt; by &lt;a href="http://similarminds.com/"&gt;similarminds.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais:&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Stability&lt;/b&gt; results were medium which suggests you are moderately relaxed, calm, secure, and optimistic. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;b&gt;Orderliness&lt;/b&gt; results were medium which suggests you are moderately organized, hard working, and reliable while still remaining flexible, efficient, and fun. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;b&gt;Extraversion&lt;/b&gt; results were medium which suggests you are moderately talkative, outgoing, sociable and interacting. &lt;/p&gt;Trait Snapshot: changeable, in the middle, suspicious, somewhat traditional, dislikes chaos, down to earth, group oriented, practical... you scored in the middle on the overall factors of this test.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: de acordo com esse teste, virei um ser humano melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, e quem disse que faculdade de humanas não servia para nada? Haha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-3986538266365279653?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/3986538266365279653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=3986538266365279653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3986538266365279653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3986538266365279653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/08/testezinho-pra-blogs-revanche.html' title='Testezinho pra blogs, a revanche'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-1608217953900508792</id><published>2008-07-11T23:58:00.004-03:00</published><updated>2008-07-15T21:11:14.493-03:00</updated><title type='text'>Tradução - "Os Outros", de Neil Gaiman</title><content type='html'>Cumprindo uma promessa feita em alguma tarde preguiçosa na faculdade de Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que esse blog realmente seja tão abandonado quanto imagino; não quero processos por infração de copyright caindo sobre minha cabeça. Logo,já aviso: não fiz isso visando lucro, nem sou o autor original do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, vamos começar.&lt;br /&gt;====================&lt;br /&gt;"O tempo corre aqui", disse o demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube que era um demônio no momento em que o enxergou. Ele apenas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sabia&lt;/span&gt;, assim como tinha consciência de que aquele local era o Inferno. Não havia outra possibilidade de existência para ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala era longa, e o demônio o esperava próximo de um braseiro fumegante na ponta oposta. Uma miríade de objetos encontava-se pendurada nas paredes pétreas, sendo que não parecia inteligente ou tentador analisá-los com maior minúcia. O teto era baixo; o chão, estranhamente etéreo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aproxime-se", disse o demônio, e ele obedeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O demônio estava nu e inclinado. Possuía cicatrizes profundas, e sua pele parecia ter sido arrancada à força em algum ponto de seu passado distante. Não possuía orelhas, não possuía sexo. Seus lábios eram finos e austeros, e seus olhos eram verdadeiramente demoníacos: haviam visto demais e ido longe demais; sob seu olhar, o homem se sentia mais insignificante do que um verme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que acontece agora?", perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora," disse o demônio, em uma voz desprovida de angústia e regozijo, dona unicamente de uma resignação seca e aterrorizante, "você será torturado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Até quando?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O demônio balançou a cabeça e permaneceu em silêncio. Andou devagar, rente à parede, examinando um dos instrumentos pendurados nela, e então outro. Na outra ponta da parede, próxima à porta, jazia um flagelo de nove pontas, feito de arame farpado gasto. O demônio o pegou com a sua mão de três dedos e retornou à outra ponta da sala, carregando-o reverentemente. Colocou as pontas do flagelo no braseiro, e observou-as enquanto começavam a esquentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso é desumano."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pontas do flagelo brilhavam em um laranja mórbido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto levantava o braço para desferir o primeiro golpe, afirmou que "Na hora certa, você se recordará desse momento com ternura."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mentiroso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não," disse o demônio, "A próxima etapa", explicava enquanto desferia a chicotada, "é pior."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pontas do flagelo pousaram sobre as costas do homem com um estalo e um chiado, perfurando através das roupas caras, queimando, despedaçando e rasgando a cada golpe e, não pela última vez naquele lugar, arrancando gritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia duzentos e onze instrumentos nas paredes daquela sala, e era sua sina experimentar cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, finalmente, a Filha Lázara¹ - a qual acabou por conhecer de forma íntima - fora limpa e posta na parede no ducentésimo décimo-primeiro suporte, o homem soluçou com seus lábios arruinados: "E agora?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora," disse o demônio, "a verdadeira dor começa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada ato que não deveria ter sido posto em prática. Cada mentira contada - para si, ou para outrem. Cada pequena ferida, e todas as grandes. Tudo fora arrancado de suas entranhas, detalhe por detalhe, lentamente. O demônio destruiu o manto do esquecimento, rasgando-o até a verdade se sobressair, e aquilo doeu mais do que tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diga-me o que você sentiu enquanto ela saía pela porta," afirmava o demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senti meu coração se estilhaçando."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não," afirmou o demônio, sem ódio, "diga-me a verdade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senti alívio, pois a partir de então ela nunca saberia que eu transava com a irmã dela."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O demônio desmanchou a vida de sua vítima momento por momento, relembrando-a de todos os instantes desconfortáveis. Aquilo durou cem anos, talvez mil - ambos tinham todo o tempo do mundo naquela sala cinzenta - e, perto do fim, o homem concluiu que o demônio estava certo: a tortura física fora mais gentil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, a tortura se encerrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no mesmo momento em que se encerrara, se iniciou novamente. Havia o sentimento de que a primeira vez jamais ocorrera, o que de alguma maneira tornava tudo muito pior em seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então, a cada palavra balbuciada, o ódio do homem em relação a si mesmo aumentava. Não havia dentro de si lugar para mentiras, fugas ou qualquer outro elemento que não fosse a dor e a cólera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, deixou as palavras correrem de sua boca. Parou de derramar lágrimas por elas. Quando decidiu parar, um milênio depois, rezou para que, naquele momento, o demônio se dirigisse à parede e escolhesse a faca de esfolar, ou a mordaça, ou até mesmo os parafusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mais uma vez," disse o demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era como descascar uma cebola - mais uma camada que ocultava a vítima era destruída. Desta vez, aprendeu sobre consequências. Aprendeu sobre os resultados daquilo que praticara; tomou consciência de coisas para as quais estava cego ao colocá-las em prática; as maneiras pelas quais tornou o mundo algo pior; os danos causados a pessoas que nunca conhecera, encontrara ou tinha consciência da existência. Fora a mais dura lição até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mais uma vez," repetiu o demônio, passados mil anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vítima se ajoelhou no chão, em frente ao braseiro, contorcendo-se suavemente de olhos fechados enquanto contava a história de sua vida. Experimentava-a novamente assim que a recontava - do nascimento à morte, com uma fidelidade ímpar à verdade, sem se esquecer de nada e suportando cada momento. Seu coração se abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminou, sentou-se de olhos fechados, esperando a voz demoníaca dizer "mais uma vez", mas nada aconteceu. Abriu os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se levantou devagar. Estava sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na outra ponta da sala, havia uma porta. Ela se abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem passou por ela. Havia terror em sua face, bem como arrogância e orgulho. Vestia roupas caras, e hesitou em dar os primeiros passos dentro da sala longa e cinzenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, compreendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O tempo corre aqui", disse o demônio.&lt;br /&gt;----------------------------&lt;br /&gt;1: "Filha lázara"é uma expressão idiomática que designa a filha de uma mãe solteira. Revirando a internet via Google, acabei encontrando referências de que esse instrumento causaria dor equivalente àquela que uma filha de mãe solteira sofre durante a vida. Considerando o contexto, até que faz sentido. Pode funcionar também como uma metáfora para quão torturante é conhecer a sua filha bastarda. Enfim: sei lá.&lt;br /&gt;----------------------------&lt;br /&gt;Conto originalmente presente na compilação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fragile Things&lt;/span&gt;, de Neil Gaiman, Harper Perennial, 2006.&lt;br /&gt;====================&lt;br /&gt;Bom, opinem. Se a opinião geral for positiva, farei isso mais vezes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-1608217953900508792?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/1608217953900508792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=1608217953900508792&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/1608217953900508792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/1608217953900508792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/07/traduo-os-outros-de-neil-gaiman.html' title='Tradução - &quot;Os Outros&quot;, de Neil Gaiman'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-5525504839796064910</id><published>2008-06-26T00:24:00.003-03:00</published><updated>2008-06-26T01:11:16.097-03:00</updated><title type='text'>Conto - Inadequação</title><content type='html'>O silêncio estava incomodando os dois homens. Buscando quebrar o gelo, o jovem lançou a primeira frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... E então, o que o senhor acha da economia do país? Não é uma vergonha como esses caras do ministério tratam a inflação?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, em uniforme azul, deixou de mexer com a sua chave inglesa, saiu debaixo da pia e olhou com um pouco de desdém para o jovem de camisa azul, gravata vermelha, mangas arregaçadas acima dos cotovelos, calças sociais e muita água nos sapatos e nas roupas. K se deu conta que não era somente a água de um cano estourado estragando seus sapatos italianos que o deixara embaraçado naquela hora. Percebendo o desconforto, o encanador sorriu, timidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dotô, sô humilde. Essas coisas de economia... De inflação... Eu num sei nada não! Desculpa, mas só vou conseguir ovir o sinhô... Num garanto que eu vá sabê respondê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem se virou novamente para a sua atividade, enquanto assobiava uma música pouco familiar. O jovem tentou balbuciar algumas palavras, mas não conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K se deu conta que tinha um problema em mãos, e que talvez fosse um daqueles problemas insolúveis que o incomodava e comia pelo menos três horas da madrugada antes dele dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua carreira até então tinha sido brilhante. As escolas mais caras que o dinheiro de seus pais podia pagar. Intercâmbios, escolas de línguas, cursos de produção artística, escola de culinária, treinamento clássico em violoncelo, filmes alternativos: aos 22, já havia experimentado mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;haute culture&lt;/span&gt; do que a sua cidade inteira. A jóia maior da coroa, porém, era o seu recém-adquirido Ph. D. em ciências sociais por uma das universidades mais prestigiadas do mundo: K era um dos poucos homens de sua idade que dominava com extrema maestria as artes de se compreender porquê o mundo se encontra do jeito que está. Sua formação acadêmica ainda fora enriquecida por mais estudos em línguas, artes e filosofia: com uma facilidade que envergonhava a muitos de seus professores, K conseguia citar em um diálogo comum pelo menos seis filósofos e homens da arte diferentes, sendo que normalmente ele o fazia em uma das oito línguas diferentes que dominava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, toda a sua formação em alta cultura não o ensinou que, quando um cano estoura na sua casa, a primeira coisa que você faz é fechar o registro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda, seu doutorado não o ajudava em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nenhum&lt;/span&gt; ponto a comunicar-se de forma informal com aquele homem que insistia em lhe mostrar o cofrinho quando se abaixava para trabalhar. Aquele homem comum era muito mais misterioso do que qualquer sistema político que ele tinha visto antes; o jovem lidava com ele tal qual o antropólogo lida com uma tribo indígena que nunca viu o homem branco antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K tentou mais duas vezes. O homem parecia não estar muito interessado em museus, e&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;o último filme que ele havia visto era um daqueles filmes que ele fora ensinado a desprezar na faculdade por não possuírem valor artístico real. Planejou algumas possíveis conversas em sua mente, mas sabia que seria em vão: a falta de assuntos em comum com aquele homem lhe envergonhava, lhe massacrava por dentro. Só teve sucesso em estabelecer um diálogo quando o homem terminou o serviço e pediu o pagamento em cheque ou dinheiro, e K perguntou a ele se ele preferia notas grandes ou pequenas e se queria um pouco de chá gelado antes de ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a ida do encanador, o jovem ficou olhando para a pia recém-consertada por um bom tempo. Lembrou-se do cofrinho daquele profissional liberal, e de sua completa inabilidade de ter um contato um pouco menos formal com ele. Tomou um banho, deitou-se e se deixou paralisar-se e perder-se na completa falta de empatia e proximidade com os humanos que só uma formação intelectual focada em conhecer e se aproximar dos humanos pôde lhe dar.&lt;br /&gt;===============&lt;br /&gt;História muito mais real do que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialmente para quem estuda humanas.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-5525504839796064910?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/5525504839796064910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=5525504839796064910&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5525504839796064910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5525504839796064910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/06/conto-inadequao.html' title='Conto - Inadequação'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-8976194129934302750</id><published>2008-05-25T01:02:00.000-03:00</published><updated>2008-05-25T01:03:11.831-03:00</updated><title type='text'>Babaquice</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.oneplusyou.com/bb/booze" style="color: #8A7A70; text-decoration: none; display: block; width: 158px; height: 94px; padding-left: 65px; padding-top: 128px; background: url(http://www.oneplusyou.com/q/img/bb_badges/booze.jpg) no-repeat; font-family: Times New Roman, sans-serif; font-size: 30px; font-weight: bold;"&gt;97%&lt;span style="display: block; font-size: 12px; font-weight: normal; font-family: Arial;"&gt;ALCOHOLIC&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;OnePlusYou &lt;a href="http://www.oneplusyou.com/q"&gt;Quizzes and Widgets&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora isso aqui virou um blog fútil de verdade mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-8976194129934302750?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/8976194129934302750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=8976194129934302750&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8976194129934302750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8976194129934302750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/05/babaquice.html' title='Babaquice'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-3853044770620061536</id><published>2008-05-17T12:44:00.008-03:00</published><updated>2008-05-22T14:04:05.051-03:00</updated><title type='text'>Digressão pós-almoço</title><content type='html'>Comendo minha sobremesa do almoço, refleti um pouco sobre um ditado que tem muito a ver com ela: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a vida é uma caixa de chocolates&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que minha vida não seja uma caixa Nestlé - apesar de ter só uns três ou quatro tipos de chocolate que realmente gosto, normalmente consigo acabar com uma inteira em dois ou três dias. Convertendo a metáfora em análise um pouco mais dura, a minha vida seria cheia de coisas ruins que devoro junto com as boas sem nem me preocupar, não parando muito pra apreciar a ruindade ou prazer de cada situação com um pouco mais de atenção. Pior do que não apreciar as singularidades de cada situação, só o fato que elas acabam muito rápido, já que costumo comer os bombons em pares e em intervalos de três ou quatro horas. Duas, quando me sinto especialmente aventuroso (ou quando o vício por açúcar bate muito forte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora que eu não quero que minha vida amorosa seja, sei lá, parecida com um Prestígio. A idéia de ter côco ralado e seco permeando minhas poucas desventuras atrás de mulher não me agrada nem um pouco.&lt;br /&gt;==================&lt;br /&gt;Aniversário chegando. 22 anos nas costas se aproximando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que mais choca com a celebração da minha aproximação da morte é a constatação que a galera nascida em 90 e 91 está entrando na faculdade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;agora&lt;/span&gt;. Quando bem me lembro, eram os moleques chorões e meio bobos que sempre davam um jeito de cagar a diversão da galera com alguma atitude que considerávamos infantil, apesar de praticarmos as mesmas coisas com muito mais elegância e discrição quando em público - normalmente reveladas com grande revolta com um inocente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas ele também faz e ninguém chama ele de criança ou chorão!&lt;/span&gt;. E isso não tinha a ver com a idade - seja fodendo o as brincadeiras de criança por não quererem seguir regras, seja vomitando e pagando mico em alguma festa de 15 anos em que decidiram começar a beber na ocasião, esse povo era a galerinha infantil, porém divertida, que você sempre via como os irmãozinhos mais novos que nunca cresceriam e não parariam de te pentelhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tão entrando na faculdade, prontos pra fazer a mesma quantidade de merda que qualquer um faz na graduação. Em poucas palavras, começaram a trilhar o caminho do fim da adolescência, que (todo mundo espera, mas nem sempre na prática ocorre) os levará à maturação e os transformará em adultos funcionais e, quem sabe, prontos pra encarar a vida sem o miguxismo e a atitude mimada típicos dos anos de juventude da atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marcos da passagem do tempo que levam à consciiência do fim da juventude são tão variados que fico até bobo de ver. Pra alguns, é o primeiro emprego sério pós-colegial; pra outros, é o fim quase que certo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pai&lt;/span&gt;trocínio. E, é claro, sempre tem aquele cara estranho que vê num ato levemente trivial e que não deveria ser nada de mais a comprovação que ele começou a ficar velho: gosto de pensar que isso torna gente assim muito mais interessante, mas a maior parte das pessoas só dá uma risadinha de desdém e fala "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas esse cara é uma figura mesmo!&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, pelo menos estou confortável na minha estranheza e todo mundo se diverte com ela.&lt;br /&gt;==================&lt;br /&gt;Tem uma bela parábola em algum mangá que vi por aí (não tenho certeza se é Vagabond ou Berserk, e não estou muito afoito para correr atrás com mais atenção), que reproduzo aqui porque deu vontade e, meio que esperadamente, tem a ver com algumas coisas que tenho passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fala sobre um macaco que enxerga o reflexo da lua na água, acha a imagem muito bonita e tenta (em vão) pegar o reflexo com as mãos para tê-la para si. Somente após fazer alguma cagada, cair na água, olhar para cima e provavelmente pegar gripe é que o símio se dá conta que, na verdade, a lua está no céu, muito mais bonita e lívida do que o reflexo. Não apenas isso, mas ele se dá conta que toda aquela beleza está infinitamente longe de seu alcance; algo que provavelmente ele só atingirá de forma simbólica quando seus filhos cruzarem por gerações o suficiente para se tornarem humanos capazes de fazerem foguetes e naves capazes de vencer a gravidade da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resignado, o macaco desencana da lua, e até mesmo de seu reflexo: em uma jogada extremamente objetivista a la Ayn Rand, ele não enxerga beleza e nem tem interesse naquilo que nunca poderá alcançar e que, portanto, não lhe concederá a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando um pouco a análise filosófica espanta-leitores de lado, me sinto um pouco como o macaco em um momento bem específico da trajetória dele - no exato momento em que ele está pra cair na água e, nem um pouco graciosamente, gira no ar e vê a lua em toda a sua beleza e distância absurda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que ao invés da lua, é a vida após terminar a graduação que surge refletida na água e pairando no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto positivo é que as idéias pro foguete pra tentar chegar a um objetivo que parece inalcançável tão tomando alguma forma. Só preciso de referências bibliográficas pra dar algum corpo a esse projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez as 2967 mil citações vindas de uma centena de obras distintas que um bom projeto de mestrado exige também sejam necessárias. Engraçado como pra provar que o que você está escrevendo é novo e merece financiamento, você precisa fincar enormemente os pés num passado que dá a entender que engolirá a sua produção num piscar de olhos...&lt;br /&gt;==================&lt;br /&gt;Bom, é isso aí. See you, space cowboy!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-3853044770620061536?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/3853044770620061536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=3853044770620061536&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3853044770620061536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3853044770620061536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/05/digresso-ps-almoo.html' title='Digressão pós-almoço'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-8901638073817092377</id><published>2008-05-05T22:40:00.004-03:00</published><updated>2008-05-06T22:03:23.967-03:00</updated><title type='text'>Uma Descrição Dramática do Meu Feriado</title><content type='html'>Decidi sentar-me para preparar-se psicologicamente para um encontro ao qual eu não estava exatamente preparado, mas que eu não mais poderia evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminei a preparação, vislumbrei aquela que seria a outra parte do encontro - sendo ela também o grande motivo pelo qual este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rendez-vous&lt;/span&gt; ocorreria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando muitas coisas se sucederam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, a intuição. Aquela intuição que não ocorre frequentemente conosco, e sabemos que será marcante por um bom tempo graças à sua própria natureza de atipicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, um sentimento que tomou todo o meu corpo e levou-o a corar e aquecer-se ardentemente de súbito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, as pernas bambas, como se o chão tivesse sumido e a única maneira de manter o equilíbrio fosse balançar as pernas de um jeito meio patético de momento em momento. Uma reação meio incomum, mas até esperada, de quando o sentimento sobe à cabeça e espalha-se por todo o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça encheu-se de sentimentos confusos até então, tonteada e nauseada pelo fluxo deles sendo criados, destruídos e ressurgindo das cinzas a cada segundo, todos com um mesmo tema em comum. Isso gerou uma tonteira, uma euforia, que impedia o pensamento racional e deixava o movimento já prejudicado pelas pernas bambas ainda pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A movimentação desengonçada. A aproximação. Os atos e reflexões necessárias. A tomada de consciência da real natureza da percepção inicial. E então, a angústia e a fúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando vieram as dores. Dores pelo corpo todo - olhos, braços, abdômen, costas. Mas, especialmente, na mente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que me castiga assim?!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não fiz nada de errado!&lt;/span&gt;, pensava, sempre que sentia a flagelação ininterrupta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre uma sessão de dores e outra, aplacava a minha dor com drogas. O alívio delas era efêmero, somente atenuando o sofrimento entre um rompante de dor insuportável e outro e dando a leve sensação que tudo iria ficar pior se os químicos continuassem a invadir minha corrente sangüínea. Mas eu não podia largá-las. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem sabe&lt;/span&gt;, eu pensava, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;elas me façam esquecer. &lt;/span&gt;Alternava as drogas e as dores com uma alimentação descuidada e longas sessões de sono, que invariavelmente terminavam de modo abrupto e só pioravam as dores que se seguiam após o despertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tormento iniciou-se na manhã do feriado. Foram mais de noventa horas de sofrimento quase ininterrupto, drogas de tempo em tempo, noites mal-dormidas e uma mente que funcionou loucamente quase todo o tempo. Mas, em algum momento lá pela septuagésima-nona hora, as dores se tornaram um pouco menos severas. Gradualmente, elas começaram a suavizar-se. Seria pena de mim? Ou seria apenas uma pequena provocação antes de uma sessão ainda maior e cruel de flagelos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente da razão para tal, após algum tempo, as dores se foram, como se a fonte delas tivesse sido ignorada por mim e decidiu-se retirar, desgostosa, em retaliação à minha pequena demonstração de desprezo dedicada a ela. Mas apenas as do corpo - as feridas da minha mente persistem, e continuam existindo enquanto chagas que recusam-se a cicatrizar. Resisto como posso, mas as drogas nunca pareceram tão sedutoras quanto então...&lt;br /&gt;===================&lt;br /&gt;INTERLÚDIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não me encontrei com uma garota que eu não gosto muito; não me apaixonei subitamente por ela e tive os sintomas que causam maior embaraço social quando a paixonite atinge-nos; não descobri que a menina era uma sado-masoquista incansável, que me deu porrada o feriado inteiro até eu perder o apetite e começar a dormir mal;  não fui obrigado a usar tóchico pesado pra suportar a dor física ou atenuar o crescimento da loucura que se relacionar com uma mulher dessas traz; essa mulher não foi embora do nada da minha vida após a tortura dela se tornar um nada pra mim e definitivamente não&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt; fiquei (mais) dodói da cabeça a ponto de ter drogas como o ponto de equilíbrio de uma sanidade em frangalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuem lendo para descobrirem a real natureza desse depoimento trágico e patologicamente obcecado pela dor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aviso - continuar a leitura pode acabar com toda a boa impressão que você pode ter criado com a leitura desse texto, assim como você pode achar o autor um tremendo idiota por dramatizar dessa forma um fato que nem é tão dramatizável assim, se você for ver bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;===================&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Versão simples, direta e sem chororô&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui estudar estatística (já que tinha prova dali a alguns dias) na quinta, e tava procurando a apostila. Pouco depois de achar a maldita, me senti um pouco tonto, e uma dorzinha de cabeça surgiu na parte de trás da cabeça. A febre veio uns 10 minutos depois. Mais ou menos uma hora depois, começou a desgraça total: tonteira e pernas bambas, dois sintomas que te deixam se locomovendo com a finesse de um orangotango manco acima do peso; febre estável nos 39°; uma dor de cabeça colossal acompanhada por dor no corpo todo. A dor nos olhos, em especial, me torrou a paciência: eu não podia nem virá-los sem que eles doessem, como em protesto por eu tê-los virado sem pedir autorização antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra poder manter uma existência minimamente sã e livre de resmungos mal-humorados a cada segundo, comecei a tomar remédios - em especial, aspirina. Eles funcionavam por umas horas (que eu normalmente usava pra cochilar), e toda essa carreada de sintomas voltava, como se nada tivesse acontecido. Eu tinha perdido o apetite como um dos mágicos efeitos do estômago doer toda hora, e não podia ficar tomando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mais&lt;/span&gt; remédio por causa do já combalido fígado, que estava fazendo hora extra graças à virose; a única opção de acelerar a cura da doença, além de tomar uma aspirina a cada doze horas e se encher com o máximo de água possível, era dormir feito um doente. E foi o que fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelo terceiro dia fiquei melhor, e decidi sair um pouco de casa após gastar dois dias mofando sob as cobertas. Os sintomas voltaram duas horas após sair de casa. E dá-lhe ir pra casa do amigo tomar mais remédio e relaxar mais um pouco. Voltei ao esqueminha comer mal, passar mal e dormir, resignado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto dia, alguns sintomas já tinham sumido em definitivo, como a febre e a tonteira. Ao fim do dia, só tinha sobrado uma dor-de-cabeça destruidora, que durou até hoje de manhã e me fez cogitar o uso contínuo de aspirina via injeções aplicadas a cada hora - tava meio insuportável depois de um tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso aí - eu fiquei doentaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não obstante ficar doentaço, decidi exercer o meu lado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;drama queen&lt;/span&gt; e decidi descrever do jeito mais exagerado e literário possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Sim, eu não sou muito normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-8901638073817092377?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/8901638073817092377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=8901638073817092377&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8901638073817092377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/8901638073817092377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/05/uma-descrio-dramtica-do-meu-feriado.html' title='Uma Descrição Dramática do Meu Feriado'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-5248012962674283015</id><published>2008-04-15T21:19:00.003-03:00</published><updated>2008-04-15T23:18:48.542-03:00</updated><title type='text'>Conto - Alívio</title><content type='html'>Trabalho num escritório grande de contabilidade de uma empresa por aí. Fica bem perto de meu apartamento; posso ir a pé em menos de meia hora até o local de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dia, antes do trabalho, fui comprar alguns cigarros na padaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha a marca de sempre; fui obrigado a me virar com aquela que o balconista recomendou (leia-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;praticamente me empurrou-a goela abaixo&lt;/span&gt;). Meio de mau humor por esse pequeno imprevisto, paguei pelo maço com uma nota de dois e algumas moedas e enfiei-o no bolso da calça sem perder muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para o trabalho, reparei no vizinho marcando alguma coisa nos vários papeizinhos da Lotérica, e então gastando uma pequena fortuna nos bilhetes que preenchera. Era um ritual que me lembro de ver desde que o escritório mudou-se para a avenida e eu comecei ir a pé até ele; ao que parece, essa era a única oportunidade que o velho aposentado e desprovido de qualquer contato humano mais íntimo tinha para conseguir alguma emoção e atenção nessa fase de sua vida - ele tinha que preencher e comprar bilhetes de loto para conseguir ter algum assunto pra conversar com o caixa e com os outros apostadores, as poucas pessoas além do padeiro que davam alguma importância à sua existência. Me lembro até hoje do comentário que atravessou a minha mente quando ouvi a história completa: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pobre velho, queimando esperança dessa maneira só pra fugir de um problema que ele não quer encarar de frente, e aliviar-se com a grande mentira que é a loto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não senti pena no meu comentário. Era um pouco de nojo. Desprezo, talvez, represente melhor o sentimento daquele momento. Fugas da realidade tão explícitas e descaradas assim costumam atrair esse sentimento em qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei, e o escritório estava passando por duas situações inusitadas. O chefe havia sido acusado com provas irrefutáveis de pedofilia e assédio sexual, estando no limite de cometer resistência à prisão enquanto fingia que estava ligando para seu advogado no celular; no outro lado do escritório, agentes da Polícia Federal recolhiam computadores - entre eles, o meu - que, graças à falta de encriptação de dados em relação aos documentos, iriam mostrar que ultimamente tínhamos utilizado algumas contas da empresa para lavar dinheiro de alguns de nossos... Beneficiários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritório virou um desastre quando o chefe decidiu pegar a arma que escondia na gaveta do escritório e atirar na própria cabeça. Ficou ainda pior quando dois de nossos colegas de trabalho mais próximos a nossos..."clientes" decidiram que os policiais carregando computadores deviam ser utilizados como aquilo que eles mais pareciam na hora: alvos indefesos contra armas contrabandeadas de Israel. Pessoas começaram a gritar, correr, chorar, se jogar no chão, sangrar, suar, clamar por alguma entidade que muito provavelmente não as salvaria naquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri para o banheiro. Anos e anos fazendo isso durante o colégio me tornaram um especialista nisso - depois de um tempo, a associação entre "perigo" e "correr pro banheiro" se torna praticamente pavloviana. Nesse caso, detectei o perigo logo após a decisão do chefe de decorar seu cubículo com vermelho-sangue adornado com restos de osso e miolo, e decidi correr pro banheiro antes que o rapaz da Soluções Logísticas puxasse uma pistola sabe-se-lá-de-onde e começasse a atirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No movimento mais rápido que pratiquei em toda a minha vida, abri a porta e entrei. Em um só movimento, bati a porta com força e tranquei-a. Joguei minhas costas contra ela, e usei meu corpo para não forçarem a entrada no meu recém-estabelecido santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava nervoso. Precisava agir logo, ou então eu seria o próximo a ter um diploma forçado de decoração de interiores com ênfase em pedaços humanos na parede. Não conseguia pensar direito. Sentei no chão, exausto com todo o esforço dispendido no último minuto, e senti algo duro picando a minha bunda. Era o maço de cigarros (mais especificamente, suas quinas pontudas) me relembrando de sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei os fósforos no bolso da frente e o maço do bolso de trás. Pude examinar, pela primeira vez, o produto que o balconista da padaria praticamente me implorou para comprar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cigarros Esperança?! Mas que diabo...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tive muito tempo pra elaborar comentários sarcásticos acerca desse nome, como manda a norma de se fazer piadas ruins em situações extremas que envolvem ação com armas. Acendi e terminei um, dois, três, quatro, cinco cigarros em quinze minutos graças ao nervosismo, medo e ansiedade meio extremos. Em meio ao barato do tabaco tostado, em meio à zonzeira vinda da falta de ar proporcionada pelo consumo de cinco cigarros em um período de tempo anormal, em meio ao PORRA EU TAVA PRA MORRER NAQUELA MERDA E NEM ERAM DEZ DA MANHÃ AINDA da adrenalina circulando no meu sangue, eu simplesmente decidi deitar, sentir o frio dos azulejos e viajar no movimento giratório das luzes brancas e halógenas do banheiro enquanto o sexto palitinho de câncer queimava devagar no canto da minha boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto apreciava o gelado agradável dos azulejos fedendo a mijo e nicotina, ouvi a voz do velho da loteria em algum canto.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Pobre moleque, queimando Esperança dessa maneira só pra fugir de um problema que ele não quer encarar de frente, e aliviar-se dele com uma grande mentira que é a invencibilidade garantida àqueles que se refugiam no banheiro e fumam compulsivamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti meio patético quando o velho terminou de demonstrar seu desgosto por mim. A última parte soou especialmente forçada e carregada com um sarcasmo de tal ordem que me deu vontade de socar o queixo daquele maldito enrugado, porque não apenas ela era meio absurda, como foi dita em um tom muito paternal. Era como se alguém com a voz do Bob Esponja anunciasse que você tem câncer; o tom errado para uma informação tenebrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não sei. Decidi abraçar a mentira naquele momento e deixar o velho e o teto giratório luminoso pra lá. Ela era suficientemente confortável e satisfatória até alguém resolver toda aquela treta lá fora ou até minhas entranhas virarem material alternativo de pintura, o que viesse primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era a primeira vez que eu me abraçava a uma mentira pra não ter de encarar uma realidade terrível, e nem seria a última. Também não era algo que só eu fazia - era algo que todos nós fazemos e, na maior parte do tempo nem percebemos. Pra mim, as "belas mentiras" começavam nos cigarros, e eu nem ao menos sabia onde elas terminavam - com certeza, não era na invencibilidade garantida quando eu me refugiava dos meus problemas num banheiro qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro muito bem de como saí dessa treta sem nenhum ferimento muito grave; porém, me lembrarei por um bom tempo do falso alívio concedido por azulejos meio sujos acompanhados por cigarros terrivelmente ruins e de nomes muito suspeitos durante períodos de imortalidade no banheiro do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três belas mentiras, três belas escapadas da realidade, em um só dia; eu já não precisava de mais nada. Talvez de um seguro de vida e imunidade a violência randômica, mas isso eu supero fácil.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-5248012962674283015?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/5248012962674283015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=5248012962674283015&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5248012962674283015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5248012962674283015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/04/conto-alvio.html' title='Conto - Alívio'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-5603905473097005131</id><published>2008-04-07T22:24:00.008-03:00</published><updated>2008-04-07T23:58:25.479-03:00</updated><title type='text'>Minha Relação com Livros</title><content type='html'>Estive na aula de francês e tive um insight durante uma das inúmeras digressões que uma turma meio dispersa e uma professora disposta a conversar sobre quase tudo acabam fazendo naturalmente. O tema, no caso, era sobre livros - mais especificamente, sobre o estado deles agora e o futuro deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que tenho problemas com livros quando comecei a falar uma mistura escrota de francês e português quando fui descrever o porquê de achar que a leitura na forma de livros é infinitamente superior do que ficar olhando essa luminária composta de cristal líquido que a ciência chama de "monitor de LCD". Não vou me lembrar muito bem o que eu disse, mas foi mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Professora, em tom normal: &lt;/span&gt;J'aime bien les livres, parce que lire dans l'ordinateur m'ennerve!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Flávio, em tom jocoso: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Et je les aime parce que tu ne peux pas dormir et embrasser l'ordinateur pendant la lecture! *Risos*&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;no que eu chamo de "exasperação positiva" por não saber um belo sinônimo para tal estado de espírito, e falando em tom apaixonado: &lt;/span&gt;J'aime les livres parce que l'experience de les lire n'est pas égal à autre chose que je connais... Le &lt;span style="font-style: italic;"&gt;toque &lt;/span&gt;des pages... Le &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cheiro... &lt;/span&gt;Le &lt;span style="font-style: italic;"&gt;baru..&lt;/span&gt; ehr, bruit des pages..."&lt;br /&gt;*Risadas e comentários engraçadinhos ao fundo sobre a mistura linguística*&lt;br /&gt;*Som da vergonha entrando na sala e sentando-se ao meu lado*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tradução porca e devidamente localizada da minha fala: "Eu gosto dos livros porque a experiência de lê-los é muito diferente de qualquer outra coisa que já fiz. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;touch &lt;/span&gt;das páginas... O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;smell&lt;/span&gt;.. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;noi&lt;/span&gt;... ehr, barulho das páginas...")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, há algum problema com você quando, ao falar bem de algo, você parece estar falando de sexo ou de membros do sexo que te atrai caso se troque o sujeito/objeto das sentenças em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a verdade é: eu realmente sou meio doente por livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que livros são brinquedos fantásticos. A começar pelo aspecto técnico deles, tipo a gramatura do papel, as fontes utilizadas para escrever e as diferentes maneiras de se fazer a capa: todos esses detalhes geram livros totalmente diferentes uns dos outros. O cheiro muda, o peso muda, a sensação ao toque muda, o barulho ao virar as páginas muda, o som oco que soa quando o livro cai muda: muita gente não nota, mas livros são experiências sensoriais muito interessantes e que apelam pra quase todos os sentidos - todos eles, caso alguém mais apaixonado goste de mascar pequenos pedaços de romances e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora o conteúdo - excelente para solucionar uma porrada de coisas. Normalmente, reflexão e fuga são os motivos de maior sucesso para ler um livro - pelo menos para mim. Livros são excelentes refúgios da vida real; quando se está lendo em público, muitos poucos vão te incomodar e você pode mergulhar sem muitos problemas em histórias que vão te fazer perceber que o mundo é bonito; ou o completo oposto; ou então vão te aplacar um pouco de dor e frustração que não se consegue resolver na vida real mas que são convenientemente esquecidos por alguns momentos graças a um adevogado meio cínico escrevendo autobiografias após ter morrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa minha relação com os livros data lá dos 13 ou 14 anos, quando percebi que ser um excluído social meio que limitava seus contatos com a dita "vida real" na maior parte das vezes a frustração, rejeição, backstabbing e preconceito muitas vezes estabelecidos por regras sociais imbecis que datam da terceira ou quarta série do primário, e você acaba partindo para atividades que te isolem do contato social normalmente doloroso - as mais clássicas e comuns sendo quadrinhos, livros, filmes, videogame e computador. Acabei me focando em todas elas, mas os livros pareceram as menos perdedoras e mais recompensadoras dentre elas. São as que mais gosto, ao menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgindo inicialmente como pontos de fuga, lazer e aprendizado, livros acabaram por funcionar como um trampolim para interações sociais um pouco mais inteligentes e recompensadoras do que o esquema baladinha-catar todas-música eletrônica ruim-se drogar para se afirmar perante os amigos. Acabaram por me dar um pouco de prazer no estudo, o que caiu como uma luva no meio academicuzão em que vivo. Me introduziram a alguns amigos e situações sociais que me ensinaram que a mínima parcela da sociedade que não é filha-da-puta vale &lt;span style="font-style: italic;"&gt;muito&lt;/span&gt; a pena de se conviver. E me deram conversa também para não ser só mais um nerd chato que só sabe falar de desenho animado, videogame e filme que ninguém nunca ouviu falar. Meio que consertaram a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, livros são coisas fascinantes que podem te conceder muito mais do que se propõem a dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;!&gt; ALERTA: COMENTÁRIO BREGA E DE TOM ROMÂNTICO ABAIXO &lt;!&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que com as mulheres não basta você abrir, ouvir o barulho das páginas, sentir a gramatura entre o polegar e o indicador e ler o prefácio para que elas gostem de você tão facilmente quanto você gosta delas após você fazer essas atividades. Uma pena. :(&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-5603905473097005131?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/5603905473097005131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=5603905473097005131&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5603905473097005131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5603905473097005131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/04/minha-relao-com-livros.html' title='Minha Relação com Livros'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-4719224294710080948</id><published>2008-03-28T12:16:00.006-03:00</published><updated>2008-03-28T14:37:34.112-03:00</updated><title type='text'>Conto - Acidental</title><content type='html'>ELE ACORDOU em uma cama que não lhe pertencia, o que lhe causou um incômodo um tanto grande e rendeu dois segundos de olhos esbugalhados e uma cara de espanto de tal maneira que, caso documentada na forma de fotos, renderia mais um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meme&lt;/span&gt;, mais uma foto para a coleção de fotos engraçadas que as pessoas mandam para as outras por email e mais uma pseudocelebridade internética que teria direito de dizer em algum programa de variedades como aquela foto arruinou mais uma vida social já combalida. A cama e o quarto estranhos incomodavam não por causa de alguma amnésia entorpecente que o levou a lugares desconhecidos que ele provavelmente lamentaria ter desbravado; isso o incomovada porque nos segundos finais de sono antes de sua consciência emergir de mais algum sonho onde ele morria de formas bizarras (desta vez fora uma chuva de patos flamejantes), ela formava a imagem mental de seu quarto, preparando-o para um despertar que ele já havia experimentado desde que ganhara um quarto só seu quando o irmão mais velho foi embora da casa dos pais. A sensação sempre era a mesma: um conforto de saber que durante o sono, nada mudou no mundo além da claridade que entrava pelo corredor. Um conforto... conservador, por assim dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a esse atípico funcionar de sua mente, acordar em uma cama que não lhe pertencia era como a velha e gasta metáfora do gato por lebre; era começar o dia com uma pequena decepção causada por uma mente que lhe promete algo mas sentidos que lhe dão algo bem diferente do prometido. Isso o irritou um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Averiguar o resto do quarto não melhorou muito isso. Talvez pela mente ainda nublada pelo Estranho Mundo de Jack Daniels, talvez pelo cheiro de patchouli que despertava e chamava à liberdade coisas que ele gostaria que não saíssem de onde estavam (mais exatamente, do estômago e da vesícula biliar) ou talvez pelo caleidoscópio nauseante composto por bichinhos de pelúcia, pôsteres de bandas que ele nunca ouviu falar, pequenas esculturas de cristal e o reflexo da tevê incididos pelos raios de sol, mas tudo naquele quarto lhe parecia um excelente material para o que, no jargão dos especialistas, se chama de incêndio criminoso causado por motivações que, guardadas as devidas proporções, podem ser chamadas de loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua irritação cresceu mais um pouco, e aumentou para níveis perceptíveis por qualquer um quando ele percebeu que estava atrasado para o obrigatório almoço corporativo com o resto da empresa - uma daquelas políticas empresariais que deveriam agregar mais os funcionários, mas cujo único efeito prático e perceptível era reunir a maior quantidade de pessoas dispostas a rir das piadas mais sem-graça do universo. Não aparecer significava ter de ouvir, no dia seguinte ao almoço, um pequeno sermão da autoria do chefe sobre como a empresa ruiria caso ninguém socializasse com o resto da empresa rindo das piadas sem-graça do chefe enquanto come sushino dia seguinte ao almoço; seria a oitava ou nona vez que ele ouviria isso em sua meteórica carreira como estagiário em regime de semi-escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irritação teve uma pausa quando algo se mexeu do seu lado na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma garota que fazia o seu tipo - um tipo de garota que felizmente aparecera em lotes enormes com a paradoxal emergência do estilo alternativo para fora do círculo alternativo:&lt;br /&gt;pálida, rosto com traços finos, cabelos curtos, lisos e extremamente escuros, mechas de um vermelho meio desbotado, um pouco mais magra do que o normal. Provavelmente os óculos de aro grosso estavam caídos sob a cama durante o frenético despir do pré-sexo, juntamente com as peças de roupa de padrão listrado-em-preto-e-branco. Enfim, ele era um cara que gostava das meninas um pouco... estranhas para o padrão de beleza vigente. Normalmente eram elas que conseguiam aliar o papo-furado metafísico que denotava inteligência sem muito pedantismo com beleza em quantidade suficiente para não despertar ciumeiras desnecessárias ou apelidos maldosos como "pantufa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tentava se lembrar do trajeto que o levou a conhecê-la naquela festa depois da aula e que deu tão certo que ela o levou para testar o colchão do quarto dela, mas não conseguia. E isso o irritou um pouco mais - ser capaz de relembrar fatos ruins e/ou patéticos é algo ruim, mas não conseguir se lembrar normalmente indicava que o Estranho Mundo de Jack Daniels muito provavelmente rendeu algumas presepadas que serão comentadas a sussurros no próximo intervalo das aulas da faculdade, uma possibilidade que era desesperadora e enervante ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua concentração só conseguia recuperar migalhas. Mas depois de um tempo à cata delas, seriam migalhas o suficiente para avaliar se aquilo que começou com uma anedota sobre Derrida teve um final feliz que será contado aos amigos nos próximos dias; ou o faria bater o recorde de velocidade em vestir roupas, inventar uma desculpa, sair correndo de uma casa desconhecida e entrar naqueles dias que temos um desejo assassino impossível de se deter sem envolver mortes ou quantidades absurdas de álcool ou comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilha de migalhas o levou a relembrar de alguma coisa envolvendo ele e coreografias não muito saudáveis para a imagem que alguém quer manter de sério. Levou também a diálogos nublados com pessoas que ele lembrará prontamente do rosto, mas terá sérias dificuldades para lembrar o nome e causará alguns momentos de constrangimento para as duas partes. Isso também aconteceu com a garota que dormia ao seu lado; em relação a ela, ainda houve uma pequena odisséia para convencê-la que ele não estava querendo somente levá-la para a cama com chavecos intelectualizados (o que não estava muito distante da verdade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso o irritava profundamente. Ele precisaria de um drinque para nublar a real gravidade disso tudo em sua cabeça. Mas primeiro, precisaria achar suas calças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, ele cometeu o erro de olhar mais uma vez para a esquerda e perder alguns minutos vendo-a brigar com o cobertor enquanto tentava coçar o rosto esfregando-o no travesseiro. Não era muito diferente de uma criança de sono agitado. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pelo menos ela não puxa tudo só pra ela&lt;/span&gt;, pensou. Tudo pareceu meio estranho por um momento: provavelmente a vida dele estava um caos e exigia soluções imediatas, mas lá estava ele observando uma garota que provavelmente causava hematomas em noites de sono mais agitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entender muito o porquê, ele decidiu se deitar novamente e abraçar aquela garota. Ela sorriu, enquanto o sono ficava ainda melhor com aquela pequena dose de calor humano. Ele sorriu, em um abraço que pausou a sua vida por alguns segundos e o deixou experimentar por algum tempo uma pequena dose de paixão. Nada mais importava no momento; a verdadeira felicidade estava ali, naquela cama que era um pouco pequena para os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas ficaram um pouco preocupantes quando ele não conseguiu disfarçar muito bem o fato que ele havia esquecido o nome de sua amada.&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;Bom, sei lá, opinem. Tá brega pra caralho, mas eu tava querendo escrever um conto já fazia algum tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-4719224294710080948?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/4719224294710080948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=4719224294710080948&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4719224294710080948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4719224294710080948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/03/conto-acidental.html' title='Conto - Acidental'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-4868012869941983436</id><published>2008-03-08T13:41:00.006-03:00</published><updated>2008-03-08T14:06:45.616-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diário de viagem'/><title type='text'>Relato de Viagem - Dia 99</title><content type='html'>Apos muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito tempo sem escrever, trago algumas ironias poeticas que essa viagem me proporcionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A primeira delas vem de um dos periodos de depressao durante a estadia em Newport. Eu, meu irmao e Ferrari Gonzales estavamos esperando um onibus apos nos darmos conta que estavamos num desagradavel estado de semi-desemprego, o que indicava que nao poderiamos fazer muito do que gostariamos gracas a falta de trabalho e, subsequentemente, falta de dinheiro. Apos quase uma hora passar sem o onibus vir, o onibus que nao queriamos passa pela terceira vez, com uma placa "You're a Loser" afixada em sua traseira enquanto discutiamos como que a nossa vida estava uma merda, e como o onibus nao vir soh aprofundava toda a fodidez dessa situacao. (a placa, como jah sabiamos, fazia parte de uma campanha contra a humilhacao e violencia domestica. Meio ofensiva, mas deve funcionar bem.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti um pouco de vontade de destruir coisas furiosamente no momento, confesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demos risada pra caralho, porem, porque era uma piada situacional boa demais para se desperdicar com furia e frustracao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A segunda se inicia no Inferno Branco que Lembra Silent Hill, vulgo Vermont. Puta chuva do caralho, junto com neve e gelo caindo do ceu. Em uma comparacao totalmente desnecessaria, era como se Deus estivesse limpando o Freezer de casa com uma espatula, com todo o gelo e o caralho caindo sobre nos, pobres mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, eu e meu irmao estavamos FORA de casa, esperando o onibus. Toda a agua e gelo encharcaram nossas botas, meias, calcas e ceroulas. Desnecessario dizer, comecamos a amaldicoar esse pais, o seu tempo, as pessoas que nos enviaram a Vermont para trabalharmos, enfim, tudo. Um ponto constante dessas criticas a realidade era o fato que nesse pais, somente os estrangeiros pareciam ser gentis e afeitos a atos de bondade aleatoria para com pessoas totalmente estranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apos uma montanha de criticas, uma velhinha para no acostamento, e nos oferece carona ate o lugar onde desceriamos do onibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento, tive um pouco de esperanca no povo americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse momento de esperanca sumiu quando eu vi que tinha que limpar os carros do povo americano, que basicamente tratam seus automoveis como lixeiras e cinzeiros gigantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O ultimo momento de ironia poetica ocorreu ha dois dias atras, indo para o trabalho. Com a primavera vindo, todo o gelo e neve comecaram a derreter, dando lugar ao verde e a um sol de primavera relativamente agradavel. O clima comecara a ficar melhor, e esse lugar comecou a ficar bonito. Vermont deixou de ser o Inferno Branco que Lembra Silent Hill, e comecou a fazer jus a seu nome (Vermont eh uma corruptela americana de Verts Monts, "montes verdes" em frances - o nome que os colonos franceses deram a esse lugar quando ele ainda era uma colonia francesa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu viajava na beleza pre-primaveril desse lugar, comecei a imaginar que ele ficaria bem bonito e agradavel assim que todo o gelo e o vento frio fossem embora. A cidade eh cheia de arvores; e a visao das montanhas verdejantes em qualquer lugar desse vilarejo de vale torna uma caminhada pela cidade uma experiencia agradavel e cheio de vistas bonitas. Nesses dias de pre-primavera, vi alguns pores-do-sol que quase me fizeram esquecer que esse lugar eh um lixo, urbanisticamente falando - o sol se escondendo por tras das montanhas e fazendo um halo luminoso alaranjado com alguns tons de verde que mostra as curvas dos montes eh uma visao FODA, soh tenho isso a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aih o MP3 troca de musica. Os sonzinhos eletronicos de "What's Love" dao lugar a um acordezinho de violao, e aih vem a frase que marcou a viagem de onibus nesse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Primavera se foi, e com ela...."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei que em alguns dias, estaria indo embora desse lugar, e que provavelmente eu nao aproveitaria a primavera vermontesa em sua totalidade. Literalmente, a primaveria iria embora para mim e para meu irmao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justo quando eu estava comecando a gostar desse lugar. :/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto em algums dias para o Brasil. Uma nova serie de diarios se iniciara - os diarios de reeducacao cultural! See you, space cowboy!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-4868012869941983436?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/4868012869941983436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=4868012869941983436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4868012869941983436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/4868012869941983436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/03/relato-de-viagem-dia-99.html' title='Relato de Viagem - Dia 99'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-2559375940262000114</id><published>2008-01-09T22:06:00.000-02:00</published><updated>2008-01-09T22:22:55.741-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diário de viagem'/><title type='text'>Relato de Viagem - Dia 37</title><content type='html'>Apos duas semanas sem escrever nada, volto para relatar algumas coisas. Bem poucas, mas extremamente importantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sobre viagens de extrema distancia - por um mes voce consegue fingir que esta tudo normal. Depois disso, fica dificil parecer que voce esta firme, forte e sem saudades de casa. Saudade eh uma merda - te reduz a um ser meio bobo e emocional, que te deixa com a desagradavel sensacao de choro por varios momentos do dia. Infelizmente, eh um item do pacote basico de ser humano e nao da pra excluir no momento do pedido. Merda. :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vao me tirar da minha amada Newport/Middletown por causa da falta de trabalho, e me mandar para o grande norte pra encerrar o estado de semi-desempregado que estou passando atualmente. Esse sentimento que vem quando voce eh obrigado a recomecar de novo num lugar que voce nao conhece eh bem terrivel. Da uma sensacao de vazio muito ruim; acho que eh preciso ter muita coragem pra fazer isso com alguma frequencia, como retirantes e afins fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falando no novo trabalho, trabalharei numa concessionaria da chevrolet, limpando carroes e tal. Morram de inveja, engenheiros e amantes de carros e afins!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-me embora agora, rapaziada! Vejo voces daqui a uma ou duas semanas, creio eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-2559375940262000114?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/2559375940262000114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=2559375940262000114&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2559375940262000114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2559375940262000114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2008/01/relato-de-viagem-dia-37.html' title='Relato de Viagem - Dia 37'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-5606638872506107451</id><published>2007-12-27T20:34:00.001-02:00</published><updated>2007-12-27T21:20:51.989-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diário de viagem'/><title type='text'>Relato de Viagem - Dia 24</title><content type='html'>Hmn, esse vai ser mais um balanco da viagem ate agora do que as minhas incriveis (?) aventuras por esse pais (???) estranho. Vai envolver tambem um pouco de reflexao introspectiva da minha detestavel pessoa. Entao, ja fiquem avisados: nao vai ter nada que va alem de chororo e reflexoes bestinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plagiando e repetindo uma frase que venho dito e tenho ouvido muito ultimamente sempre que me reuno com os caras com quem convivo quase todo dia, posso resumir tudo que aconteceu ate agora como "nao tou ganhando dinheiro, mas tou me divertindo pra caralho". Nao ter dinheiro eh uma merda por nao deixar extravasar o impulso consumista que satisfaz a qualquer um criado durante os anos 80~90 (ate mesmo os que nao querem admitir isso ou parecem nao admitir isso) num pais onde o "binomio do poder" consumo desenfreado-desperdicio eh a lei e o elemento cultural mais forte, mas eh extremamente gratificante quando voce percebe que, no final, as atividades que consomem pouco ou nenhum dinheiro tornam-se aquelas que voce vai lembrar no futuro, dar risada e te relembrar que voce virou um velho nostalgico - nao que isso seja ruim, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei percebendo tambem que a antropologia, alem de criar relativistas extremistas e com cegueira seletiva com uma certa frequencia, eh extremamente util para compreender e aproveitar melhor ambientes onde quase &lt;em&gt;tudo&lt;/em&gt; torna-se um pequeno suplicio para se compreender ou vivenciar por causa das malditas barreiras culturais que, a despeito do que o Francis Fukuyama disse ha quase 20 anos atras, ainda nao cairam com o fim da historia e persistem com muita forca - pelo menos quando se compara um pais de raizes culturais ainda fortemente anglo-saxonicas com um pais que eh um puta puteiro do caralho no que diz respeito a tracar raizes culturais e linhas culturais dominantes dentro de um determinado grupo populacional. Tem exemplos demais pra dar por aqui, mas saber que aqui alguns acontecimentos banais do Brasil possuem carater ritualistico e que habitos alimentares sofrem muito mais influencia do ambiente que se vive do que de uma cultura x ou y - e que acabam tendo influencia no preco das comidas por aqui - ajuda muito a nao dar mancada na frente dos gringos e ajuda ainda mais a economizar no supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que a antropologia ajuda eh na selecao de praticas que parecem estranhas aos gringos, mas que sao comuns em sua cultura original e vice-versa, retirando o melhor que cada cultura tem a oferecer sem deixar uma ou outra de lado. Tipo comer salada e frutas com uma frequencia que, para eles, eh assombrosa. Isso poupa a compra de remedios para doencas gerais e auxilia o intestino - o que eh muito bom, visto que farmacia aqui eh como padaria no Brasil, tem uma em cada esquina e os produtos vendidos sao ridiculamente baratos e variados; ou entao comer um cafe-da-manha reforcado com carne e ovos porque voce sabe que o almoco oferecido em qualquer restaurante decente eh bem fraquinho e nao alimenta quase nada - o que eh o exato oposto do Brasil, onde comer qualquer coisa que nao seja leite e pao no cafe eh coisa de gente estranha. Obrigado, antropologia - gracas a voce nao vou ser um estrangeiro babaca que so da mancada na frente dos estadunidenses, e tambem nao serei um aculturado idiota que virara paga-pau dos norte-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi um pouco da frescura com comida, o que eh uma maravilha - nao tem comida muito saborosa e nutritiva aqui a precos convidativos como no Brasil, entao sou obrigado a me virar comendo o que tem de disponivel com um nivel de selecao um pouco mais baixo do que mantenho normalmente. O ideal seria perder totalmente a frescura, o que ajudaria muito a adqurir o tremendamente estimado &lt;em&gt;estomago de avestruz&lt;/em&gt;, que ajudaria muito a comer qualquer merda em grandes quantidades sem ficar doente e se satisfazendo bem. Nao penso muito nos beneficios fisiologicos do estomago de avestruz, mas sim nos beneficios financeiros - comer mal aqui sai muito, mas MUITO barato. Cerca de metade do preco de se comer rango bom todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo ranzinza e com uma visao meio acinzentada do mundo, sendo que  os comentarios azedos tipicos de gente velha e frustrada/ressentida com o mundo sao persistentes. Melhorei um pouco no que diz respeito a reclamar da vida - reclamar menos e fazer mais tornou-se algo obrigatorio por aqui pra nao morrer de fome ou ficar o dia inteiro em casa fazendo nada porque nao tem trabalho. Tem gente que chama isso de amadurecimento ou o famoso "virar gente"; eu chamo isso de unica alternativa pra nao dar o golpe final em uma vida social em frangalhos e, por consequencia, acabar ficando deprimido. (Viu, viu? Um tipico comentario de velho ressentido!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo da opera: estou gostando de ficar por aqui, a despeito dos problemas; e estou agindo um pouco mais como a minha idade biologica manda. O tempo de biblioteca esta acabando, entao ate mais! o/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-5606638872506107451?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/5606638872506107451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=5606638872506107451&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5606638872506107451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/5606638872506107451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2007/12/relato-de-viagem-dia-24.html' title='Relato de Viagem - Dia 24'/><author><name>Fernando Mekaru</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02997413258031657295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-2742826590002078391</id><published>2007-12-14T18:54:00.000-02:00</published><updated>2007-12-14T19:21:47.762-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diário de viagem'/><title type='text'>Relato de Viagem - Dia 13</title><content type='html'>Uma semana sem escrever. Eh, a inspiracao e outras coisas a fazer acabaram tomando um pouco mais de meu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho esta meio fraco - juntamente a baixa temporada, esta ocorrendo uma reforma total no hotel que trabalho. Isso acaba por espantar todos os clientes, que nao querem dormir e passar seu tempo em um lugar com muito barulho e sem lugares pra estacionar, e por conseguinte me deixa com trabalho so em dois dias da semana. Pior pra eles, jah que o lugar eh lindo e tem algumas das vistas mais legais do mar e da costa que ja pude presenciar (fotos vindouras logo). Pior ainda pra mim, que fica sem gorjeta e trabalho. :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No setor de porcariadas e impulsos consumistas totais, perdi meu vicio por donuts. \o/ Cozinhar eh mais divertido e menos custoso, bem como ensina a se virar caso um dos pre-requisitos pra arranjar algum trabalho seja "ser uma dona-de-casa prendada". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, tenho me revoltado com a falta de coisas "tomaveis" por aqui - os refrigerantes sao lixosos, agua eh bom mas te da aquela sensacao que algo esta faltando, nao existe suco tipo maguary aqui, gatorade/alcoolicos estao fora de questao por problemas de saude e eu nao tenho processador/mixer/liquidificador pra fazer suco de fruta processada. Pobres ianques, nao sabem como tomam lixo e nao conhecem as boas bebidas (nao-alcoolicas) da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem aconteceram duas coisas divertidas. A primeira foi a pior nevasca em vinte anos - caiu neve pra caralho, em poucas palavras. Eu e os outros companheiros de viagem nos divertimos muito correndo na neve, comendo neve, jogando neve nos outros e coisas assim, que so criancas, caipiras e gente vinda dos tropicos faz quando ve os flocos de gelo caindo do ceu e se acumulando no chao. So nao foi divertido voltar pra casa a pe, de noite, com uma tempestade dessa na cabeca e doze centimetros de neve no chao - o vento gelado com os flocos de  gelo davam a impressao de estar chovendo agulhas na cara, e enfiar o pe na neve eh pedir para gela-lo de forma fudida e acabar estragando o tenis com a umidade e o frio extremos. Se fuder um pouco na neve, porem, foi extremamente divertido, apesar de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra foi tomar conhecimento da existencia de mais uma duzia de brasileiros num hotel que fica perto de onde trabalho - gente legal, divertida e que parece ter predisposicao a fazer bobagem junto com a gente no estrangeiro. Foi bom pra falar muito portugues (como se eu ja nao fizesse muito isso) e relembrar que, ainda que os gringos sejam muito mais legais do que esperavamos, os brasileiros sao ainda melhores em serem simpaticos e divertidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho renegado um pouco a tarefa de pegar a camera e tirar fotos, apesar de pedidos de todos os lados - parece que elas nao expressam muito bem as paisagens, experiencias e locais que temos visto e tal. So a imagem nao representa muito bem o que se quer passar via fotos: coisas como o frio, os cheiros e demais sensacoes que faltam nas fotos tornam dificil ver o ato de tirar fotos como algo que va dar a ideia exata do que estamos passando, vendo e experimentando por aqui. Por isso, fico devendo fotos - de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu horario da biblioteca esta quase expirando, entao ate mais! o/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-2742826590002078391?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/2742826590002078391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=2742826590002078391&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2742826590002078391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/2742826590002078391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2007/12/relato-de-viagem-dia-13.html' title='Relato de Viagem - Dia 13'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-3352867866502847658</id><published>2007-12-06T19:44:00.000-02:00</published><updated>2007-12-06T20:13:15.539-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diário de viagem'/><title type='text'>Relato de Viagem - Dia 5</title><content type='html'>Farei algo diferente hoje, e escreverei sobre um tema especifico que diz respeito de forma indireta a viagem: falarei sobre comida e alguns aspectos dela aqui nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro aspecto eh pra destilar um pouco de furia sobre os americanos: porra, eles desperdicam muita comida. Eh revoltante ver gente que da duas mordidas em um hamburger de 450g, come seis batatas da sua porcao de 250g e toma um gole de seu refrigerante de meio litro, pra depois deixar de lado e pedir para o pobre assistente de garcom (vulgo eu e meu irmao) levarem tudo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o trabalho ontem e hoje, fiz alguma contabilidade porca e grosseira, e cheguei a uns numeros que me dao vontade de tocar fogo naquela merda: dos cerca de 60 pratos que servi e tive de recolher, soh uns 10 estavam limpos; outros 10 tinham pelo menos 1/4 do prato com comida e todos os outros &lt;em&gt;quarenta&lt;/em&gt; tinham metade ou mais do prato com comida ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior eh que as porcoes de qualquer coisa aqui sao naturalmente grandes, mas da pra pedir porcoes menores - porem, ninguem faz isso; parece que faz parte da etiqueta voce pedir o tamanho-padrao e jogar o que nao aguenta fora. Depois ficam vendo a crise do lixo no noticiario da teve, ficam bravos de ter que pagar mais imposto pra ampliarem os aterros e nao sabem o porque dela ter acontecido, como se nao fizessem parte disso tudo &gt;:|&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo eh pra falar do aspecto viciante e altamente apelador ao desejo das inumeras tranqueiras alimenticias que vendem por aqui. Eh incrivel, mas qualquer comida produzida de forma nao-industrial (o que acaba excluindo quase todos os fast-foods) tem uma apresentacao incrivel no prato/embalagem/aspecto exterior. Um hamburger com batata frita nao eh simplesmente o hamburger "fechado" com a batata frita num prato a parte: os &lt;em&gt;buns&lt;/em&gt; (pao de hamburger tostado) ficam em extremidades opostas do prato, cada um possuindo uma parte do recheio - a "Tampa" fica com a alface, tomate, cebola e picles; a parte de baixo fica com a parte nao-vegan do sanduiche (maionese, hamburger, queijo, bacon). Entre as duas metades, batatas fritas douradas, soltando vapor e aquele cheiro delicioso de coisa frita, que automaticamente faz voce babar e virar uma maquina que so quer saber de cometer o pecado da gula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descrever com palavras uma experiencia que ao mesmo tempo envolve olfato, paladar e visao nao da muito certo, mas acho que ja deu pra voces terem uma ideia disso tudo. E isso porque eu nao falei dos donuts - soh pra resumir, eu que nao sou de comer muito doce estou comendo pelo menos um a cada dia, normalmente conseguindo variar os sabores a cada turno apos o trabalho. Estou me sentindo muito como um gordinho viciado em porcaria. :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro aspecto soh reforca ainda mais esse aspecto gordinho: eu trabalho numa cozinha de hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado eh bom, gracas a politica de ultra-desperdicio dos clientes. A cada dia, preparam-se porcoes gigantescas de croissants, bacon, salsicha, omeletes, torradas, &lt;em&gt;bagels&lt;/em&gt; (um tipo de broa judaica; eh o equivalente estadounidense do nosso pao frances), muffins e uma porrada de coisas que vao naquele cafe-da-manha extremamente indigestos. Ha um porem: nunca que os clientes vao comer tudo aquilo de comida, gracas a mentalidade de alto desperdicio dos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracas a isso, os funcionarios do hotel &lt;em&gt;inteiro&lt;/em&gt; passeiam de quando em quando na cozinha, comendo um bolinho ingles aqui, pegando umas fatias de bacon ali, fazendo um sanduiche de linguica do outro lado da cozinha, se entupindo de cafe e chocolate quente... Muitos nem tomam cafe da manha antes de irem pro trabalho; ao inves disso, se empanturram com as coisas do hotel que irao pro lixo assim que se encerrar o horario do cafe-da-manha do restaurante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No horario de almoco a coisa eh um pouco mais restrita, porque eh o horario que o supervisor-mor fica dando voltas na cozinha - gracas a isso, pega um pouco mal ter alguns funcionarios de outros setores pegando comida que nao lhes pertence. Porem, eh nessa hora que as maquinas de refrigerante ficam funcionando a todo vapor, gracas aos clientes que vao desperdicar mais comida das 11 ate as 14h. Nessa muvuca, os funcionarios acabam sumindo com alguns litros de refrigerante da fonte da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junte a isso o "bandejao" dos funcionarios (realmente achou que a gente come os pratos chiques que preparam na cozinha?! Pobre crianca inocente!), que funciona de forma quase igual ao bandeco da unicamp - com a diferenca que ao inves de maquina de suco e cha eh maquina de refrigerante &lt;em&gt;'a vonte'&lt;/em&gt;, e que voce pode repetir &lt;em&gt;tudo&lt;/em&gt;, incluindo as buffalo wings e o macarrao com almondegas, com a unica limitacao que voce pode ficar por lah durante o seu periodo de almoco (que costuma ser de meia hora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucas palavras, o ambiente eh propicio a fartura de comida, e todo mundo aproveita isso, querendo ou nao - incluindo eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado ruim eh que, sem perceber, voce acaba comendo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;pra caralho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Hoje fui pensar no que havia comido de manha, e consegui elencar quase tudo: a lista eh, basicamente, cereal sabor chocolate com pasta de amendoim (?!), duas fatias de bacon, uma linguica, um bagel com cream cheese, dois copos grandes de suco, duas torradas com geleia e um bolinho de chocolate. No almoco, obviamente, comi pouco - uma porcao de macarrao e uma coxa de franco apimentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gula eh terrivel, e soh faz piorar o complexo de gordinho que tou pegando por aqui. Porra, eu quero comer soh quando tou com fome! Comer feito um porco soh porque tem muita comida bonita e gostosa me cercando por todos os lados nao eh legal e dah um puta complexo de culpa depois :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(eh, fui contaminado por um medo mortal de engordar &gt;:/ mierda!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-3352867866502847658?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/3352867866502847658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=3352867866502847658&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3352867866502847658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3352867866502847658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2007/12/relato-de-viagem-dia-5.html' title='Relato de Viagem - Dia 5'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-6653099222753944701</id><published>2007-12-05T13:47:00.000-02:00</published><updated>2007-12-05T14:07:10.358-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diário de viagem'/><title type='text'>Relato de viagem - Dia 4</title><content type='html'>Finalmente cheguei em Rhode Island, e jah tive meu primeiro dia de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o trabalho: nao sei se ele aliena, mas com certeza ele da dor nas costas e nos musculos dos bracos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apos ser mudado pela terceira vez de emprego, finalmente me fixaram na posicao de assistente no restaurante - na pratica, isso quer dizer que arrumo mesas, levo as coisas pra lavar, pulo (do verbo "polir", nao pular) talheres e copos, tenho que saber usar o terminal de pedidos e, eventualmente, sou obrigado a levar coisas pros quartos das pessoas. Isso eh duplamente bom, visto que aumenta bem a quantidade de gorjetas que receberei e me ajuda a fortalecer o corpo - em media, as bandejas vem com uns seis ou sete copos e o mesmo numero de pratos, juntamente com os talheres. Eh um puta peso, mas eh muito bom: nao tenho tido tempo/disposicao para praticar esportes desde que cheguei aqui, e exercitar-se no trabalho me da mais tempo de fazer outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo do trabalho eh engracado - o chefe eh um barman profissional que, aparentemente, faz um dos melhores martinis da regiao; alguns de meus companheiros de trabalho sao jamaicanos que, como os passaros, migrarao em breve para o sul para fugir do frio; a minha superior direta tem o sotaque mais estranho do mundo, o que me faz entender muito pouco do que ela diz e a forca a falar comigo como se estivesse abordando uma crianca de 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a casa: ela eh bonitinha (fotos virao mais tarde). Tudo funciona e eh aquecida. Eu e os dois companheiros de apartamento estamos nos fodendo um pouco pra aprender a fina arte de ser uma dona-de-casa prendada, mas estamos pegando o jeito pouco a pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num assunto a respeito disso, eh preciso lembrar sempre que COMIDA AQUI EH CARO PRA CARALHO. Meu irmao e eu fomos fazer compras pra casa; gastamos trinta e tres dolares com carne, arroz, ovos e salada para &lt;em&gt;&lt;strong&gt;UMA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; semana - com esse dinheiro, da pra fazer compras pra um mes na terrinha querida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro assunto a respeito, aqui eh frio demais. Hoje esta um dia quente; lah fora estamos a incriveis dois graus centigrados. Na media, faz entre -5 e -10 a cada dia, com sensacao termica sempre em torno dos -10 ou -15; morar perto do mar no norte nao eh uma boa ideia se voce nao gosta do frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracas ao frio, este se torna o unico pais onde homens que compram e usam locao hidratante, protetor labial e creme para a pele nao sao considerados metrossexuais ou da "pa virada": quando voce volta para a casa com a pele descascando rapidamente e os labios prestes a cair por causa do vento de -10 graus, voce percebe que ou voce recorre aos creminhos de fresco ou fica parecendo uns 10 anos mais velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nativos daqui sao simpaticos - te cumprimentam na rua mesmo quando voce nao os conhece, sao solicitos para dar informacoes e nao hesitam em falar como gostariam de ir para o Brasil ver o carnaval e comer feijoada. Aqui em Newport temos uma colonia relativamente grande de portugueses e brasileiros que jah passaram pelo processo de abandonar a cidadania brasileira e tornarem-se american citizens; gracas a isso, nao somos vistos como selvagens vindo de algum buraco cheio de mato que soh fazem bagunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nao senti muita saudade da terra natal. Vamos ver como isso fica daqui a mais alguns dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-6653099222753944701?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/6653099222753944701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=6653099222753944701&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/6653099222753944701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/6653099222753944701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2007/12/relato-de-viagem-dia-4.html' title='Relato de viagem - Dia 4'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-7971158157821041843</id><published>2007-11-30T23:07:00.001-02:00</published><updated>2007-12-01T00:08:41.803-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diário de viagem'/><title type='text'>Relato de viagem - Dia zero</title><content type='html'>(Dia zero porque precede o primeiro dia da viagem de fato.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, decidi fazer isso porque escrever é uma atividade que alivia muito a mente e ajuda a organizar os pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é algo útil pra relatar acontecimentos que alguns dos leitores podem achar interessantes pra sua vida, e pra eu fazer o diagnóstico do tempo daqui a uns anos. No pior dos casos, esses relatos viram diário antropológico ou o relato escrito de uma experiência de campo + observação participante sobre trabalho alienado, ou qualquer outra inutilidade acadêmica que vá me dar nota e fazer eu parecer inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vamos lá. Vou tentar atualizar isso sempre que puder. (o que normalmente vai ser na folga semanal)&lt;br /&gt;------------&lt;br /&gt;Daqui a vinte e duas horas terei que deixar território brasileiro pra ficar longe por três meses, e aparentemente não estou muito incomodado com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse não se incomodar, por outro lado, me incomoda. E muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou sentido as crises pré-viagem-longa-pra-caralho, tipo nervosismo, apreensão, crise de choro, alegria maníaca, tristeza-de-emo e coisas do tipo. Na verdade, sinto três coisas nesse momento, e nenhuma delas se relaciona diretamente à viagem: cansaço por ter ido dormir às duas da manhã e acordar às oito; alívio por ter acabado meu semestre de forma relativamente satisfatória; e o medo de pedirem pra dar uma de muambeiro safado (ok, essa se relaciona à viagem, mas não conta porque é irreverente demais para uma postagem num tom tão introspectivo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa abnegação em relação à viagem me incomoda porque eu devia estar desesperado, correndo atrás de gente pra receber meus trabalhos e ver pra mim quais são os professores que vão dar aula semestre que vem, planejando como arrumar a mala com um planejamento tal que eu possa levar panetone, cuecas e deixar espaço pra muamba sem que um desses três elementos prejudique o outro, e pensando como deixar o cabelo curto sem deixar aparente que tenho uma verruga gigantesca na testa, perto das entradas do meu couro cabeludo. Enfim, devia estar sentido &lt;span style="font-style:italic;"&gt;alguma coisa&lt;/span&gt; que me motivasse a correr atrás das coisas pendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tá difícil de ficar preocupado ou qualquer coisa em relação à viagem. Ver o Hiro Nakamura e seu amigo Ando se ferrando em Las Vegas na reprise de Heroes me parece muito mais legal e urgente do que arrumar a mala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como odeio ser relaxado demais. Sabia que aquele papo budista de "mente zen" não ia fazer bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: já estou sentido saudades. Não estou sendo irônico, e não vou me estender muito nesse assunto porque não quero ficar emocional-brega, escrever mais umas dez linhas sobre o assunto e acabar perdendo o Hiro sendo nocauteado por uma loira que parece um traveco. Só fiquem sabendo que estou acometido por este sentimento que só pode ser descrito no português e no japonês (pois é, japoneses também tem uma palavra pra esse sentimento que nos deixa patéticos, emocionados e altamente propensos a fazer coisas idiotas porém divertidas e dignas de nota em horas aleatórias) e que vou sentir realmente muitas saudades de sentar em algum canto pra conversar, falar merda e dar risada, não importa com quem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-7971158157821041843?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/7971158157821041843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=7971158157821041843&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/7971158157821041843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/7971158157821041843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2007/11/relato-de-viagem-dia-zero.html' title='Relato de viagem - Dia zero'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-1016675778564004985</id><published>2007-10-30T23:18:00.001-02:00</published><updated>2007-10-30T23:54:34.067-02:00</updated><title type='text'>Notas Diversas sobre Assuntos Aleatórios</title><content type='html'>- Por quê aqueles que dizem ser ateus quase sempre se apegam de forma meio doentia a coisas um tanto vãs, como gostos musicais, opiniões sobre filmes, posicionamentos políticos e afins? Às vezes sinto que se declarar ateu é meramente trocar uma abstração  a se idolatrar por outra só pra poder dizer que os outros acreditam em fantasmagorias não-empíricas e mimimi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha compreensão das relações humanas deve estar quebrada. Aparentemente estou construindo uma imagem de antipatia e de tediosidade para mim, simplesmente porque não me sinto confortável em cumprimentar de forma mais ou menos calorosa gente com quem conversei raramente e acabo não fazendo essa prática da etiqueta atual. Acho realmente triste que tenhamos decaído ao ponto do miguxismo (i.e. ser um cara legal, simpático e receptivo com todos o tempo todo) ter se tornado a norma social &lt;span style="font-style: italic;"&gt;default&lt;/span&gt; para o comportamento humano. Agora, pra ser considerado um rapaz legal e que pode te conceder algo a mais, você tem que ser simpatiquinho toda hora. Que merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O ponto anterior leva a outra nota: antes que você pense "Mas não importa o que os outros pensem de você, seja aquilo que você realmente é!!!", saia pelado por aí cantando proibidões pra ver se a pressão social que vão botar em cima de ti é fácil de aguentar. Liberdade do exercício da personalidade própria em níveis realmente satisfatórios só existe no mundo das idéias, infelizmente - na maior parte do tempo, fazemos teatrinho social pra sermos aceitos pelo grupo, já que rejeição não é exatamente algo fácil de se lidar. Especialmente quando você será obrigado a senti-la junto com a indiferença quase que diariamente por um bom período de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é contraditório pessoas se dizerem de esquerda, mas defenderem suas posições através do almejar de um conceito de liberdade que é majoritariamente oriundo das definições burguesas/de direita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por quê as diversas correntes libertárias (por assim dizer) pregam a a liberdade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;real&lt;/span&gt; obtida com a derrocada do sistema social atual como sendo dogmaticamente positiva, sendo que talvez nunca tenhamos sentido essa tal liberdade para fazer a oposição (ou até mesmo a diferenciação) com a liberdade "restrita" que temos, e que talvez ela não seja mais uma concepção de liberdade que oculta mecanismos de dominação ainda mais insidiosos do que aqueles que a liberdade concebida pela Revolução Francesa nos trouxe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sintetizando um pouco mais, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;por quê diabos todo mundo acha que as mudanças que planejam para o mundo sempre o mudarão para melhor? Se essas mudanças acarretarem em algo pior, tais pessoas terão a hombridade de admitir que erraram em suas ações e que terão de mudar suas concepções para não cometerem os mesmos erros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que estou cansado. Cansado de revolucionários que dizem que precisamos mudar o mundo e que seu curso de ação vai tornar o mundo melhor, mas não percebem que esse próprio fetiche por mudanças constantes, bem como a visão positivista da mudança brusca, são característicos do sistema que tentam derrotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apesar das irritações pra cá e pra lá, nunca me senti tão pleno espiritual/emocionalmente. A irritação normalmente vem em espasmos de quinze segundos cada, sendo facilmetne esquecidas após acontecerem. Isso parece bom, mas te joga num conformismo inescapável caso você não tome cuidado e perca a capacidade de se revoltar com aquilo de errado que tem na sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-1016675778564004985?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/1016675778564004985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=1016675778564004985&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/1016675778564004985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/1016675778564004985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2007/10/notas-diversas-sobre-assuntos-aleatrios_30.html' title='Notas Diversas sobre Assuntos Aleatórios'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-3388976281398831638</id><published>2007-10-06T22:05:00.000-03:00</published><updated>2007-10-06T22:52:27.123-03:00</updated><title type='text'>Uma Ida ao Restaurante Racionalizado</title><content type='html'>- Hmn, a vitela está deliciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. O sofrimento de um animal criado somente para morrer deixa a carne com um sabor incrível. Fora que o aftertaste picante deixado pelo excesso de hormônios de crescimento me surpreendeu. E a salada de soja, ein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ótima também. Todos esses animais que morreram estraçalhados durante o processo de colheita deixam a soja firme e carnuda após o cozimento. Fora que o impacto ambiental causado pelo gasto excessivo de derivados de petróleo nos pesticidas, adubos inorgânicos, e com o uso das máquinas de plantar/colher/dedetizar/transportar só me deixa com cada vez mais água na boca ao comer essa saladinha. :9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Digo o mesmo desse arroz. Rapaz, esse excesso de petróleo na sua criação só o deixa mais saboroso! O que vamos pedir de sobremesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que, pra variar, devemos tentar pegar algo que não envolva sofrimento animal intencional ou não e que não tenha impacto sobre a natureza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Que pena, não tem nada nessa linha aqui! :( Falam tão bem desse novo tipo de comida, mas nunca encontrei lugar algum vendendo esse tipo de coisa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pôxa, que chato! Vamos pegar um café colombiano então! Fiquei sabendo que o colhimento dos grãos por membros de etnias praticamente extintas e tremendamente mal-pagas deixa o café mais encorpado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então vai ser isso mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois a gente vai pra balada racionalizada, pra ver como os jovens procuram desesperadamente a liberdade dentro delas mas acabam se aprisionando em ciclos viciosos de objetificação do amor e uso excessivo de drogas pra se auto-afirmar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode ser! Melhor que experimentar o sofrimento animal, só assistindo ao sofrimento humano ocorrer em tempo real!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;===============&lt;br /&gt;Excesso de Weber e seu processo de desencantamento do mundo deixa qualquer um dodói da cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, menos dodóis do que escolher ser um carnívoro burro, um vegetariano/vegan com cegueira seletiva ou um freegan muito alheio da totalidade que o abarca. Lembrem-se, crianças: você não é melhor que os outros só porque deixou de comer carne ou entrou em movimentos de libertação animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrem-se também que ter argumentos bons, oriundos de diversas fontes (i.e. não só aquilo que os shock-documentaries da PETA passam em todo o canto) para sustentar suas posições é importante para você não parecer ingênuo demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-3388976281398831638?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/3388976281398831638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=3388976281398831638&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3388976281398831638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3388976281398831638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2007/10/uma-ida-ao-restaurante-racionalizado.html' title='Uma Ida ao Restaurante Racionalizado'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-3515176710887543263</id><published>2007-08-25T23:22:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T23:35:37.203-03:00</updated><title type='text'>Questionamento Pertinente - O Retorno</title><content type='html'>Promoção "pague dois, leve um" dessa vez :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1 -&lt;/span&gt; Qual é o tamanho da ironia contida na definição do Mc Dia Feliz, no qual &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;você come algo comprovadamente cancerígeno, para ajudar criancinhas cancerosas&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2 -&lt;/span&gt; Continuando com o tema Mc Dia Feliz, qual é o tamanho da ironia contida no fato que comprando um Big Mc você doa cerca de 5% do preço do lanche &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(mais ou menos um real)&lt;/span&gt;, sendo que se você simplesmente esquecer o lanche e fazer uma &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;doação integral&lt;/span&gt; à entidade em questão você ajuda muito mais as criancinhas cancerosas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-3515176710887543263?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/3515176710887543263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=3515176710887543263&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3515176710887543263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/3515176710887543263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2007/08/questionamento-pertinente-o-retorno.html' title='Questionamento Pertinente - O Retorno'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-117096907185147196</id><published>2007-02-08T19:06:00.000-02:00</published><updated>2007-02-08T20:43:25.326-02:00</updated><title type='text'>Questionamento pertinente</title><content type='html'>Por que você vê guerras santas sangrentas, manipulações políticas religiosas que fodem a vida dos fiéis de forma terrível (causando guerra, miséria, ignorância e coisas piores) e restrições arcaicas e ridículas (como proibir que mulheres frequentem a escola ou dizer que transfusão de sangue é mal-vista pela divindade superior) atrasando a vida de milhares sendo postas em práticas pelo nome de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Deus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ou outra entidade benigna equivalente, mas não vê as mesmas coisas sendo feitas no nome do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diabo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ou alguma entidade maligna equivalente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hmn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí uma dúvida que vai ser difícil de responder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-117096907185147196?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/117096907185147196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=117096907185147196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/117096907185147196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/117096907185147196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2007/02/questionamento-pertinente.html' title='Questionamento pertinente'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-116251741510920806</id><published>2006-11-02T21:39:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T22:38:30.453-03:00</updated><title type='text'>Qual é o nome que dão...</title><content type='html'>... Para a sensação que se tem quando a vida fica no automático?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo, no automático. É uma sensação difícil de perceber porque você está no... Automático, mas é fácil até de descrever. E que leva a conseqüências muito perigosas. Vamos tentar descrevê-lo, e como ele afeta nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aquele sentimento de "nada na cabeça" que aparece quando você se integrou totalmente à alguma rotina, e você não fica especialmente feliz, triste, raivoso, entediado ou apático - simplesmente deixa a vida te levar e não se deixa tomar por emoções fortes. Vai fazendo as tarefas do dia, sem questionar muito, e quando você se dá conta está fazendo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sudoku"&gt;sudoku&lt;/a&gt; na cama pouco antes de dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, surge o pensamento fatídico na cabeça, aquele que te levará a um questionamento um pouco depois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Puxa, o tempo passou rápido hoje!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí você começa a viajar, pensando como agir no automático tira a emoção da vida. Sai  um pouco pelo ritmo da rotina, e muda do automático para o manual. Chega à conclusão que, definitivamente, rotinas não prestam e nos reduzem a meros autômatos, escravos de nossos vínculos e responsabilidades dentro e fora de casa. Percebe que a vida moderna nos prende demais à certas coisas, e somos consumidos pelos desejos que ela incute em nossas cabeças. E, quem sabe, imagina como uma vida simples e frugal seria muito mais agradável e saudável do que a correria insana e estressante que todos os urbanóides como você encaram para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto você divaga, o lápis/caneta cai da sua mão, escorrega pelo colchão e cai no chão, fazendo aquele barulho característico de um objeto oblongo quicando um pouco sobre uma superfície dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho acaba com as suas divagações levemente insatisfeitas, destruindo o que podia ser uma reflexão importante sobre sua vida e sobre a sociedade em que você vive. Entrando de novo no automático, você pega o objeto de escrever em questão, tenta fazer o sudoku número 271 (nível difícil já! O orgulho que vocÊ sente é quase indisfarçável), fica de saco cheio, coloca as duas coisas na cabeceira e se entrega ao sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento de "no automático" se vai, de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele vai voltar, você sabe disso. E quando ele se for de novo, seu senso crítico vai entrar em ação novamente pra fazer um review do seu dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso não acontece, você vai usá-lo pra decidir se vai levar o Ades sabor limonada suíça ou pêra pra casa, ou se o seu/sua companheiro(a) vai querer comida chinesa ou pizza depois de ver um filme no sábado à noite. Tudo isso no automático, claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-116251741510920806?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/116251741510920806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=116251741510920806&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/116251741510920806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/116251741510920806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2006/11/qual-o-nome-que-do.html' title='Qual é o nome que dão...'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-115810713601902131</id><published>2006-09-12T20:48:00.000-03:00</published><updated>2006-09-12T21:25:36.063-03:00</updated><title type='text'>Vida Monga</title><content type='html'>(Título inspirado no Allan Sieber. Minha originalidade não está exatamente um primor ultimamente.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento da vida, com certeza você se sentiu como se sua vida tivesse perdido algo importante e, de repente, ela apenas te rende suspiros entediados e um pensamento na linha "Isso não faz sentido nenhum, e ainda assim não me surpreende", tornando a experiência de viver como um(a) rapaz/moçoila que vive no séc. XXI um tremendo chute no saco/ovários, com a diferença que é menos dolorida e mais entediante. Talvez pelo desconcertamento e distração causados por esse sentimento, acidentes estúpidos como bater as costelas e a bacia no batente da porta enquanto você saía do banheiro, ou cortar-se com a quina de uma caixa de lenços de papel enquanto tentava matar um mosquito com a mesma ou ainda ser acertado com uma cotovelada na boca enquanto você ia receber o troco no ônibus(*) acabam acontecendo, o que acaba retirando o seu já abalado ânimo e apenas confirmando que, definitivamente, tem alguém querendo te foder do jeito mais ridículo e propenso à risos cruéis ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma resposta completamente aceitável, você se torna apático. Fica pensando nos acidentes estúpidos de sua vida, se questionando por quê as coisas perderam o sentido. Perde um pouco o ânimo pra fazer qualquer coisa que não seja divagar sobre flamingos e o sentido da vida. Fala pouco, e perfura tudo com aquele olhar "Vende-se tédio, compra-se emoções fortes" como aquele que só gente entediada e meio alienada do resto do mundo como o Donnie Darko sabe dar, drenando o bom humor de qualquer um à sua volta e atraindo as pessoas que gostam de fazer perguntas de respostas difíceis e óbvias ao mesmo tempo, como "Você tá bem?" ou "Qual é o seu problema?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é claro, fica com uma tremenda cara de bunda o dia inteiro. Não dá pra fingir que está normal quando a vida perdeu um pouco do brilho e parece ao mesmo tempo previsível e caótica. Sem falar nas pessoas que se prestam a se preocupar com você, mas que acabam sendo chatas sem querer e que você não consegue verbalizar ou agir de forma a dizer, sem magoar essas pessoas, um "Aprecio do fundo do meu coração a sua preocupação comigo, mas no momento estou desorientado e confuso, e apenas eu posso sair dessa fossa em que caí. Por isso, vai cuidar da tua vida e me deixa em paz. &gt;:|".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensação terrível, não? Normalmente ela ocorre após uma ressaca moral (quase sempre precedida por uma ressaca física), ou quando algo prazeroso acaba ou deixa de te entreter de um momento para outro. Pra quem já trabalhou, é algo parecido com o sentimento de vazio que aparece depois que você é demitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um alívio saber que esse sentimento de "vida monga" vai embora quando a ressaca passa, ou quando você arruma algo pra te distrair e acaba arrumando as suas idéias, ou quando você arruma um emprego de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Mas você sente pontadas constantes de desespero no seu cérebro quando percebe que esse sentimento apareceu no início de um feriado prolongado, e não dá sinais de ir embora após quase uma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Fatos que aconteceram de verdade. Com esse que vos escreve.(**)&lt;br /&gt;(**) No mesmo dia.(***)&lt;br /&gt;(***) Em um período de 4 horas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-115810713601902131?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/115810713601902131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=115810713601902131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/115810713601902131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/115810713601902131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2006/09/vida-monga.html' title='Vida Monga'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-115412175343411561</id><published>2006-07-28T17:38:00.000-03:00</published><updated>2006-07-28T18:22:33.533-03:00</updated><title type='text'>Férias - resumão</title><content type='html'>Primeira semana de julho: AULA TODOS OS DIAS, com direito a prova do professor mais mala do universo pra fechar a semana na sexta-feira à tarde :D É garotada, tive só três semanas de férias... Melhor assim, o tédio de férias é destruidor, chega MUITO RÁPIDO quando não tem aula e é uma das sensações que mais abomino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda semana: retiro budista de treino para a vida monástica em Cotia - sem carne, sem doces e outras porcarias alimentícias, sem computador e outras inutilidades tecnológicas, tendo que acordar às 6 da manhã e dormir às 10 da noite. Ponto alto das férias - é ótimo para se auto-conhecer e se desvincular um pouco dessa doença frenética e que invariavelmente conduz ao stress/paranóia denominada "viver como um cidadão do século XXI". Até o presente momento, reduzi MUITO o volume de reclamações, estou comendo decentemente e me sinto... satisfeito. É indescritível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuo vendo a vida de um jeito azedo, continuo a criticá-la de forma sarcástica e fatalista. Ou seja, continuo quase que o mesmo chato de antes :D A diferença é que agora eu dou risada; antes eu queimava com angústia e frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira semana: ir pra São Paulo ver o povo de Santo André e, depois disso, mofar miseravelmente em casa em um tédio destruidor graças à falta de verba pra fazer qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto engraçado: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;_NINGUÉM_&lt;/span&gt; acreditou que eu fiz o retiro; ao que parece, não aparento ter características o suficiente para ser visto como um futuro monge. Só porque deu vontade de virar um após os cinco dias de retiro :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta semana: mofar não tão miseravelmente em casa, e nem de forma tediosa - me afundei em joguinhos bestas de computador. Muitos joguinhos bestas. Foi praticamente um revival da oitava série, quando era um viciado doente neles. O computador novo não ajudou muito nesse quesito: ele aumentou de forma absurda o número de joguinhos bestas que podem ser baixados e jogados. :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veredito das férias: muito boas. Agora, espero as aulas começarem, com um pouco de ansiedade: sinto muita falta da faculdade pra ocupar minha vida e me tirar nesse atoleiro de ócio denominado "férias" ;D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-115412175343411561?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/115412175343411561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=115412175343411561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/115412175343411561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/115412175343411561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2006/07/frias-resumo.html' title='Férias - resumão'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-115085515994330109</id><published>2006-06-20T22:57:00.000-03:00</published><updated>2006-06-20T23:18:26.116-03:00</updated><title type='text'>Testezinho pra blogs</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt; &lt;table style="background: rgb(238, 238, 238) none repeat scroll 0% 50%; color: black; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" bgcolor="#eeeeee" border="0" cellpadding="0" cellspacing="2"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#eeeeee"&gt; &lt;div align="center"&gt;Advanced Global Personality Test Results&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#eeeeee" border="0" cellpadding="0" cellspacing="4"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table style="background: rgb(0, 128, 128) none repeat scroll 0% 50%; color: black; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" bgcolor="#eeeeee" border="0" cellpadding="0" cellspacing="2"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/extraversion.html" target="_blank"&gt;Extraversion&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;10%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/stability.html" target="_blank"&gt;Stability&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;40%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/orderliness.html" target="_blank"&gt;Orderliness&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;30%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/accommodation.html" target="_blank"&gt;Accommodation&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;70%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/interdependence.html" target="_blank"&gt;Interdependence&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;50%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/intellectual.html" target="_blank"&gt;Intellectual&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;63%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/mystical.html" target="_blank"&gt;Mystical&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;30%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/artistic.html" target="_blank"&gt;Artistic&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;36%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/religious.html" target="_blank"&gt;Religious&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;30%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/hedonism.html" target="_blank"&gt;Hedonism&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;50%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/materialism.html" target="_blank"&gt;Materialism&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;36%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/narcissism.html" target="_blank"&gt;Narcissism&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;16%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/adventurousness.html" target="_blank"&gt;Adventurousness&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;16%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/workethic.html" target="_blank"&gt;Work ethic&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;63%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/selfabsorbed.html" target="_blank"&gt;Self absorbed&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;36%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/conflictseeking.html" target="_blank"&gt;Conflict seeking&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;56%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/needtodominate.html" target="_blank"&gt;Need to dominate&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;43%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;td&gt; &lt;table style="background: rgb(0, 128, 128) none repeat scroll 0% 50%; color: black; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" bgcolor="#dddddd" border="0" cellpadding="0" cellspacing="2"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/romantic.html" target="_blank"&gt;Romantic&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;70%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/avoidant.html" target="_blank"&gt;Avoidant&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;56%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/antiauthority.html" target="_blank"&gt;Anti-authority&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;36%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/wealth.html" target="_blank"&gt;Wealth&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;10%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/dependency.html" target="_blank"&gt;Dependency&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;50%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/changeaverse.html" target="_blank"&gt;Change averse&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;76%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/cautiousness.html" target="_blank"&gt;Cautiousness&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;90%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/individuality.html" target="_blank"&gt;Individuality&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;43%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/sexuality.html" target="_blank"&gt;Sexuality&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;23%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/peterpancomplex.html" target="_blank"&gt;Peter pan complex&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;36%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/physicalsecurity.html" target="_blank"&gt;Physical security&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;70%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/physicalfitness.html" target="_blank"&gt;Physical Fitness&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;70%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/histrionic.html" target="_blank"&gt;Histrionic&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;36%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/paranoia.html" target="_blank"&gt;Paranoia&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;76%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/vanity.html" target="_blank"&gt;Vanity&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;30%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/hypersensitivity.html" target="_blank"&gt;Hypersensitivity&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;43%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://similarminds.com/types/femalecliche.html" target="_blank"&gt;Female cliche&lt;/a&gt;&lt;/td&gt; &lt;td width="61"&gt;||||||||||&lt;/td&gt; &lt;td width="30"&gt;36%&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;a href="http://similarminds.com/global-adv.html"&gt;Take Free Advanced Global Personality Test&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://similarminds.com"&gt;personality tests by similarminds.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Stability&lt;/b&gt; results were moderately low which suggests you are worrying, insecure, emotional, and anxious. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;b&gt;Orderliness&lt;/b&gt; results were low which suggests you are overly flexible, improvised, and fun seeking at the expense too often of reliability, work ethic, and long term accomplishment. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;b&gt;Extraversion&lt;/b&gt; results were very low which suggests you are extremely reclusive, quiet, unassertive, and secretive. &lt;/p&gt;                         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trait snapshot: messy, depressed, introverted, feels invisible, does not make friends easily, nihilistic, reveals little about self, fragile, dark, bizarre, feels undesirable, dislikes leadership, reclusive, weird, irritable, frequently second guesses self, unassertive, unsympathetic, low self control, observer, worrying, phobic, suspicious, unproductive, avoidant, negative, bad at saving money, emotionally sensitive, does not like to stand out, dislikes large parties, submissive, daydreamer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que preciso de um psicólogo. Sou praticamente um gótico-emo prestes a cometer suicídio por causa da paranóia e da depressão :/ [/ironia]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-115085515994330109?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/115085515994330109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=115085515994330109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/115085515994330109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/115085515994330109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2006/06/testezinho-pra-blogs.html' title='Testezinho pra blogs'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-115077012507273837</id><published>2006-06-19T22:30:00.001-03:00</published><updated>2006-06-19T23:33:14.933-03:00</updated><title type='text'>Dance monkeys, dance!</title><content type='html'>Título alternativo, versão intelectualóide: "A ausência de sentido na vida e a busca de sentido na vida: uma dialética símia" (NOTA: e quem disse que ciências sociais não servia pra nada, ein? Morra de inveja, Olavo de Carvalho :D)&lt;br /&gt;Título sincero: "Vídeo depressivo + japonês fã de coisas depressivas = Pagação de pau indiscriminada"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar: vejam &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=iuJ_XRjDRQU"&gt;isso&lt;/a&gt;. Deve ser o melhor dos vídeos que o youtube já hospedou. Chocante e deprimente, mas ao mesmo tempo é algo muito bonito caso saibamos aproveitar a mensagem que deixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, começa a pagação de pau indiscriminada, e seria coerente que vocês vissem o vídeo antes de começar a leitura. Aliás, leiam e não levem muito a sério. Sou só mais um macac... Err... Tenho o hábito de me deslumbrar facilmente com coisas que amo à primeira vista e quando isso acontece, ou fico sem reação nenhuma, ou começo a agir feito um idiota. E sim, isso se aplica à vida amorosa, fato que faz de mim um parvo em relação às mulheres :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratar os humanos como macacos que não sabem o que querem da vida para fazer uma crítica bem fundamentada sobre os seres humanos foi um ótimo recurso. Nem a abordagem "Somos um amontoado de células diferenciadas, governadas por reações químicas e com ciência de sua própria existência graças a uma esponja cinzenta que fica mandando impulsos elétricos pro resto do corpo" cairia tão bem para isso. Viva o niilismo \o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pegando um pouco a questão do niilismo, é engraçado que quando racionalizamos um pouco as coisas, chegamos a conclusões que, ao mesmo tempo que são chocantes e deprimentes, são terrivelmente óbvias e acabam por tirar um pouco do brilho da vida. Mas bem, já diziam alguns bigodudos alemães: a ciência só serve para desencantar (tirar o sentido) da vida; e a vida só vale a pena ser vivida quando você mesmo dá algum sentido a ela. (Nietzche e Weber foram gênios :D) Essas coisas deprimentes mas que nos tornam mais fortes caso consigamos superá-la são lindas, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As críticas com tom sarcástico são demais. Critica-se até o mau hábito que infesta a academia de pagar pau pra figuras históricas importantes para as ciências com ose elas fossem deuses perfeitos que não broxavam, não se frustravam, não cutucavam o nariz com o mindinho, enfim, como se fossem sábios da montanha incorruptíveis. Se Marx tivesse sido usado ao invés de Nietzche...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem ainda o "Elemento incomodante", que te manda para um estado que pode ser mais ou menos representado assim -&gt; "Bããã :B Estou meio desnorteado :B". Isso é fundamental, já que desperta a reflexão: os seres humanos não sabem viver em equilíbrio entre si desde que apareceram no mundo, ao ponto de quererem bater uns nos outros porque não gostam da mesma série de sons emitidas em um certo ritmo e harmonia. Será que é só porque sabem escrever e tecer cuecas de seda que são superiores ao resto da vida existente na Terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O mais legal mesmo é a mensagem que passa, um pouco difícil de se ver: devemos parar de agir como se fôssemos não-macacos, quando na verdade somos macacos. Não é nada do tipo "Vamos voltar a viver como animais, wheeeee!!!!1111" ou "Te chamei de macaco, é pra tu ficar bravo, RÁ!", mas a falta de reflexão de algumas pessoas leva a esse tipo de conclusão no mínimo... Engraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é isso aí. O vídeo é muito bom. Passem pros seus amiguinhos :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Sim, estou ácido e apresentando traços de misantropia, e talvez até um pouco de niilismo. Deve ser a idade. 1/5 de século não é pra qualquer um...&lt;br /&gt;P.P.S.: Alguém ainda lê isso? Se sim, deixe um recado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-115077012507273837?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/115077012507273837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=115077012507273837&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/115077012507273837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/115077012507273837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2006/06/dance-monkeys-dance_19.html' title='Dance monkeys, dance!'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-114354257474066841</id><published>2006-03-28T07:38:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T07:42:54.766-03:00</updated><title type='text'>De volta à programação normal (?)</title><content type='html'>Olá :D As férias do blog duraram um pouco além do esperado, heh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, acho que deu pra perceber um certo abandono desse blog... E não foi por falta de escrever: foi por pura inércia mesmo. Sempre que pensava em algo legal pra escrever, arrumava alguma outra coisa pra fazer e escrever no diarinho virtual era uma tarefa de prioridade quase negativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa é que as aulas voltaram melhores do que nunca (faculdade faz uma falta na vida, viu...), os bixos e bixetes são legais (e as bixetes são bonitas, heh), estou com muito sono e espero pacientemente até às 8 horas pra remarcar meu exame prático de direção, e não tenho nenhum texto pronto na cabeça pra publicar /o&lt;br /&gt;Bom, tou preparando um texto sobre os ecochatos e vegetarianos malas, na próxima vez que eu postar ele estará aqui bonitinho. See ya space cowboy o/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-114354257474066841?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/114354257474066841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=114354257474066841&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/114354257474066841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/114354257474066841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2006/03/de-volta-programao-normal.html' title='De volta à programação normal (?)'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-113147516231736470</id><published>2005-11-08T16:38:00.000-02:00</published><updated>2005-11-08T17:05:10.513-02:00</updated><title type='text'>Guia - 5 coisas para se fazer quando não se tem nada para se fazer</title><content type='html'>Movido pelo mais puro ócio, escrevi um pequeno guia de coisas para se fazer quando não se tem nada para se fazer. É pra ser usado em momentos bem tediosos, tipo domingo à tarde, dias com aula cancelada na última hora, sábado de manhã e outros horários quando aquela sensação "PORRA TÉDIO DO CARALHO!" impera.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Dito isso, vamos ao guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;1 - Cozinhar. (Tentar também vale)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma nota esclarecedora antes de iniciar o texto: saber fazer miojo/cup noodles e fritar ovo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não é&lt;/span&gt; considerado cozinhar - isso é considerado "conhecimento básico de sobrevivência". Cozinhar é algo que exige um pouco mais de conhecimento e habilidade, como fazer omelete e virá-la na frigideira sem que a mistura de ovos e outros ingredientes caia no chão ou se cole no teto, ou saber fritar nuggets sem que eles pareçam o que resta depois que um homem-bomba se explode e sem fazer o óleo espirrar nas suas roupas, forno, mesa, armário, pia, chão, calças e sapatos (a primeira vez que você mexe com óleo quente é meio traumática).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jeito fácil de saber se você já sabe cozinhar é se você incrementa o miojo com outras coisas que não sejam frios aleatórios jogados em cima dele após o cozimento, como molho de tomate, salsichas cozidas e depois fritas, frango levemente dourado com alho/cebola... E deixa o miojo surpreendentemente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gostoso&lt;/span&gt;. Conseguir fazer um miojo passar do estágio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comível porém insosso &lt;/span&gt;para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comível e um pouco insosso&lt;/span&gt; é fácil, basta jogar os frios após o cozimento. Fazer passar do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comível porém insosso&lt;/span&gt; para&lt;span style="font-style: italic;"&gt; gostoso&lt;/span&gt;, porém, é um pouco mais difícil e exige algum conhecimento culinário: se você consegue tornar macarrão seco e rico em gordura com tempero 300% artificial (algo que é praticamente ração de exército) em uma refeição apreciável, é porque você já manja cozinhar um pouco. Com isso, encerramos a nota esclarecedora e vamos ao texto. :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cozinhar é algo que, a princípio, parece muito chato - e é realmente meio chato ter que decidir o que vai cozinhar, pegar os instrumentos que vai usar, escolher os ingredientes, caminhar até o mercado da esquina porque acabou a farinha e tem pouco açúcar no armário, ligar o fogão e limpar toda a sujeira depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, é algo que consome um tremendo tempo que você gastaria mofando na internet, dormindo ou procurando algo de bom pra ver na TV. E o preparar da receita é algo mágico: você começa com ingredientes sem graça, mas vai misturando-os e depois de tudo, há algo totalmente diferente e, não raro, você se orgulha do que conseguiu fazer. É como criar um filho, você vê ele como uma coisa meio tosca de início e que com o passar do tempo, vai tomando forma e se torna algo inesperado, totalmente diferente do que era no início. A única diferença é que esse filho é comido sem dó nem piedade pelo pai/mãe/outras pessoas e todos sentem-se muito bem com isso (sem conotação homossexual ou de incesto, por favor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saber cozinhar é algo que as garotas acham muito legal em um cara - por algum motivo totalmente desconhecido, elas acham admirável um macho preparando bolo de chocolate ou batendo os ovos e despejando-os na frigideira. Algum dia farei uma análise mais detalhada sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2 - Faça perguntas idiotas a si mesmo e pesquise sobre elas no google para achar a resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma idéia que parece muito idiota e sem nexo de início, mas que enriquecerá seus conhecimentos e engordará a sua já gorda cultura inútil. Pegue questões bem "nada-a-ver" mesmo, tipo "Quem inventou a privada feita de louça?"; "Por que o fundo da geladeira é mais frio que a região perto da porta?"; "Por que a ressaca do Gim é bem pior do que a de Vodka?"; "Quem inventou o papel higiênico?"; "Como os porcos-espinhos se acasalam?" e muitas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de exercício é um alto consumidor de tempo (pelo menos para mim) por um único motivo: quando você encontra uma resposta, outra pergunta retardada surge em sua mente logo em seguida, normalmente relacionada ao tema da primeira questão de um jeito ou de outro. E dá-lhe procurar no google uma resposta. E assim vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito cuidado, porém: isso VICIA. Pare após uma hora de "exercício", ou você se verá pesquisando respostas para algo como "Quais as consequências de comer/beber o próprio vômito?" e outras nojeiras/esquisitices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3 - Arte Abstrata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não precisa ser nenhum Picasso ou Andy Warhol para fazer arte, e nem mesmo materiais caríssimos como telas feitas de fibra de cânhamo holandês ou tintas a óleo e solventes feitas em Florença: sente a bunda em algum lugar, pegue uma folha de papel desenhável e alguma coisa que deixe escrever nela. Respire, inspire e comece a rabiscar aleatoriamente, até que a inspiração surja e você comece a fazer um desenhinho que pareça legal/interessante para você. Termine quando você se sentir satisfeito com a sua obra ou ficar de saco cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso relaxa. Muito. E ainda pode render algumas surpresas: ok, seu senso artístico não te deixa desenhar gente com fidelidade anatômica, mas te deixa desenhar em estilo cubista picassiano, o que é muito mais bonito e surpreendente do que desenhar gente com fidelidade anatômica. Sinta orgulho de sua arte :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é uma tarefa que pode levar à masturbação mental e de ego. Mas ei, você quer gastar seu tempo de uma forma legal, não é? Tá aí uma ótima maneira de fazer isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4 - Exercícios físicos.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Nada de clichezices tipo "vá fazer ioga" ou "vá na academia": o método que proponho aqui é bem menos eficaz pra queimar a gordura da feijoada de domingo, mas leva a experiências mentais e reflexivas um pouco mais legais. Faça o seguinte: umas três vezes por semana, mande o medo de ser assaltado/baleado/esfaqueado/morto se foder, enfie algum dinheiro no bolso, abra a porta de casa, saia de casa, feche e tranque a porta, abra o portão, saia, feche o portão e comece a caminhar. Pra onde? Qualquer lugar que você quiser, desde que você saiba voltar pra casa tá valendo. Pode usar bicicleta também. Não recomendo carros e motos: perigoso demais tentar apreciar a paisagem enquanto se dirige um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ande sem compromisso por mais ou menos uma hora e volte pra casa. Nesse meio tempo, vá observando a paisagem, brinque com os cachorros da rua, tome um suco, reflita sobre o que vier à sua mente.Quando você voltar pra casa, vai se surpreender por ver que o tempo passou rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso não acontecer, veja o lado bom: você fez exercício físico três vezes em uma semana, o que já te tira da condição de "sedentário" e te põe na de "rapaz/moçoila saudável". Viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5 - Abra um blog.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A mais ociosa de todas as atividades, abrir um blog e escrever nele nem exige que você deixe de mofar na frente do pc. Escrever tem inúmeros benefícios: além de comer muito de seu tempo, ainda relaxa e te faz se sentir confortável consigo mesmo, sem falar que isso treina sua redação e dá uma boa ajuda no processo de criação de texto. Não espere muitos leitores, porém: é preciso fazer uma propagandagem do caralho para atrair mais do que 10 leitores assíduos para um blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler os blogs alheios também é uma boa tática para comer seu tempo, além de te fazer conhecer melhor os seus amigos/conhecidos. Ler o blog de completos desconhecidos também. E por aí vai. No fim, você acaba mofando de tédio na frente do PC, mas movido por uma curiosidade tosca. Nah, reiterando: ler os blogs alheios não é muito inteligente.&lt;br /&gt;-------------------------&lt;br /&gt;Enfim, aqui foi encerrado o guia. Este foi o post mensal desse blog, vejo vocês em dezembro \o/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-113147516231736470?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/113147516231736470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=113147516231736470&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/113147516231736470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/113147516231736470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2005/11/guia-5-coisas-para-se-fazer-quando-no.html' title='Guia - 5 coisas para se fazer quando não se tem nada para se fazer'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-112985917871441892</id><published>2005-10-20T23:33:00.000-02:00</published><updated>2005-10-20T23:56:15.563-02:00</updated><title type='text'>Uma rápida análise sobre o referendo de domingo</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lado do sim&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;-Apelo emocional extremo, bem novela mesmo. Desnecessário dizer que além de anti-ético, é a típica abordagem "pega-povão ignorante".&lt;br /&gt;-Patrocínio da GLOCK, fabricante européia de armas de fogo. A contradição se faz clara para qualquer um com olhos.&lt;br /&gt;-Apoio do MST. Duvido muito que eles vão se desarmar. E duvido mais ainda que os fazendeiros vão se desarmar e parar de cuspir chumbo em cima de maluco invadindo terra.&lt;br /&gt;-Globo e seus derivados (O Globo, Época) apoiando. A rede de mídia mais suja que o Brasil já viu não indica que seja coisa muito boa.&lt;br /&gt;-Argumentos MUITO fracos, facilmente desmentidos com lógica, bom senso e análise crítica. Nego que cai em algum dos argumentos está se fingindo de burro ou não analisou direito a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lado do não&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;-Gente que sabe argumentar em debates. Infelizmente, para refutar os argumentos do sim, é fácil demais, logo não dá pra pôr a mão no fogo por esse pessoal.&lt;br /&gt;-Provável patrocínio da TAURUS, maior fabricante de armas do Brasil (e até onde sei, o único). Óbvio demais ter que explicar isso.&lt;br /&gt;-Apoio da classe mérdia brasileira, graças à Veja. A revista que é equivalente à Globo das revistas de opinião não merece muita credibilidade. E a classe mérdia sempre foi responsável por foder esse país, por não querer ser vista como pobre e querer sempre ser vista como classe alta, mesmo quando não tem condições para tal (vide instauração do regime militar - que veio para interromper um govern voltado aos pobres; eleição de Collor, que foi fortemente apoiado pelas camadas médias e altas da população, mesmo tendo em vista que as suas políticas só iriam foder qualquer classe abaixa da alta e "TÔ FICANDO ATOLADINHA" virando hit do momento, já que a classe mérdia tem que consumir aquilo que os altos consomem - no caso, funk chulo).&lt;br /&gt;-Ausência de argumentos. Há apenas um, na verdade: "NÃO TIREM MEU DIREITO PLZ!!!!11111". O resto da argumentação é feita para refutar os argumentos do SIM. Feio demais isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Análise e Conclusão:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-O referendo expõe como o brasileiro tem memória curta: de repente, todo o lamaçal no qual a política se encontrava, toda a corrupção da polícia e todo o atolamento do judiciário foram simplesmente esquecidos, para que se discuta se vale mais votar SIM ou NÃO. Manobra política excelente do governo para se tirar o enfoque do mesmo. Portanto, não se deve levar o referendo a sério - é só uma distração pra fingir que o país é democrático e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ambos os lados são LIXO, PURO LIXO. Manipulação extrema de dados, argumentos fraquíssimos, patrocinadores escusos por trás dos dois lados. Praticamente forçam-nos a escolher no "Uni-Duni-Tê" regido pelo "Bom, pior não pode ficar. Vai qualquer mesmo" na hora da votação. Odeio esses países de terceiro mundo que fazem soluções nas coxas para problemas que exigem soluções a longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Conclusão: votem NULO. Boicotar essa merda é a melhor forma de dizer "EI, GOVERNO, VAI TOMAR NO CU!" e fazer o governo se mancar que há coisa mais importante do que fazer antes de se discutir a proibição da venda de armas e munição, como por exemplo discutir se o voto deveria ser facultativo ou não, ou se corrupção política poderia se tornar crime inafiançável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Post-Scriptvms:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-Instalei sistema de comments novo. Comentários velhos foram para o espaço, portanto. Não se frustrem, caros 5 visitantes do blog: eu não ligo muito para eles(Mentira, todo blogueiro liga, mas fala que não liga para pagar uma de humilde. ENTÃO COMENTEM).&lt;br /&gt;-Sono, muito sono. Muitos trabalhos também. Ainda bem que o ano está acabando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-112985917871441892?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/112985917871441892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=112985917871441892&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/112985917871441892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/112985917871441892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2005/10/uma-rpida-anlise-sobre-o-referendo-de.html' title='Uma rápida análise sobre o referendo de domingo'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-112619134532150858</id><published>2005-09-08T11:23:00.000-03:00</published><updated>2005-09-08T11:55:45.346-03:00</updated><title type='text'>Após um recesso...</title><content type='html'>....Estamos de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mês e duas semanas e meia sem postar. Hmn, preciso estabelecer alguma frequência pra postar aqui. Por falta do que postar, vai o bom e velho fluxo de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana tive aula só na segunda e na terça, e o resto dela gastarei na mais pura e simples coçação de saco. Me sinto um pouco triste por não poder ir estudar e etc: faculdade foi uma das poucas experiências boas que tive na vida acadêmica, daquelas que dá gosto de estudar e tesão de ler livros velhos fedendo a poeira e escrever zilhões de relatórios/fichamentos sobre autores que parecem escrever difícil só pra parecerem mais inteligentes (comentário à parte: IDIOSSINCRASIA de cu é rola, deviam proibir a existência de uma palavra assim). Como diria o Antoine de "Como me tornei estúpido", "Inteligência é uma doença" de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em doença, ficar doente normalmente é uma experiência terrível, mas pode ser mais terrível ainda quando a pessoa que cuida de você que fica doente e você é um ignorante total quanto à maioria das tarefas de casa mas precisa fazê-las de qualquer jeito. Faz um tempinho, minha mãe ficou doente. De cair na cama com uma gripe extrema, dormir quatorze horas(eu contei) e reclamar que está cansada. Adivinha pra quem sobrou as tarefas de casa? :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas que aprendi durante o dia de dono-de-casa:&lt;br /&gt;-Lavar a louça relaxa. Passar a esponja devagar no prato, em movimentos circulares, para depois abrir a torneira e deixar um fio fino de água tirar a espuma de detergente bem devagar enquanto você movimenta o pulso para que a água faça movimentos circulares é uma tarefa MUITO relaxante, apesar de fazer mal pras mãos. Lavar a louça como nos restaurantes, do jeito mais desesperado possível para não perder tempo, devia ser considerado um crime. Tira a graça de uma tarefa que nem é tão degradante assim.&lt;br /&gt;-Aspiradores grandes para uso doméstico são muito, mas MUITO chatos de serem usados. Além de fazerem um barulho horrível. Prometi a mim mesmo que não terei um desses em casa quando for sair da casa dos pais.&lt;br /&gt;-Cozinhar é divertido. Ainda que nas primeiras experiências você coma bifes meio vivos pingando manteiga derretida e sumo de carne, saladas muito azedas/salgadas por excesso de vinagre/sal e batatas meio duras porque você não sabe quanto tempo elas precisam ficar no vapor, é muito legal. Devia ter feito curso de gastronomia quando tive a oportunidade :/&lt;br /&gt;-Lavar o banheiro dá MUITO trabalho, até mesmo em banheiros que nem estão muito sujos, como o de casa. Pensarei nas pobres tias que tem que limpar privadas monstruosas de recintos públicos agora e tentarei fazer o mínimo de porquice quando for usar banheiros alheios.&lt;br /&gt;-Linha de congelados sadia: praticidade 100%, sabor 50%, dor de barriga por ter comido hambúrger com ingredientes que você não conhece 900%. Não tenham preguiça de fazer um jantar decente, com frango comprado na feira. Não vale a pena o resultado que vem depois.&lt;br /&gt;-O dia passa mais rápido fazendo essas tarefas do que ficar no PC. E parece mais revigorante/compensador. Exercícios fazem bem. :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do dia, cheguei à uma conclusão: se eu for um daqueles pais que ficam em casa cuidando dos filhos e das tarefas enquanto a mulher vai trabalhar, serei um pai feliz. Um pai malvisto pela sociedade machista na qual vivemos, mas ainda assim feliz. :D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-112619134532150858?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/112619134532150858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=112619134532150858&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/112619134532150858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/112619134532150858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2005/09/aps-um-recesso.html' title='Após um recesso...'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-112000603417960181</id><published>2005-06-28T19:41:00.000-03:00</published><updated>2005-06-28T21:47:14.203-03:00</updated><title type='text'>Mandando ver no fluxo de consciência</title><content type='html'>Sete dias depois de escrever algo, cá estou eu, escrevendo novamente no blog para não largá-lo às moscas. Agora, hora do fluxo de consciência. Basicamente, escrevo vários textinhos sobre assuntos diversos até falar "opa, algo mais importante pra fazer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rápida legenda sobre os fluxos de consciência: uma barra asssim ==== significa que o fluxo foi iniciado/encerrado, e uma barra assim ----- indica passagem de um momento do fluxo para outro. Entenderam? Não? Não importa, aqui começa um... (voz dramática) FLUXO DE CONSCIÊNCIA :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AVISO: texto longo. Mas que pode ser um agradável momento de leitura. Ou não. É como uma caixa de bombons: de vez em quando, você só vê os de coco escondendo os recheados com licor e fecha a caixa, resignado. Aí quando está sem fazer nada, abre a caixa de novo, come uns três de coco, acha um de licor e exclama "uau, valeu a pena comer um pouco dos ruins! :D". Gente esperta, porém, fuça um pouco sem se intimidar pelos bombons de coco e acha os bombons de licor antes. Se não ficou muito claro, seja inteligente: leia rapidamente um texto e pule-o caso não o interesse.&lt;br /&gt;==========================&lt;br /&gt;Após um booooom tempo sem ver um emo na minha frente(não fui pra sumpaulu pra vagar pela cidade faz alguns meses já), trombo em um fotolog de um membro da supracitada tribo urbana agora a pouco. Se da última vez que os vi(em Janeiro) eles se vestiam de um jeito meio estranho, usando munhequeiras sem praticar esportes, cultivando uma franja nada saudável para a visão, ouvindo o estilo musical mais mela-cueca da temporada e usando roupas um número abaixo do que usam normalmente, bem... Vamos dizer que fiquei um pouco chocado ao descobrir que a vestimenta do emo padrão de hoje mudou para camiseta com padrões de cores e estampas do tipo "mamãe não me perca na praia"/camisa com gravata com tema dos Looney Tunes, calça ridiculamente apertada e que faz questionar a masculinidade daquele que os usa, sapatos de borracha dos anos 50 com aquele padrão xadrez, munhequeiras igualmente ridículas e cintos enormes, cheios de cravos metálicos. Jesus, acho que isso só não é pior que a sombra nos olhos e a maldita franja de 12 centímetros multicolorida caindo sobre o olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior mesmo é ver que centenas de reais vão pro ralo pro pessoal se vestir de um jeito esquisito, pagando de alternativo, sendo que era só dar um pulo em um brechó, pegar peças semelhantes e pagar no máximo, 90 paus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo. Os alternativos de butique se proliferam ainda mais. E eu achando que os punks de butique já eram ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendo, viu. Emo, há algum tempo atrás, era gente esquisita que usava óculos do tempo do Buddy Holly porque eram os mais baratos que tinham no oculista, se vestiam de um jeito considerado nerd e se reunia para se lamentar do azar no amor e na vida no geral, e acabavam por escutar bandas de letras deprê que correspondiam a eles como Weezer, Atari Teenage Riot e outras, não raro formando uma banda de emocore/screamo/powerpop/estilos derivados tão melosos quanto o original. Hoje em dia, são jovens de classe média pra cima que pagam muito para se vestir de uma maneira estranha e de qualidade questionável que se reúnem em lugares como o Atari Club pra pagar uma de alternativo fodão e ouvem música "alternativa", como white stripes ou franz ferdinand. O que houve no meio tempo que causou essa mudança tão bruta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais difícil ainda é entender como tem gente que realmente gosta disso tudo, defendendo o estilo(?) com garras e dentes, e caso seja criticado por adotar tal postura, tem um ataque de raiva que normalmente se inicia e se encerra com um "Você está com inveja por não conseguir me entender!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como diria o sábio Yamaneko, "Gosto é que nem braço: tem gente que não tem". Foi ofensivo, eu sei, mas ei, quem nunca se sentiu em uma situação na qual essa frase se encaixe de forma perfeita, por favor, jogue a primeira pedra.&lt;br /&gt;---------------------------------------&lt;br /&gt;Sem tomar café desde sexta. Quatro dias sem consumir um psicotrópico são uma verdadeira vitória para alguém que se viciou em uma semana de consumo e desde então, tomou sua dose de droga diária por 29 dias seguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante ver que mesmo apesar dos incômodos que um copo americano de café com muito açúcar traziam para mim (coisas do tipo efeito diurético quase instantâneo, ou ficar com sono o suficiente para dormir uma hora inteira após a xícara[cafeína tem efeito inverso sobre meu organismo], ou ainda deixar os dentes meio escuros), eu não conseguia passar um dia sem tomar o maldito copo de café. Era sentar no banco da cantina e sentir o cheiro do café que quando eu me dava conta do que estava fazendo, já estava pondo a quinta colher de açúcar no copo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vício é foda, viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças, fiquem longe das drogas, elas fazem você ficar meio mal e se sentir um pouco idiota quando você percebe que está dependente e não consegue largar. Fiquem ainda mais longe das legalizadas, como cafeína, álcool ou internet: essas, além de te viciarem, por serem legalizadas podem causar com muito mais frequência efeitos muito malvados sobre sua mente, que variam desde ficar acordado várias horas seguidas, passando pela destruição temporária de sua noção e chegando no pior efeito possível: ficar com a imagem de um gordinho usando óculos cantando NUMA NUMA IEI e dançando de um jeito muito estranho presa na sua mente por alguns dias.&lt;br /&gt;---------------------------------------&lt;br /&gt;Primeiro ano que não vou em nenhuma festa junina. Sinto falta de comer canjica, ver os pirralhos brincando com bombinhas e ficar um pouco alegre com quentão e vinho quente. Não sinto falta das músicas de corno e dos countries que tocam durante a festa. Faz uns anos que não danço quadrilha, forró e similares, e... Sinto falta disso. É uma das poucas coisas que pego e falo "é legalzinho" sem questionar. Minha origem caipira não pode ser negada, de jeito nenhum. :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, se você sabe de alguma festa junina, me informe. As julinas não valem, não tem a mesma mágica das festas juninas.&lt;br /&gt;==========================&lt;br /&gt;Textos suficientes para um mês de existência do blog. Não volto a escrever aqui por algum tempo. E isso vai ser muito bom para alguns de vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-112000603417960181?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/112000603417960181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=112000603417960181&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/112000603417960181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/112000603417960181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2005/06/mandando-ver-no-fluxo-de-conscincia.html' title='Mandando ver no fluxo de consciência'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13650136.post-111870761792100633</id><published>2005-06-13T10:40:00.000-03:00</published><updated>2005-06-13T22:42:33.713-03:00</updated><title type='text'>Teste &amp; Apresentação</title><content type='html'>Primeiro post desse que é o terceiro blog que abro. Blogs são legais para fazer um pouco de fluxo de consciência em texto, uma atividade que relaxa muito e depois de um tempo, vicia. Serve como diarinho também, mas essa é uma função que relego a segundo plano - contar o meu cotidiano e esperar que alguém leia e ache legal é como dar uma caixa de lápis de cor nova e papel branco estalando de novo a uma criança de 6 anos e pedir que ela escreva uma dissertação sobre um sociólogo positivista-realista do século XVII: não faz sentido e a princípio, parece uma idéia tão idiota e contrária ao comportamento que se espera da pessoa que ninguém tentaria algo do tipo. Além disso, é ótimo para se fazer avaliações de filmes/músicas/bandas/desenhos animados/comidas/livros/etc - não que tais avaliações tenham crivo crítico o suficiente para serem levadas a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que acabo sempre achando uma grande idiotice e cedo ou tarde, acabo saindo do blog/deletando-o. Me sinto meio burro quando vejo que fiz isso, porque perco um tempo escrevendo e produzindo para logo depois achar tudo uma grande idiotice e deletar, dando a impressão que perdi alguns minutos da minha vida que provavelmente usaria para alguma atividade tão ou mais inútil, como ver filmes do Adam Sandler; tentar convencer alguém, via MSN, que cookies da bauducco mergulhados em cerveja Itaipava são uma iguaria fina que poucos conseguem apreciar; ficar jogando um dos zilhões de jogos de emulador que tenho no pc; ou ainda ficar fuçando os profiles de seus amigos no orkut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(De repente, nem perdi tanto tempo assim.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao assunto... Bem, o layout até onde sei sempre será este, apesar de ter um enorme desgosto por esse símbolo da All Star do lado do título, porque esqueci absolutamente tudo que aprendi sobre HTML. E a postagem não vai ser muito frequente: não é todo dia que dá vontade de escrever o suficiente para conseguir um texto de bom tamanho e qualidade aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rápida apresentação: sou o Fernando, conhecido por alguns apelidos que não convém mencionar agora, tou com quase 1/5 de século de idade e faço Ciências Sociais na faculdade pública. É só isso que vocês precisam saber: o resto será revelado com o passar do tempo, assim como o desembrulhar de uma bala ou o desabrochar de um botão de flor (DEUSES, que metáforas horríveis e clichês-de-biba[sem querer desmerecer a parcela GLTTBS que lê o blog, claro]. Me punam caso eu faça algo do gênero novamente) demora para acontecer, mas quando acontece é algo que pode ser surpreendente(ou decepcionante, caso a bala seja de algum sabor ruim[como anis, pêssego ou certas balas Made In Japan com sabores esdrúxulos como "Rosa" ou "Lavanda"] ou o botão de flor em questão seja um botão de flor de alguns cactos[como o daqui de casa], que tem um agradável perfume de URINA e é tão bonita quanto ver alguém vomitando suas tripas para fora enquanto está beijando sua namorada [Sim, sou excessivamente dramático e igualmente nojento nas descrições, e não me toco que isso faz os outros se sentirem um pouco mal algumas vezes]).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é isso aí. Comentem, ignorem, façam o clássico "me linka que eu te linko", cliquem no xizinho do canto superior direito da tela... Enfim, todo aquele prcesso bloguístico que rege a existência dos blogs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13650136-111870761792100633?l=ph4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ph4.blogspot.com/feeds/111870761792100633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13650136&amp;postID=111870761792100633&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/111870761792100633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13650136/posts/default/111870761792100633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ph4.blogspot.com/2005/06/teste-apresentao.html' title='Teste &amp; Apresentação'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
